quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Eleitorado farroupilhense e as comparações

 O eleitorado brasileiro tem suas diferenças em suas diversas regiões, que são poucas na verdade, mas que permite fazer comparações. Assim sendo, podemos estabelecer diferenças e fazer comparações do eleitorado farroupilhense com o gaúcho e brasileiro, através de percentuais.

O eleitorado
São 142.467.862 brasileiros que estão aptos a votar em outubro. No Rio Grande do Sul 8.392.033, em Farroupilha 53.179, com 0,373% do eleitorado brasileiro e 0,634% do gaúcho.
Pelo sexo, assim se distribui o eleitorado, com predomínio das mulheres:
Sexo                          Brasil                                      R.G. Sul                              Farroupilha Masculino           68.104.171 (47,80%)        4.015.924 (47,85%)              25.823 (48,56%)
Feminino             74.248.667 (52,12%)        4.376.109 (52,15%)              27.356 (51,44%)

Estado civil
O eleitor solteiro predomina no todo o cenário nacional  

Estado civil

            Brasil

       R.G. Sul

         Farroupilha
Solteiro
            64,07%
       58,96%      
              58,63%
Casado
            31,05%                
       34,99%
               36,68%
Viúvo
              1,75%
          2,04%
                 1,32%
Separado judicialm.
              1,13%
          2,08%
                 1,93%
Divorciado
              1,86%
          1,84%
                 1,24%
Não informado
              0,13%
          O,08%
                 0,03%
  
As mulheres, muito mais que os homens, casam e por isso, enviúvam e separam-se bem mais.
                                          Brasil                                       R.G. Sul                                 Farroupilha   
E. Civil
   Homens
  Mulheres
   Homens
  Mulheres
   Homens
 Mulheres
Solteiro        
     50,98%
      48,99%
     51,92%
     48,08%
      53,56%
      46,44%
Casado
     44,26%
      55,67%
     44,30%
      55,70%
      43,63%
      56.37%
Viúvo
     15,85%
      84,05%
     16,31%
      83,69%
      13,44%
      86,56%
Sep. Jud.
     38,72%
      61,22%
     37,17%
      62,83%
      30,07%
      69,93%
Divorciado
     34,04%
      65,94%
     32,25%
      67,85%
       24,55%
      75,45%



Faixa etária
A maior parte do eleitorado brasileiro está na faixa etária de 45 a 59 anos

16 anos
0,34%
0,22%
0,24%
17 anos
0,81%
0,58%
0,68%
18 a 20 anos
6,17%
5,30%
5,67%
21 a 24 anos
8,83%
7,96%
8,21%
25 a 34 anos
              23,29%
            21,04%
            22,42%
35 a 44 anos
              19,87%
             18,17%
            19,28%
45 a 59 anos
              23,64%
             26,10%
             27,13%
60 a 69 anos
                9,44%
             11,49%
               9,37%
      70 a 70 anos
                4,93%
               6,03%
               4,85%
Superior 79 anos
                2,67%
               3,11%
               2,17%

O eleitorado feminino é predominante principalmente nas faixas etárias mais avançadas.
                                                         Brasil                                R.G. Sul                          Farroupilha
Faixa etária
Homens
Mulheres
Homens
Mulheres
Homens
Mulheres
16 anos
 47,78%
   52,22%
 47,76%
  53,24%
45,24%
54,76%
17 anos
 48,06%
   51,94%
 48,47%
  51,53%
51,38%
 48,62%
18 a 20 anos
 49,52%
   50,48%
 49,22%
  50,78%
49,68%
 50,31%
21 a 24 anos
 49,43%
   50,57%
49,88%
  50,12%
 50,90%
 49,90%
25 a 34 anos
48,62%
   51,38%
 49,29%
  50,71%
 49,63%
 50,37%
35 a 44 anos
48,05%
   51,95%
 48,76%
  51,24%
 49,24%
 50,76%
45 a 59 anos
47,36%
   52,49%
 47,98%
  52,02%
 48,51%
 51,49%
60 a 69 anos
46,32%
   53,47%
 46,48%
  53,52%
 47,14%
 52,86%
70 a 79 anos
44,63%
   55,11%
 43,00%
  57,00%
 43,31%
 56,44%
Superior a 79 anos
44,53%
   55,08%
 38,70%
  61.33%
 37,52%
 62,48%

Grau de Instrução
De modo geral o eleitor brasileiro tem como instrução básica o ensino fundamental incompleto.

