Deu no noticiário. O goleiro Bruno, ex-Flamengo, confessou o crime. Foi o responsável pela morte de sua amante. No entanto muita gente questiona essa confissão. Sobre pressão do delegado, confessou. Intimou o delegado. Ou você confessa ou irá jogar no Grêmio.
A nova seleção brasileira tem Pato e Ganso. Dizem que Victor, goleiro do Grêmio, colabora com a seleção. Leva o frango.
Gremistas afirmam: qualquer pode ganhar do time das cabritas. Como se sabe, chivas em espanhol significa cabrita.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Animal político
O homem tem traços fundamentais como animal, que fala e discorre, portanto segundo o filósofo grego Aristóteles, o homem é um animal político. O italiano Maquiavel, em o Príncipe, diz que a política é a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o próprio governo. É a partir daí a realidade da organização política de um povo, de um país.
O poder pela política, segundo ainda Maquiavel, é o domínio do homem sobre o próprio homem. O homem político conquista, mantém e exerce o poder através do homem eleitor, que vota. Para se fazer política é necessário haver os políticos.
Ser político é considerado uma profissão honrada. Assim deve ser o político, cidadão idôneo, de caráter sem jaça. Talvez uma ínfima parte dos políticos assim se comporta, pratica a política de anseios autênticos e honestos compromissos, apto a desempenhar com satisfação certos cargos, conforme vontade universal do homem eleitor, pelo voto.
Lamentavelmente a grande maioria do povo - a ser dirigido pelos políticos - tem opinião negativa a respeito dos políticos como classe. Não acredita existir o político imaculado, sem desvios na arte política. São vistos como pessoas inescrupulosas, ligadas as falcatruas, de vida devassa, aliados as corrupções, incorrigíveis políticos na arte do conluio, nas maquinações, nas tramas. Na política não é à toa que se usa uma expressão pejorativa – maquiavelismo. Ela está associada à ideia de perfídia, do procedimento astucioso, do comportamento indevido. Homens, profissionais da política que a usam para negócios escusos, de alcançarem uma maneira hábil de atingir o artifício de lograr, a fraude. Utilizam os fins para justificar os meios, ou seja, tem a finalidade da eleição com honestos propósitos mas que somente servem para alcançar objetivos por meios escabrosos, como por exemplo, enriquecerem-se.
Política enriquece, ou alguém já viu político pobre. Uma profissão altamente lucrativa.
Isso é comprovado pelas declarações de bens que os candidatos fazem junto ao TSE. É desse modo que a gente certifica-se de que a política é a arte de ganhar dinheiro. Teve candidato, numa comparação da eleição de 2006 a de 2010, um aumento patrimonial de 355%. Vadão Gomes deputado federal (PP) de São Paulo declarou em 2006 patrimônio de R$ 35 milhões, hoje R$ 193 milhões. A dona Iris Rezende deputada federal do PMDB de Goiás tinha zero de patrimônio na última eleição. Para a próxima declarou 14 milhões. A série das declarações dos políticos é enorme, tudo na base milhões. Como se faz para ficar rico dessa maneira? Um deputado federal tem o salário liquido de R$ 12 mil; uma verba de gabinete de R$ 50.8 mil; uma verba indenizatória de R$ 15 mil (hospedagem, consultoria); R$ 3 mil de auxílio moradia: total um pouco mais de R$ 80 mil. Em quatro anos de mandato de forma bruta o deputado arrecadaria quase R$ 3.500 milhões. Evidentemente que há despesas pessoais e de família. Na verdade, refletindo bem, como pode um político em quatro anos possuir tão enriquecido patrimônio de milhões reais. Verdadeiramente o homem é um animal político e rico.
O poder pela política, segundo ainda Maquiavel, é o domínio do homem sobre o próprio homem. O homem político conquista, mantém e exerce o poder através do homem eleitor, que vota. Para se fazer política é necessário haver os políticos.
Ser político é considerado uma profissão honrada. Assim deve ser o político, cidadão idôneo, de caráter sem jaça. Talvez uma ínfima parte dos políticos assim se comporta, pratica a política de anseios autênticos e honestos compromissos, apto a desempenhar com satisfação certos cargos, conforme vontade universal do homem eleitor, pelo voto.
