Michel e
outros próceres do PMDB são citados, passiveis de investigações na “Lava Jato”,
porém ao que tudo indica o processo vai estagnar: Eduardo Cunha ministro da
Justiça e como se sabe é o ministro chefe da Polícia Federal.
domingo, 24 de abril de 2016
Dilma com 54 milhões de votos mas perde para 367
Dilma foi
eleita de forma direta pelo voto popular, com mais de 54 milhões de votos. Foi
exonerada de forma indireta por 367 votos.
Michel será
o novo presidente eleito de forma indireta por 367 votos.
Deputados votaram sem convicções
Não poderia
ser diferente O SIM ganhar afinal maioria dos deputados chegou a câmara com
votos da elitista classe média.
Presenciou-se
na declaração de voto que alguns deputados não votaram com plena convicção, mas
pensando numa próxima eleição.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
DILMA OU MICHEL
Enquanto no
planalto, lá em Brasília, vossas excelências, os deputados pelo povo eleitos,
discutem seus interesses políticos pessoais, esse mesmo povo na planície
enfrenta inúmeras dificuldades, tenta sobreviver no maldito cotidiano com a
insegurança, crianças entre balas perdidas, cidadãos assaltados e assassinados,
precário policiamento, dantesca situação flagrada no noticiário policial.
Nas
informações do setor econômico os fatos são desconsoladores com o deprimente
desemprego, servidores públicos com salário atrasado.
Nossos
eleitos debatem, discutem, brigam pelo poder, formam uma verdadeira algaravia
numa confusão de vozes e gritos. Lá estão eles, uns querendo ficar no governo,
outros com o desejo de chegar ao governo.
Estão
divididos em dois ferrenhos grupos: um “não vai ter golpe”, o outro “impeachment
já”. Cada qual com cartazes determinando sua preferência. Verdadeiro carnaval
em meio a bandeirolas e fitinhas verde-amarelas.
O plenário transformou-se
num local despudorado, de plena algazarra. Regras de bom comportamento não são
respeitadas.
Os presentes
não condizem com respeitoso tratamento de vossa excelência. Alteram-se. Um quer falar mais alto que o
outro, para isso gritam, há ameaças.
A baderna
prossegue. Nessa assembléia seus personagens protagonizam cenas de alunos em
recreio na escola: gozações, ofensas, impropérios. É revelada a essência da
má-educação, a falta de civilidade pelo comportamento inadequado naquele local
que deveria ser de total reverência, um dos poderes da República.
O ambiente
pode ser análogo a uma quermesse beneficente onde há prêmios. O governo
oferece, negocia cargos desde ministérios até o terceiro escalão. Quem quer ser
governo não faz de menos: oferece mamatas futuras.
Na baderna
parlamentar tem gente enrolada na bandeira verde-amarela. Um acinte para com um
dos símbolos da República. Nesse caso, alguém assim desfraldando a bandeira
tenta mostrar pela sua causa, o patriotismo. Segundo o inglês Samuel Johnson “o
patriotismo é o último refugio dos canalhas”.
A Câmara
Federal tem entre seus representantes gente envolvida com inquéritos judiciais,
casos de polícia, começar pelo próprio presidente dessa gente. A comissão
especial formada para o processo de impeachment por 65 deputados, 37 tem contas
a prestar à Justiça por ações criminais e cíveis.
O Impeachment
passou na comissão especial com 58 votos a favor e contra 27. Dos 58 deputados
a favor 35, respondem a inquéritos. Dos 27 contra, dois estão sendo
investigados.
A Câmara
Federal em seu todo tem 160 deputados investigados pelo Supremo Tribunal
Federal (STF), alvos de inquéritos e ações penais.
Essa gente
no próximo domingo é que irá votar e determinar o destino da Nação, estabelecer
um novo poder ou não para os brasileiros.
A realidade
é que democraticamente temos que aceitar o processo, embora com o sentimento de
escracho pela desmoralização da classe política.
*** ***
- Na há dúvida quanto o favoritismo da turma do
“impeachment já”. Assim Michel Temer será presidente, o PMDB de fato governo.
