01. O Barraco Desabou – Jorge Aragão
02. Vacilão – Zeca Pagodinho
03. Logo Agora – Jorge Aragão
04. Bagaço da Laranja – Zeca Pagodinho
05. Topo das Lições – Jorge Aragão
06. Vou Procurar Esquecer – Zeca Pagodinho
07. É Tanta essa Dor – Jorge Aragão
08. Ninguém Merece – Zeca Pagodinho
09. Brincadeira tem Hora – Zeca Pagodinho
10. Vou Cuidar de Mim – Jorge Aragão
quinta-feira, 17 de julho de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
David Luis de herói a fantoche
No jogo diante da Colômbia, atingido nas costas, Neymar, pela contusão ficou alijado dos jogos da Copa do Mundo, desfalcando a seleção brasileira. Revista semanal, na capa, tinha como manchete: "é David contra Alemanha. O herói da classificação (foi dele o segundo gol do Brasil (2x1) que classificou a equipe para a fase semifinal contra a Alemanha) é focado, explosivo e incansável, virtudes de que a seleção precisa para vencer os alemães e o jogo final mesmo sem Neymar.
Segundo Bertolt Brecht: "Pobre do país que precisa de heróis". Tentaram fazer de David Luis um herói, virou fantoche. Diante da Alemanha, na goleada sofrida teve grande parte de responsabilidade por sua irresponsabilidade tática e por seu defeitos técnicos. Com os seus cabelos esvoaçantes e desgrenhados, de profundo mau gosto, se mandou para o ataque depois de 1x0, deixando a defesa "aodeusdará", além de dar chutes à frente desnecessários, sem objetividade e direção. Se perdeu totalmente.
Diga-se de passagem, que também em outros jogos, se mandava para o ataque aleatoriamente. Talvez por isso no seu time Chelsea era reserva.
Para encerrar, ao final do jogo contra a Colômbia (derrotada e eliminada), aquele que seria herói foi consolar o jovem James Rodrigues. David passava a mão sobre a cabeça do colombiano e olhava no telão do estádio. A imagem estava lá... e mais imagem... e mais consolo... e mais imagem. Trocou a camiseta com o colega de olho no telão e mais imagem. Fantoche.
Ahh. ainda aproveitou a imagem no telão para mostrar seu convulsivo choro, quado marcou o gol. Chororo total.
Segundo Bertolt Brecht: "Pobre do país que precisa de heróis". Tentaram fazer de David Luis um herói, virou fantoche. Diante da Alemanha, na goleada sofrida teve grande parte de responsabilidade por sua irresponsabilidade tática e por seu defeitos técnicos. Com os seus cabelos esvoaçantes e desgrenhados, de profundo mau gosto, se mandou para o ataque depois de 1x0, deixando a defesa "aodeusdará", além de dar chutes à frente desnecessários, sem objetividade e direção. Se perdeu totalmente.
Diga-se de passagem, que também em outros jogos, se mandava para o ataque aleatoriamente. Talvez por isso no seu time Chelsea era reserva.
Para encerrar, ao final do jogo contra a Colômbia (derrotada e eliminada), aquele que seria herói foi consolar o jovem James Rodrigues. David passava a mão sobre a cabeça do colombiano e olhava no telão do estádio. A imagem estava lá... e mais imagem... e mais consolo... e mais imagem. Trocou a camiseta com o colega de olho no telão e mais imagem. Fantoche.
Ahh. ainda aproveitou a imagem no telão para mostrar seu convulsivo choro, quado marcou o gol. Chororo total.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Com o Felipão só na base da porrada
As equipes treinadas pelo popular Felipão sempre tiveram como característica a virulência, o futebol praticado por seus jogadores de forma viril, no popular de "chegar junto", do cacete, do pau puro, da porrada. Assim foi no tempo de Felipão treinador do Grêmio. O time tinha como particularidade a agressividade. No Palmeiras, um repórter "na moita", com um gravador escondido captou a mensagem do Felipão, no intervalo de um jogo: "Vocês tem que bater, chegar junto com vontade, da porrada". Como treinador da seleção brasileira, a filosofia do jogo ao que tudo indica era a porrada. A estatística da partida comprova. No jogo diante da Colômbia a arbitragem marcou 51 faltas, 19 por parte da Colômbia, 32 do Brasil. Mais. A seleção brasileira foi a mais faltosa em toda a Copa. Logo ao início do jogo com a Colômbia, Fernandinho quase arrenta o meia colombiano James Rodrigues, passível de expulsão. Um pouco mais adiante outra falta violenta de Paulinho. Poderia ser expulso. No fim, entre tanta virulência sobrou para Neymar.