Lamentavelmente a grande maioria do povo - a ser dirigido pelos políticos - tem opinião negativa a respeito dos políticos como classe. Não acredita existir o político imaculado, sem desvios na arte política. São vistos como pessoas inescrupulosas, ligadas as falcatruas, de vida devassa, aliados as corrupções, incorrigíveis políticos na arte do conluio, nas maquinações, nas tramas. Na política não é à toa que se usa uma expressão pejorativa – maquiavelismo. Ela está associada à ideia de perfídia, do procedimento astucioso, do comportamento indevido. Homens, profissionais da política que a usam para negócios escusos, de alcançarem uma maneira hábil de atingir o artifício de lograr, a fraude. Utilizam os fins para justificar os meios, ou seja, tem a finalidade da eleição com honestos propósitos mas que somente servem para alcançar objetivos por meios escabrosos, como por exemplo, enriquecerem-se.
Política enriquece, ou alguém já viu político pobre. Uma profissão altamente lucrativa.
Isso é comprovado pelas declarações de bens que os candidatos fazem junto ao TSE. É desse modo que a gente certifica-se de que a política é a arte de ganhar dinheiro. Teve candidato, numa comparação da eleição de 2006 a de 2010, um aumento patrimonial de 355%. Vadão Gomes deputado federal (PP) de São Paulo declarou em 2006 patrimônio de R$ 35 milhões, hoje R$ 193 milhões. A dona Iris Rezende deputada federal do PMDB de Goiás tinha zero de patrimônio na última eleição. Para a próxima declarou 14 milhões. A série das declarações dos políticos é enorme, tudo na base milhões. Como se faz para ficar rico dessa maneira? Um deputado federal tem o salário liquido de R$ 12 mil; uma verba de gabinete de R$ 50.8 mil; uma verba indenizatória de R$ 15 mil (hospedagem, consultoria); R$ 3 mil de auxílio moradia: total um pouco mais de R$ 80 mil. Em quatro anos de mandato de forma bruta o deputado arrecadaria quase R$ 3.500 milhões. Evidentemente que há despesas pessoais e de família. Na verdade, refletindo bem, como pode um político em quatro anos possuir tão enriquecido patrimônio de milhões reais. Verdadeiramente o homem é um animal político e rico.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A direita em ação
Ontem a noite (segunda-feira), no Jornal Nacional, a primeira entrevista dos candidatos à presidência da República. Coube a Dilma Rousseff a primeira entrevista. O apresentador e entrevistador William Bonner se mostrou autêntico "direitão" a serviço, como bom empregado, da direita autêntica como é a Rede Globo. Nas perguntas mostrou uma feição rispida, o rosto crispado, quase de íra. Suas indagações eram longas cheias de subterfúgios, até mesmo capciosas. De toda a maneira tentou enrolar a candidata. Diante de tanta pressão Dilma até que saiu razoavelmente bem.
Vamos aguardar que o comportamento, o tom das perguntas, sejam equivalentes, particularmente ao candidato Serra.
Vamos aguardar que o comportamento, o tom das perguntas, sejam equivalentes, particularmente ao candidato Serra.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O jogo
Jogo pela Copa Libertadores da América entre São Paulo x Internacional, na capital paulista e a gauchada assistindo pela televisão. O torcedor sente-se nervoso antes da partida começar. Está irrequieto, ansioso e angustiado. Para "acalmar", uma dose de bebida destilada. Começa o jogo. Mais uma dose. Não importa que sinta palpitações. Provavelmente a pressão arterial esteja alterada. Internacional 1x0, placar bom, não muito bom, mas vale. Por enquanto vai para a decisão por penaltis. Parece aliviado, mas nem tanto. Prossegue com o sistema nervoso irregular. Enjoou da bebida destilada. Passa a beber cerveja. Nenhuma nem duas, diversas. O time colorado empata 1x1. O torcedor continua nervoso. mais um trago. São Paulo 2x1. O negócio não está bem. Mais nervosismo. Mais uma dose de whiski. Final do jogo. O torcedor gremista lamenta e reflete: "Os caras estão de novo na final. Pior, vão para a final dos clubes no Emirados Arabes". Vai dormir. Não consegue, apesar do trago. Medita sobre o inacreditável: "Os caras vermelhos vão disputar o título de campeão Libertadores da Améria e o mundial de clubes. É demais, não acredito". Toma mais uma dose. Dose nada. Um litro. Tem que esquecer o que para ele é um martírio. Na verdade o gremistão não bebeu mais, mas ficou mais uns dias sem dormir. Quem sabe vai conseguir dormir tranquilo se o tradicional adversário não vencer a Libertadores da América e perca o mundial de clubes. Ai será um sono só.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Dinheiro no colchão
Pessoas de antigamente guardam dinheiro em casa. Gente que vive na roça distante tem a mania de colocar o dinheiro debaixo do colchão. Até se compreende, pelo jeito de criação, por uma questão de tradição familiar, por desconfiança da entrega do dinheiro a terceiros, por não ter a facilidade de manejo financeiro nos bancos, enfim seja qual for o modo pelo qual aquelas pessoas protegem suas economias se compreende. Decididamente não dá para cogitar o político ser assim, e acredita-se ter conhecimento suficiente para saber resguardar dinheiro de modo inteligente e evidentemente bem diferente do que fazem pessoas simples de métodos antiquados.