Há 24 anos o partido foi governo. Tempo de José Sarney.
- Fica
difícil para a Dilma com o voto aberto no plenário vencer a oposição. Como 60%
da população desejando impeachment, deputados não irão votar contra seus
eleitores.
- Proporcionalidade.
Na comissão especial o impeachment foi aprovado
por 38
deputados, ou seja 58% dos votos.. Contra foram 27 percentual de 42%.
Se levarmos
em consideração essas porcentagens entre os 513 deputados Dilma fica, com 215
votos, Michel perde com 297.
terça-feira, 12 de abril de 2016
"Meu Deus do céu": a política segundo segundo ministro do STF
Encontros de
temas diversificados, de sentidos acadêmicos variados, alguns de modo
específico sistematizado, ocorrem de maneira corriqueira.
Como
exemplo, estudantes reunidos com uma personalidade, com eminente autoridade
erudita, com pessoa conhecedora de profundos temas gerais ou proposições
especificas.
Encontros
assim acontecem, ocorrem no anonimato, com discrição, circunspectos e interessantes
somente aos participantes.
Assim, um encontro
habitual entre muitos, uma vez mais ocorreu. Indiscreto detalhe, um inconveniente
problema de som e o encontro de conceito acadêmico, que deveria ser de ordem
privada, tornou-se público em razão daquele descuido mecânico, o que provocou intensa
repercussão, causou suscetibilidades, mexeu e incomodou a classe política.
O ministro Luis
Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal teve um encontro com estudantes
bolsistas de uma fundação em dos plenários do STF.
Daquele
modo, pelo problema ocorrido, várias perguntas que foram feitas ao ministro e
respondidas tornaram-se públicas.
Numa das
respostas comentou o ambiente político no país e disse que se tornou “espaço de
corrupção generalizada”. Prosseguiu e
comentou: “Quando onteontem se noticiou que o PMDB desembarcara do governo e
uma foto mostrava pessoas que erguiam as mãos, olhei e disse “Meu Deus do Céu!
Essa é a nova alternativa de poder. Não vou fulanizar mas quem viu a foto sabe
do que estou falando”.
Anteriormente
disse, afirmou que a política “morreu”. Mais adiante no seu comentário
redimiu-se e acrescentou: “Talvez eu tinha exagerado, mas ela está gravemente
enferma. Para o ministro “O sistema político não tem o mínimo de legitimidade
democrática.Ele tem uma centralidade imensa ao dinheiro e a necessidade de
financiamento e ai a corrupção generalizada”.
O ministro
não quis determinar, mencionar as pessoas postadas na citada foto do jornal.
Mais quem conhece, sabe quem são figuras do PMDB repercutidas em alta
relevância por inquéritos jurídicos, casos de polícia.
Aparece como protagonista central o vice-presidente do
partido senador Romero Jucá. A “ vossa excelência” está envolvida com falcatruas concernentes a
operação “Lava Jato”.
Na foto aparece também Eliseu Padilha, que foi ministro e coordenador político da
presidenta Dilma, indiciado em diversos inquéritos policiais.
No conjunto
dos próceres pemeedebistas mais uma “vossa excelência”, Trata-se do senador
Valdir Raupp, investigado pela polícia federal por corrupção .
Mais uma figura investigada pela polícia federal. Trata-se
do deputado federal Geddel Vieira Lima envolvido em falcatruas com a
empreiteira OAS com promessas de facilidade e aumento de chances em licitações
para construção de aeroportos.
Enfim, essa turma e outros acompanhantes de braços erguidos,
de maneira cínica e mesquinha
determinou por
aclamação,rapidamente, em três minutos, que o
PMDB que estava pedindo demissão
do governo , depois de um oportunismo aproveitado, das benesses recebidas, durante
quase 14 anos “estar no governo” do PT.
Com a certeza da cassação de Dilma todos eufóricos gritavam “Brasil prá frente, Temer
presidente”. Na verdade PMDB saiu do
governo, aproveitando o “fora Dilma”, por uma única vontade: ser governo.