sábado, 12 de julho de 2014
Fomos todos para o inferno...Felipão mandou
Pois bem. Copa do Mundo no Brasil. A grande oportunidade da
pátria brasileira alcançar mais um título mundial: o hexa. Um pouco mais que
isso, resgatar o infortúnio de 64 anos atrás quando em terra pátria a seleção
brasileira de futebol perdeu o primeiro título de campeão, surpreendido pela
derrota por 2x1 diante do Uruguai, em pleno Maracanã, quando a vitória era
insofismável, fato que ficou guardado nos anais esportivos como Maracanaçõ.
Pois então, depois de mais de seis décadas, o momento de redimir
o orgulho ferido se apresentou. Vamos ganhar, a taça está em uma das mãos.
Partida pela fase semifinal. Momento do jogo. Acomodado no
sofá vejo o preâmbulo, a preparação protocolar. Momento de refletir. Não
acredito na vitória brasileira pela falta de qualidade técnica e pela confusão tática
da equipe e mais pelo retrospecto. Diante da Croácia, classificada pela
repescagem, houve a ajuda do árbitro japonês, vitória de 3x1. Contra o México,
outra seleção classificada na repescagem, um horroroso 0x0. Contra Camarões,
uma seleção desajustada administrativamente e tecnicamente, uma enganosa
goleada de 4x1. Diante do Chile a classificação pelos pênaltis e naturalmente a
ajuda de Nossa Senhora de Caravaggio foi milagrosa. Contra a Colômbia valeu
somente o primeiro tempo.
A esperança de uma próxima vitória se desvaneceu quando tenho
conhecimento da escalação de um baixinho quase desconhecido de nome Bernard.
Na sala onde estou tenho a companhia de minha mulher e de
suas três sobrinhas. Como ocorre entre jovens, as manifestações com gritinhos
meios histéricos: Brasil...Brasil...Brasil... Entram em campo as duas equipes.
Perfilam-se para ouvir a execução do hino nacional de cada país. Dois ou três
jogadores, entre a rapaziada futebolística alemã, devidamente alinhada, na
tomada da câmera de cada um dos rostos, chamam a atenção, causam deslumbramentos
as três moças casadoiras, sobrinhas da minha mulher.
Começa o jogo e até que o time brasileiro causa boa
impressão, dá alguma esperança. Até o baixinho Bernard aparece no jogo, quem
não aparece e parece que a equipe joga com 10 jogadores é o Fred. A ilusão de
boa performance durou pouco. 10 minutos 1x0, há esperança de reabilitação, mas aos
20, 2x0 Alemanha. Senti. Apossou-me um sentimento de vergonha pelo
pressentimento daquilo que poderia ocorrer e que ocorreu. Retirei-me da sala.
Fui para o pátio, brincar com o meu “srd”, um vira-lata pelo de fogo, para
dissipar maus agouros, espraiar as ideias. Repentinamente ouço lamúrias
provindas da sala e espoucar de foguetes. Fico confuso. Não mais diante da
televisão, Alemanha 5x0, primeiro tempo.
Matuto na tentativa de saber a origem dos foguetes. Seria um
alemão humilhando a pátria amada, Brasil, ou seria a manifestação hipócrita de
algum fariseu?
Fim de jogo: Alemanha 7 x 1 Brasil. Se havia a intenção de se
esquecer, deixar no passado o Maracanaço o objetivo foi alcançado. Com a
inusitada e espetacular goleada surgiu o Mineiraço, desconcertante resultado de
um jogo a deixar de forma energúmena, sabe-se lá, quantas gerações.