Na declaração de bens dos candidatos, segundo o TSE, uma boa maioria manifesta-se possuir valores em espécie, um eufemismo para dizer que tem dinheiro em casa, sob o colchão. São grandes quantias de dinheiro vivo guardadas em casa. Naturalmente sem medo de ser roubado, protegido por serviço de segurança a sua disposição. Não é ilegal manter o dinheiro em espécie, ou seja, debaixo do colchão. Mas parece existir safadeza ou no mínimo incoerência para um tipo de atitude em guarnecer dinheiro.
O eleitor que elege os políticos não é de todo otário, conhece alguma coisa dessa raça conhecida como política. O simples primeiro raciocínio é de que político não liga para dinheiro. Mais. Dá-se o direito de perdê-lo.
O candidato informa que em espécie, ou seja, guardado debaixo do colchão possui 200 mil reais. Perde dinheiro. Num investimento conservador como caderneta de poupança perde mensalmente (taxa de 0,6%) 1.200 reais, num ano 14.400 reais. Um esbanjador, muito mão aberta, dispersivo financeiramente.
O eleitor não é bobo. Então, qual a razão do dinheiro guardado em casa? De político a gente desconfia. Dinheiro debaixo do colchão parece significar maracutaia, falcatrua.
Nesse caso tem sentido guardar em espécie. Desconfia-se, porém ninguém sabe ao certo, o destino desse dinheiro em espécie em razão de sua grande versatilidade ao ser empregado. É quase impossível garantir sua existência, por consequência sua movimentação, pelo simples fato de que um fiscal da Receita exigir que seja mostrado, o candidato pode simplesmente declarar que gastou tudo repentinamente. Manter o dinheiro em casa trata-se de uma burra opção pessoal por perder dinheiro. Seria admissível essa maneira de agir em tempo de inflação galopante quando corroia patrimônios e era comum guardar dinheiro em casa em forma de dólares.
Dinheiro em casa pode significar que o político não confia no sistema financeiro. Ou o mais grave; não poder declarar e explicar a origem e o destino desse dinheiro.
Quem busca o eleitor, quem pede votos tem que explicar de onde o dinheiro ganho. Suas fontes, suas aplicações. As democracias verdadeiras são dessa forma exigentes. Esse fajuto negócio de dinheiro em espécie, debaixo do colchão é algo escuso.
Tem que ser devidamente explicado para o bem da exata informação. Para o eleitor.
Na declaração de bens dos candidatos, segundo o TSE, uma boa maioria manifesta-se possuir valores em espécie, um eufemismo para dizer que tem dinheiro em casa, sob o colchão. São grandes quantias de dinheiro vivo guardadas em casa. Naturalmente sem medo de ser roubado, protegido por serviço de segurança a sua disposição. Não é ilegal manter o dinheiro em espécie, ou seja, debaixo do colchão. Mas parece existir safadeza ou no mínimo incoerência para um tipo de atitude em guarnecer dinheiro.
O eleitor que elege os políticos não é de todo otário, conhece alguma coisa dessa raça conhecida como política. O simples primeiro raciocínio é de que político não liga para dinheiro. Mais. Dá-se o direito de perdê-lo.