Grau de Instrução

            Brasil

       R.G. Sul

         Farroupilha
Analfabeto
            5,19%             
          2,67%
                1,23%             
Lê e escreve
          12,10%               
          5,81%
                2,73%
Ens. Fund. Incomp.
          30,27%           
         36,75%
              40,02%
Ens. Fund. Compl.
            7,21%       
           9,83%
                9,70%
Ens. Médio Incom.
           19,28%
          19,88%
               20,47%
Ens. Médio Comp.
           16,66%
          14,81%
               17,18%
Sup. Incompleto
             3,63%
            4,95%
                 5.06%
Sup. Completo
             5,56%
            5,26%
                 3,59%
Não informado
             0,08%
            0,05%
                 0,02%

A mulher apresenta o maior grau de analfabetismo. Em compensação é ela que tem os maiores índices de instrução em grau superior.
                                          Brasil                                       R.G. Sul                                 Farroupilha   
 Instrução
   Homens
  Mulheres
   Homens
  Mulheres
   Homens
 Mulheres
Analfabeto       
     47,12%
     52,76%
     43,98%
     56,02%
      38,26%
      61,74%
Lê, escreve
     50,48%
     49,13% 
     47,82%
      52,18%
      46,55%
      53,45%
EF Incomp.
      50,92%
      49.03%
      50,76%
      49,24%
      50,85%
      49,14%
EF Comple.
      49.33%
       50,62%
      49,23%
      50,77%
      50,58%
      49,42%
EM Incom.
      48,09%
       51,90%
      48,77%
      51,23%
      51,51%
      48,49%
EM Compl.
      42,39%
       57,58%
      43,58%
      54,42%
      44,22%
      55.78%
Sup. Incom
      45,01%
       54,97%
      44,88%
      55,12%
      39,93%
      60,07%
Sup. Comp.
      40,72%
       59,25%
      38,39%
       61,61%
      38,73%
      61,27%



Marina e a Nova Política. Será?

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) é uma agremiação política fundada sob a égide programática e doutrinária do pensamento político à esquerda, da ideologia socialista democrática. Partido de autenticidade socialista nos seus primórdios, da sua fundação, entre tantos como João Mangabeira, Sergio Buarque de Holanda, históricos, legítimos e legalizados socialistas.
Na atualidade o PSB parece fugir do seu sistema filosófico, político e econômico em que o Estado é preponderante. No momento demonstra estar inclinado ao capitalismo, ao empresariado do agronegócio, das lavouras com transgênicos, a privatização de estradas com cobrança de pedágios.
Por quais razões e motivos desconhecem-se. Porém há uma certeza nessas questões: o poder estatal, o socialismo para o bem da população perdeu para os interesses capitalistas, quem sabe por algo escuso jamais explicado.
Rede de Sustentabilidade deverá ser um partido (falta sua regularização junto a Justiça eleitoral) fundado por Marina Silva e o grupo de militância Movimento Nova Política. Trata-se de um partido que não se considera de direita ou esquerda, na verdade de forma tão solitária e individual, pode-se dizer é o partido de Marina, do qual é dona.
Nada mais comprova isso que a situação política atual. Marina é candidata a presidente pelo PSB, na vaga infausta de Eduardo Campos. No entanto, Marina sem necessitar de uma causa funesta, se o seu partido Rede Sustentabilidade tivesse sido registrado, seria ela a candidata em primeira mão, não precisando do PSB.
A regularização da agremiação tratava-se somente de uma questão pró-forma, uma formalidade para cumprir junto a legislação eleitoral, algo convencional e obrigatório em eleições, porque na verdade Marina é ela mesmo, única e personalíssima, sem precisar de partido. Marina vai ser presidente pelo PSB, por oportunismo, provocado por uma consequência trágica. Na verdade assim como o PSB, poderia ter sido qualquer outro partido, ela candidata. Ou será presidente pelo Rede?
Marina e o Movimento Nova Política, tem como objetivo, construir com mudanças políticas, culturais, sociais, éticas, humanas, renovar a sociedade brasileira, com uma nova política.
Mas, de que forma, se esses propósitos tão auspiciosos e renovadores vão de encontro as posições contraditórias da líder Marina Silva.
Observem bem, se há condições para a “nova política”.
Marina está aliada, tem candidatura proporcionada por um partido que está mais próximo do posicionamento de centro-direita, que renegou sua antiga ideologia socialista. Marina, ministra do meio ambiente, tinha como doutrina a defesa ecológica, o desmatamento para aproveitamento do agronegócio. Firmou posição contra os produtos transgênicos. Foi contrária ao tratamento médico proporcionado pelas células-tronco. Porém. mudou tudo por interesses políticos, partidários e eleitoral. Ah... a “nova política”.
Por ser evangélica era contrária a criminalização da homofobia. Como candidata fez uma revisão em relação a sua anterior posição, atendendo as lideranças partidárias: passou a apoiar a criminalização, firmou um compromisso de defesa dos direitos da população homossexual.
A “nova política” será que é assim? Muda de posicionamento a cada momento.  Recentemente a situação de apoio aos homossexuais inverteu-se. Por força de pronunciamentos, por pressão de um pastor homofobo, o texto favorecendo homossexuais foi retirado e agora é contra a criminalização pela homofobia
Pressionada Marina disse que foi um “engano”. O deputado federal Jean Wyllys, defensor da causa homossexual afirmou que a candidata mentiu e disse mais: “Marina você não merece a confiança do povo. Mentiu, enganou a todos nós”.
Momento oportuno para se indagar: essa é a maneira de se fazer a “nova política”?