Pensando bem, para o brasileiro não passar tamanha vergonha,
seria muito melhor que aquela bola na trave no jogo diante do Chile tivesse se
transformado em gol.
Resta agora a disputa do terceiro lugar. Felizmente a seleção
adversária será a Holanda. Imagine-se se fosse a Argentina e ocorresse outro 7
x 1. De qualquer forma o quarto lugar do Brasil está garantido, convenhamos há
pouco futebol para vencer.
Felipão por fé ou oportunismo foi à Caravaggio, assistiu a
missa e comungou. Ele como técnico da seleção não fez sua parte. Acreditou
demais no milagre, deixou tudo com a Santa. Afora a incompetência tática, a
ruindade técnica, com Fred e Huck no time e alguém que “manda as pessoas para o
inferno”, por temerário sacrilégio, não merece a ajuda da Santa de Caravaggio
ou qualquer outra de nomenclatura religiosa.
Muito justamente Alemanha e Argentina realizam o jogo final.
Qualquer uma das duas de forma merecida será a seleção campeã do mundo.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
ALEMANHA 7X1 BRASIL: A PIOR GOLEADA EM COPA DO MUNDO. SAIBA QUAIS SÃO AS OUTRAS MAIORES GOLEADAS.
Alemanha 7 x 1 Brasil: a 10ª pior goleada em Copas
A goleada
sofrida pelo Brasil foi a 10ª pior goleada registrada numa Copa do Mundo. O
Brasil junto com El Salvador, Zaire, Coréia do Norte e do Sul, Arábia Saudita,
Bolívia, Cuba, Haiti está entre as nove seleções que sofreram as maiores
goleadas.
As 10 piores
goleadas:
1982:
Hungria 10 x1 El Salvador
1974:
Iugoslávia 9 x 0 Zaire
1954:
Hungria 9 x 0 Coréia do Sul
2002:
Alemanha 8 x 0 Arábia Saudita
1950:
Uruguai 8 x 0 Bolívia
1938: Suécia
8 x 0 Cuba
2010:
Portugal 7 X 0 Coréia do Norte
1974:
Polônia 7 x 0 Haiti
1954:
Turquia 7 x 0 Coréia do Sul
2014:
Alemanha 7 x 1 Brasil
Outros dois
resultados com a goleada de 7 x 1 também ocorreram:
1950: Brasil
7 X 1 Suécia; 1934: Itália 7 X 1 Estados
Unidos;
Em fase de semifinais a pior goleada
Em Copa do
Mundo, na fase semifinal da competição, a goleada da Alemanha 7 x 1 sobre o
Brasil, foi a pior ocorrida. As outras
três piores foram:
1930:
Argentina 6 X 1 Estados Unidos ; 1930: Uruguai 6 x 1 Iugoslávia; 1954: Alemanha
Ocidental 6 x 1
Outras goleadas
Além da pior
goleada de 7 x 1 diante da Alemanha em
Copa do Mundo, o Brasil sofreu outras homéricas goleadas:
1920:
Campeonato Sul-Americano: Uruguai 6 x 0 Brasil
1934: Jogo
amistoso: Iugoslávia 8 X 4 Brasil
1940: Copa
Roca: Argentina 6 x 1 Brasil
Goleadas esquisitas
Em jogos da
Copa do Mundo há goleadas esquisitas por gols pró e contra
1934: Brasil
6 x 5 Polônia; 1954: Hungria 8 x 3 Alemanha; 1954: Austria 7 x 5 Suiça; 1958:
França 7 x 3 Paraguai
Em casa o Brasil não é o único a
levar sete gols
O Brasil
como sede de uma Copa do Mundo foi goleado por 7 x 1 pela Alemanha. Na Copa do
Mundo em 1954, a Suíça, como sede foi goleada pela Austria por 7 x 5, na fase
de quartas-de-final. Em 19 minutos os suíços venciam por 3x0 e tomaram cinco
gols antes do final do primeiro tempo.