O candidato informa que em espécie, ou seja, guardado debaixo do colchão possui 200 mil reais. Perde dinheiro. Num investimento conservador como caderneta de poupança perde mensalmente (taxa de 0,6%) 1.200 reais, num ano 14.400 reais. Um esbanjador, muito mão aberta, dispersivo financeiramente.
O eleitor não é bobo. Então, qual a razão do dinheiro guardado em casa? De político a gente desconfia. Dinheiro debaixo do colchão parece significar maracutaia, falcatrua.
Nesse caso tem sentido guardar em espécie. Desconfia-se, porém ninguém sabe ao certo, o destino desse dinheiro em espécie em razão de sua grande versatilidade ao ser empregado. É quase impossível garantir sua existência, por consequência sua movimentação, pelo simples fato de que um fiscal da Receita exigir que seja mostrado, o candidato pode simplesmente declarar que gastou tudo repentinamente. Manter o dinheiro em casa trata-se de uma burra opção pessoal por perder dinheiro. Seria admissível essa maneira de agir em tempo de inflação galopante quando corroia patrimônios e era comum guardar dinheiro em casa em forma de dólares.
Dinheiro em casa pode significar que o político não confia no sistema financeiro. Ou o mais grave; não poder declarar e explicar a origem e o destino desse dinheiro.
Quem busca o eleitor, quem pede votos tem que explicar de onde o dinheiro ganho. Suas fontes, suas aplicações. As democracias verdadeiras são dessa forma exigentes. Esse fajuto negócio de dinheiro em espécie, debaixo do colchão é algo escuso.
Tem que ser devidamente explicado para o bem da exata informação. Para o eleitor.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
O juiz de 25 mil
Um juiz de Direito da comarca do Rio de Janeiro foi investigado e descoberto vendendo sentenças. Todas as ações liminares de um certo tipo de atividade criminal que caíam nas mãos do jurista, coincidentemente ou não, tinha seu parecer favorável. Os requerentes eram os chefões da máfia de caça-niquéis no Rio. Impentravam liminares para continuarem na contravenção e o juiz lhes favorecia. Investigado, descobriu-se que as decisões eram movidas a propina, ou seja vendidas.
No julgamento do STF, numa decisão administrativa, foi determinado que o juiz corrupto não poderia julgar coisa alguma, o que é muito certo. O que não é certo, errado por completo, é o juiz destituido de suas funções, ir para casa, se enfiar num pijama com a aposentadoria cumpulsória, acreditem, pois é quase inacreditável, recebendo 25 mil reais por mês.
Para consolo do contribuinte, que paga o salário do juiz, ele responderá pelo crime como um acusado comum, mas se condenado continuará a receber os mesmos 25 mil.
No julgamento do STF, numa decisão administrativa, foi determinado que o juiz corrupto não poderia julgar coisa alguma, o que é muito certo. O que não é certo, errado por completo, é o juiz destituido de suas funções, ir para casa, se enfiar num pijama com a aposentadoria cumpulsória, acreditem, pois é quase inacreditável, recebendo 25 mil reais por mês.
Para consolo do contribuinte, que paga o salário do juiz, ele responderá pelo crime como um acusado comum, mas se condenado continuará a receber os mesmos 25 mil.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Frio, muito frio
Faz frio, muito frio. O sujeito fica carangado de frio. Frio que faz as diferenças sociais. Frio que dá alegria, frio que faz sofrer, até matar. Frio de alegria para apaniguados pelo dinheiro, que chegam aos hoteis e pousadas na serra. Gente do centro do país, do nordeste, que vibram, que se alegram, principalmente quando encontram neve, como aconteceu ontem e hoje. Enquanto isso pobres infelizes morrem de frio. Para eles nada a ver com a satisfação de turistas. Sofrem e morrem por falta de agasalhos, sem a mínima condição de conforto. Clara diferença social entre ricos e pobres. Ricos, que em suas casas, possuem calefação ou lareira e num aconchegado lar, tem a temperatura ambiente de 20 gráus. Pobres que conseguem enfrentar o frio com um fogareiro queimando carvão, sujeitos a intoxicação pela fumaça.
Frio alegria de alguns, condições de enfrentá-lo para outros, mas sofrimento para uma maioria.
Frio alegria de alguns, condições de enfrentá-lo para outros, mas sofrimento para uma maioria.
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