Terá um presidente eleito de modo indireto, afinal ninguém
votou em Temer.
Com sete ministérios no governo de Dilma, centenas de apaniguados
peemedebistas (militantes e cabos eleitorais) usufruiram dos chamados “cargos de confiança”
e agora estão sendo demitidos. Coisa ruim para uma época de tanto desemprego.
Mais não por muito tempo. Temer presidente retornarão aos antigos postos.
terça-feira, 5 de abril de 2016
Manifestação contra Dilma é da elite
Milhares de pessoas
em passeatas por logradouros, em diversas cidades, mais uma vez, no domingo 13
de março, participaram. A maioria, predominantemente da raça branca, vestem
roupas multicoloridas destacando-se o verde e o amarelo. São trajes de grifes
famosas. Usam óculos para o sol, produtos também de marcas conhecidas.
Caminham com
toda liberdade, direito que a democracia lhes oferece.
Brados ecoam
pelas ruas de “fora Dilma”. São retumbantes os gritos “Lula preso”. Cartazes
saúdam o juiz da “Lava jato”. Não se nota qualquer clamor como por exemplo,
“queremos emprego” ou “melhor atendimento do SUS”.
Não, não há
necessidade dessa contestação. As pessoas dos protestos são seletivas, estão
muito bem empregadas, tem planos de saúde privados.
Gente que
mora em bairros nobres, panorama de moradores da classe média. Pessoas
residentes em lugares sofisticados como Moinhos de Vento em Porto Alegre, que
frequentam a avenida Paulista ou moram na requintada zona sul do Rio de
Janeiro.
Não há mínima
dúvida de que nas manifestações ocorridas contra o governo teve um imensurável contingente
formado por um grupo elitizado dominante na sociedade, de estratificação
superior.
Pesquisa
realizada em São Paulo pelo instituto Datafolha de opinião pública tem dados
reveladores do requinte dos manifestantes.
Foram
entrevistadas 2.262 pessoas. A descrição dos detalhes econômicos e sociais
pesquisados revela o público dominante de alta renda.
- 77% dos
manifestantes declararam serem de cor branca. O mesmo percentual diz ter ensino
superior completo. É de se frisar que na capital paulista somente 28% tem curso
superior. Esses 28% significam gente de baixa renda.
- 26% dos
entrevistados recebem de 5 a 10 salários mínimos, valores entre 4.4 mil e 8.8
mil reais. 24% ganham de 10 a 20 salários mínimos, importâncias mais de 8.8 mil
a 17.600 reais. Portanto, verifica-se que 50% dos entrevistados recebem
salários entre 4.4 mil e 17.6 reais. Existem os mais afortunados. Há os que ganham
de 20 a 50 salários mínimos, faixa salarial de mais de 17.6 mil a 44 mil rais.
Somam um total de 11%. Existem aqueles
de admirável e invejável faixa salarial. Um total de 2% informou receberem mais
de 50 salários mínimos, ou seja, mais de 44 mil reais.
Entre os
manifestantes havia gente de salários bem inferiores. Os de menores salários
disseram que recebem até dois salários mínimos, entre 880 e 1.760 mil reais,
quantidade ínfima de 6%. Mais de dois a três salários mínimos (1.760 mil a
2.640 mil reais) um total de 8%, Mais de três salários mínimos 17% dos
informantes.
- Na
escolaridade, ratifica-se, foi apurado que 77% do público entrevistado tem curso
superior, 18% curso médio, 4% ensino fundamental.
Na
pesquisa da Datafolha 40% dos manifestantes tinham 51 anos ou mais, o que
significa elitizados conservadores. Entre 36 a 50 anos 33%, 26 a 35 anos 19%.
No
levantamento de dados do instituto, quanto a faixa etária, chama a atenção a
baixa participação de jovens: de 21 a 25 anos 5%, de 12 a 20 anos 4%.
Na
manifestação o sexo masculino predominou com 57%. As mulheres foram 43%.
*** ***
- Complete a
linha pontilhada. Quem estará fora primeiro: D _ _ _A. Dilma ou Dunga.