Em finais de Copa do Mundo o Brasil
com duas goleadas
Final da
Copa do Mundo na Suécia em 1958. Brasil campeão do mundo ao vencer a Suécia,
anfitriã, por 5 x 2, a maior goleada em final de Copa. Outra foi em 1970 no
México, Brasil campeão, derrotando a Itália por 4 x 1.
Brasil, a terceira vez
O Brasil se
tornou a terceira seleção a chegar ao intervalo de uma partida de Copa do Mundo
perdendo por cinco gols. As outras duas foram Zaire em 1974 que perdeu por
9 x 0 para
Iugoslávia. Também em 1974 foi o Haiti que
perdeu por 7 x 0 para a Polônia.
A maior goleada 31 x 0
Em termos de
Copa do Mundo a maior goleada oficial ocorreu na fase eliminatória da
Oceania para
a Copa do Mundo de 2002. A Austrália goleou a Samoa Americana (uma possessão
America situada na Polinésia) por 31 x 0. Nessa partida o jogador Archie
Thompson se tornou o maior goleador em somente um jogo marcando 13 gols.
Brasil é o único
Quatro
seleções campeãs do mundo, Alemanha, Itália, França e Brasil já sediaram duas
Copas do Mundo. O Brasil foi o único a não ganhar a Copa jogando em casa.
As maiores goleadas em Copa do Mundo
Em Copas do
Mundo as maiores goleadas acontecidas:
1930: Argentina 6 x 3 México; Argentina 6
x 1 Estados Unidos; Uruguai 6 x 1 Iugoslávia
1934: Itália 7 x 1 Estados Unidos; Alemanha
5 x 2 Bélgica
1938: Hungria 6 x 0 Índias Holandesas;
Brasil 6 x 5 Polônia; Hungria 5 x 1 Suécia
1950: Brasil 6 X 1 Espanha; Brasil 7 x 1
Suécia; Uruguai 8 x 0 Bolívia
1954: Alemanha 8 x 3 Alemanha; Alemanha 7 x
2 Turquia; Austria 7 x 5 Suiça
1958: França 7 x 3 Paraguai;
Tchecoslovaquia 6 x 1 Argentina, França 6 x 3 Alemanha
1962: Iugoslávia 5 x 0 Colômbia; Hungria 6
x 2 Bukgária
1966: Alemanha 5 x 0 Suíça; Portugal 5 x 3
Coréia do Norte
1970: Alemanha 5 x 2 Bulgária; Brasil 4 x
1 Itália
1974: Polônia 7 x 0 Haiti; Iugoslávia 9 x
Zaire 0
1978: Alemanha 6 x 0 México; Argentina 6 x
0 Peru
1982: Polônia 5 x 1 Peru; Hungria 10 x 1 El
Salvador; Escócia 5 x 2 Nova Zelandia
1986: União Soviética 6 x 0 Hungria;
Dinamarca 6 x 1 Uruguai; Espanha 5 x 1 Dinamarca
1990: Tchecoslovaquia 5 x 1 Estados Unidos;
Alemanha 5 x 1 Emirados Árabes
1994: Rússia 6 x 1 Camarões; Argentina 4 x
0 Grécia
1998: Espanha 6 x 1 Bulgária; Holanda 5 x 0
Coréia do Sul; Argentina 5 x 0 Jamaica]
2002: Brasil 5 X 2 Costa Rica; Alemanha 8 x
0 Arábia Saudita
2006: Argentina 6 x 0 Sérvia e Montenegro
2010: Portugal 7 x 0 Coréia do Norte
terça-feira, 8 de julho de 2014
Capitão Thiago amarelou
Copa do
Mundo, jogo entre Brasil X Chile. Tempo regulamentar empate (1x1). Necessidade
de um tempo extra para o desempate. Na prorrogação persiste o resultado. Pelo
regulamento da competição é indispensável haver um vencedor.