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Agosto, desgosto. Eduardo Campos na História

A cultura popular usa a expressão habitual – agosto mês do desgosto – para determinar que o oitavo mês do calendário gregoriano, é precedido, tem a fama de ser  maldito, turbulento, azarado, cheio de vibrações e energias negativas.
O mês assombrado é muito notório, anunciado ao seu início e durante todo seu tempo de vigência por temeroso vento forte, por assustantes ventanias e diz mais a sabedoria popular: mês do cachorro louco, quando aumenta a proliferação da raiva canina.
Na Roma antiga os romanos acreditavam no agouro, nos maus presságios que estavam relacionados com o mês de agosto.
E assim, desde aquele tempo, agosto ficou amaldiçoado pelo renome de agourento e a História demonstra e comprova.
Bem no início da Era Cristã. Exatamente 24 de agosto, ano 51 d.C, ocorre o martírio do apóstolo São Bartolomeu, martirizado e executado por sua pregação do evangelho promovendo milhares de conversões ao cristianismo na Armênia que passou pelo suplício de sentir sua pele retirada e depois decapitado.
Decapitação, barbárie na antiguidade, barbárie na era moderna, quando agora em agosto, também d.C, a sinistra execução de um jornalista americano, decapitado.
24 de agosto de 1572 por ordem de Catarina de Médici o massacre da noite de São Bartolomeu, matança que dizimou os huguenotes, protestantes franceses calvinistas.
Mais um 24 de agosto trágico, esse no ano de 1954, funesto acontecimento que assolou o país com a morte de Getulio Vargas, que pelo suicídio renunciou não somente a presidência da República, mas a própria vida.
Agosto de 1914, o Império Austro-hungaro - outrora importante estado europeu - invadiu a Servia e teve início da 1ª Grande Guerra Mundial, quando morreram nove milhões de combatentes.
Agosto de 1939, Hitler invadiu a Polônia e em razão da agressão a soberania começa 2ª Grande Guerra Mundial, a segunda grande carnificina da humanidade. Mais de 40 milhões de mortes somadas, das quais seis milhões podem ser atribuídas ao racismo nazista que promoveu o holocausto contra os judeus.
No início de agosto de 1945, Hiroshima e Nagazaki foram destruídas por uma bomba atômica. Milhares de pessoas morreram no momento das explosões e outras milhares, no decorrer do tempo, por efeito da radioatividade pelas graves lesões e câncer.
No Brasil o mês de agosto é marcado também por tragédias e crises políticas. Já foi mencionado o suicídio de Getulio Vargas alterando e tumultuando a vida política nacional. Jânio Quadros não se suicidou, mas também renunciou a presidência da República, ocasionando mais desentendimento, caos na política brasileira.
Agosto comprovadamente funesto no país. Agosto de 1976, dia 22, na via Dutra morre tragicamente em acidente automobilístico Juscelino Kubitscheck.
Morre em 13 de agosto de 2005, lenda viva da esquerda brasileira, Miguel Arraes.
Em 13 de agosto 2014, morre precocemente, de modo trágico por desastre avião seu neto Eduardo Campos, candidato a presidência da República.
Todos esses fatos no mês de cada agosto trouxeram como resultados efeitos marcantes na vida e história política do país.
Agora, mais uma vez. No episódio funesto mais recente com Eduardo Campos, o cenário político e eleitoral transformou-se completamente.
Com a morte de Campos, Marina Silva, sua obscura vice, tem a ascensão política desejada anteriormente, presidência da República.

Eduardo Campos oscilava nas pesquisas eleitorais em torno de ínfimos 10%. Marina candidata próxima dos 30%. A morte de Campos mudou tudo. Por caminho infausto e cruel, foi demonstrado que Marina era a candidata de fato à presidência. Por desventurado e enlutado momento foi ungida à condição favoritíssima para governar a República Federativa do Brasil a partir de 2015. Que Deus a abençoe.