- Não vai levar muito tempo. A presidenta Dilma
passara a ser dona Dilma.
- O PMDB que
fazia parte do governo, não vai levar muito tempo, será governo.
segunda-feira, 28 de março de 2016
Sacrilégio!!! Comungar em pecado mortal?
Sou cristão,
católico apostólico romano. Religioso, estou centrado na vida e nos
ensinamentos de Jesus Cristo.
Procuro
basicamente a observância dos dez mandamentos.
Quase todos
os domingos e dias santificados procuro assistir a santa missa
Creio nos dogmas
da Igreja, ou seja, nas verdades da fé infalíveis e imutáveis, base da doutrina
católica.
Crença adquirida
pelo doutrinamento através da catequese, ensinamentos obtidos pelo aprendizado
em aulas de catecismo.
Por ser
católico praticante fiquei compromissado com os principais sacramentos:
batismo, crisma, eucaristia, matrimônio.
Sempre que
posso domingos e dias santificados participo do sacrifício da santa missa
Não sou o
tipo de cristão tradicional conservador e por ser assim nunca frequentei
cursilhos e jamais me envolvi com movimentos carismáticos e ou de Emaús.
Conhecidos
afirmam que pela maneira ser, pelo pensamento à esquerda, eu seria comunista.
Trata-se de um paradoxo. Cristão não é comunista ou vice-versa.
Nessa
condição, evitando o contrassenso, mas firme no pensamento progressista, de
forma mais amena, digamos então que ideologicamente sou um socialista.
Assim sendo,
sou simpatizante da igreja progressista, desde jovem quando no Rio de Janeiro
fiz parte da Ação Católica, que tinha liderança de Dom Helder Câmara.
Além de Dom
Helder, por essa ideologia, outros meus gurus: Dom Paulo Arnst, Frei Beto,
Leonardo Boff.
A chamada
esquerda eclesiástica desde a Ação Católica Brasileira passou por outros
momentos principalmente pelo movimento da Teologia da Libertação, que determina
a opção da preferência pelos pobres através das Comunidades Eclesiais de Base.
Pois bem. Na
verdade essa crônica no seu texto inicial é o intróito, precípua para se chegar
ao finalmente. Até onde eu quero chegar com esse texto foi essencial escrever sobre
a vida pregressa cristã.
Mencionei a
igreja progressista como modelo, para meu entendimento, como ideal.
Porém num
aspecto especial, como finalmente a discutir o texto, sou conservador.
Chama a
minha atenção há muito tempo não se encontrar mais no interior das igrejas os confessionários.
Pelo jeito ninguém mais se confessa.
Aprendi pelo
catecismo: pecado venial e pecado mortal. Vai comungar a necessidade da pureza,
sem pecado. Cometido o pecado venial (exemplo, pregar o santo nome de Deus em
vão), ato de contrição rezado, absolvido, puro. Pecado mortal (exemplo, faltar
a missa ao domingo), necessidade da confissão ao sacerdote.
Faltei a
missa. Busco na secretaria paroquial informação para a confissão para me
redimir do pecado. Exponho para uma senhora minha pecaminosa situação. A senhora
que me atende diz: “Não precisa de confissão. Arrependimento e ato de
contrição”.
Informo que
eu estou em pecado mortal. Ela pergunta: “Matou alguém?”. Não, respondo. Faltei as missas. Sem qualquer
resposta, de qualquer forma mantenho minhas convicções. Há muitos anos não
posso usufruir do sacramento da eucaristia, por uma ideia, por um sentimento
talvez retrogrado. Prefiro assim para não cometer sacrilégio.
Fato. Missa
que precede ao batizado da minha neta. Momento da comunhão. Forma-se a fila
para receber a hóstia consagrada. Vejo, observo. Na fileira muita gente
conhecida. Conhecidos, que eu sei que somente assistem missas de casamento,
batizado e ou de sétimo dia. Todos comungam. Para mim, no meu pensamento, quem
sabe anacrônico, são todos sacrílegos.
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