A decisão
ocorre pela cobrança de cinco tiros direto ao gol, por cada equipe, da marca do
pênalti. Momentos antes jogadores apreensivos, nervosos. Os brasileiros falam
entre si, outros quase aos gritos incentivam, dão força um para o outro,
principalmente aos cobradores. Um pouco afastado a câmera de televisão flagra o
capitão da equipe Thiago Silva sentado sobre a bola, as mãos amparando a
cabeça, a imagem de um sofrido derrotado, num profundo estado emocional
negativo.
Ali por
perto outra câmera, outro flagrante. Na mão de alguém, numa folha de papel
branco, o nome dos cinco dos batedores, entre eles o de Thiago Silva, mas foi riscado.
Mas, como isso. O capitão, o líder do grupo, quem sabe deveria ser o primeiro a
cobrar o pênalti e não irá cobrar nenhum. Ou ele foi destituído da obrigação
ou, por iniciativa própria desistiu. Amarelou? Na imagem anterior Thiago
apareceu cabisbaixo, desconsolado e assim demonstrava não ter estado de
espírito para qualquer decisão. Sim, ao que tudo indica o capitão amarelou.
Perto do
momento decisivo, da cobrança dos pênaltis, os jogadores abraçados, num último
instante pretendem com palavras entusiasmadas fazer prevalecer a certeza da vitória.
Paulinho, jogador titular, que passou a condição de reserva é quem fala cara a
cara, olho no olho, com cada jogador que ira fazer a cobrança e com o goleiro
Julio Cesar. Paulinho é quem anima, exorta o grupo. Parece ser ele o capitão da
equipe. E o Thiago Silva, o que faz? Todo
esse episodio é documentado pelo alto, por uma câmera. O fato comprova
insegurança, incertezas, a dúvida quanto ao sucesso.
Há demonstrações de intranqüilidade emocional
entre os jogadores. Tanto é verdade que a psicóloga, do grupo de trabalho da
seleção, foi chamada para uma consulta extra, um atendimento que pela urgência
se transfigura num abalo moral do grupo, perto da raia de uma comoção.
Há
intranqüilidade emocional. O choro em demasia é prova suficiente. O pranto é
uma demonstração explicita do estado emocional alterado. Thiago Silva, Neymar,
Davi Luiz choram na execução do hino nacional, Julio Cesar chora pela defesa
nos pênaltis. Os jogadores choram quando vencem, felizmente ainda não choraram
na derrota. Não se sabe se eles vão chorar antes ou depois de uma entrevista,
na saída, ou entrada em campo. Choram, quando numa promoção do programa Esporte
Espetacular,da Rede Globo, as mamães de marmanjões jogadores enviaram cartas piegas,
de sentimentalismo barato. Espalharam as mesmas por todos os cantos da
concentração para lerem e chorar. Sentimentalismo, lamurias e lamentações. É um
muito chororô.
Entrada em
campo. Um atrás do outro em fila indiana, parecendo um grupo de índio
americano, com a mão sobre o ombro de cada um como se fosse uma ordem unida militar.
Cantam o hino nacional com um fervor intenso. David Luiz enche os pulmões e com
a voz tonitruante, com a postura que parece ser um soldado do império romano ou
membro da antiga alemã SS.
Cantam com
vibração, emoções expostas, energias claramente manifestadas que poderiam ser
mais controladas. Quem sabe todos esses predicados,
as virtudes demonstradas, poderiam ter resultados mais positivos na hora da
bola rolar.
*** ***
Pois então,
logo mais. Tensão, mais nervosismo, ansiedade ao início do jogo, quando tudo
poderá ser compensado ao final pela alegria da vitória, o contentamento por
mais uma classificação. Todos então glorificados, com justo direito, chorarão
sem qualquer constrangimento. Para isso mais uma vez acreditar na sorte de
Felipão, numa atuação de um juiz amigo, a ajuda de Nossa Senhora de Caravaggio
e mais ainda: na qualidade técnica do goleiro Julio Cesar e o sucesso
terapêutico da psicóloga.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Tsu-chu: o futebol
O futebol, em tempo de antanho, na China era conhecido como
tsu-chu, três séculos a.C, que traduzido significa “golpe na bola com o pé”. Nessa
época sua prática era feita de forma primitiva. O objetivo do jogo valia como um
treinamento militar. Soldados jogavam com o intuito de se apoderar e chutar a
bola (feita de couro ou bexiga enchida por pelos ou vegetais resistentes) para
determinada área promovendo disputas acirradas, o que valia como exercícios
pela prática violenta de contatos físicos entre jogadores. A rudeza pela posse
da bola servia para o preparo e formação de guerreiros para combates bélicos. O
tsu-chu tinha outra finalidade. Após uma
vitória numa guerra, o jogo servia como prêmio para comemorar a gloria de uma
conquista, ultrajar pela vingança os inimigos e a bola nesse caso, eram os
crânios dos infelizes derrotados.
Ainda no Oriente, mais exatamente no Japão, o jogo da bola,
depois de 500 a 600 anos do exemplo chinês se chamava Kemari. No mundo antigo,
entre os gregos era conhecido como Epyskiros e Haprastum, entre os romanos. Na
Itália medieval chamado como Calcio.
O tempo passou e com eles as seculares maneiras da prática do
jogo. O futebol moderno como hoje se conhece iniciou-se em 1883 quando foi
fundada a International Football Association Board, em Londres, criada para
elaborar as regras. Nessa época já se disputavam jogos que envolviam equipes
com operários de diversas fábricas inglesas. Em 1904, em Paris, sete países
(Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Suécia e Suíça) reuniram-se e
fundaram a Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) para comandar o
futebol no mundo e a ideia de criar uma grande competição. Em 1914 ela reconheceu
que as competições de futebol dos Jogos Olímpicos valeriam como campeonatos
mundiais. Em 1920 nos Jogos Olímpicos da Antuérpia (Belgica) o futebol foi
oficializado como esporte olímpico, com a Bélgica oficialmente como primeira
campeã. Nas Olimpíadas de 1908 (Londres) e 1912 (Estocolmo) o futebol era
apresentado como esporte exibição. Em 1924, Paris, nos Jogos Olímpicos, pelo
futebol, 24 equipes participaram, sagrando-se campeão o Uruguai. Em 1928, nos
Jogos de Amsterdã, o Uruguai repetiu o êxito, bicampeão. O sucesso do futebol
nas duas últimas Olimpíadas proporcionou a FIFA a ideia da realização de uma
competição de âmbito mundial, uma Copa do Mundo. Assim aconteceu em 1930, no
Uruguai, país escolhido para ser a sede da primeira Copa do Mundo, pelo
bicampeonato olímpico conquistado. De 1930 até a Copa 2014, quando é realizada
a cada quatro anos, ela só não foi realizada entres os anos de 1939 até 1949,
devido a segunda grande guerra mundial. Nesse período a última Copa realizada
foi em 1938, França, com a Copa voltando a ser disputada em 1950, no Rio de
Janeiro
*** ***
A maioria das equipes na Copa do Mundo depende muito do
talento, da individualidade do craque. Ele não pode falhar e atuar sempre com o
seu potencial máximo. É o caso de Neymar na seleção do Brasil, Messi na
Argentina, Robben na Holanda e Schweinsteiger na Alemanha. Muito provavelmente entre
esses quatro aquele que tiver o melhor desempenho será campeão do mundo com sua
seleção..
***
***
Em São Paulo, o lado direito da seleção verdadeira a avenida
Paulista. A Croácia deitou e rolou. Em Fortaleza, como se fosse a avenida
Beira-mar, foi a turma do México que se divertiu. Até os camaroneses em Brasília
saracotearam por uma dita cuja também avenida. Não sei se Felipão entende de
mobilidade urbana. De qualquer forma deve resolver o problema da avenida Daniel
Alves. Todo mundo está passando por ali em alta velocidade.
*** ***
Contra o Chile amanhã torcer pela sorte do Felipão, ajudazinha
de um juiz, rezar para a Santa de Caravaggio e principalmente pelo excelente
futebol de Neymar, senão a seleção brasileira volta para a Europa.
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