quinta-feira, 27 de junho de 2019

Brasil: país do futuro


Faz tempo, muito tempo mesmo, há sete décadas, que o Brasil foi anunciado como o “pais do futuro”, futuro que nunca chegou. O escritor Stefan Zweig, austríaco judeu, fugiu de sua terra natal, dos horrores do nazismo, da crueldade do regime de Hiltler, da turbulência na 2ª guerra mundial, de uma Europa devastada, desmantelada, alquebrada e por tudo isso buscou refúgio no Brasil, morando no Rio Janeiro, acreditando num país do futuro. Fascinado pelo Brasil (na época 40 milhões de habitantes) viajando, pesquisando, dedicou-se a escrever um livro, ressaltando pontos positivos do Brasil, o modo de viver, destacando a simplicidade e felicidade do povo, as lindas paisagens, a natureza viçosa. O livro se tornaria polêmico e contestado por alguns críticos.
 No início da década dos anos de 1940, sob olhar crítico de um estrangeiro, na visão de um estranho, considerou o Brasil de eufóricas previsões, um país de futuro promissor, tudo contado na clássica e aclamada obra, literária: Brasil, País do Futuro.
Esse título foi repetido, excessivamente, no princípio, merecedor de crédito. Passado o tempo, sem chegar o bem sucedido futuro, a expressão foi tratada de forma irônica, de modo pejorativo, menosprezada.
O futuro almejado de grandiosidade, de pleno desenvolvimento, progresso, não acontece. A corrupção, a economia desastrada, os políticos abomináveis, governantes envolvidos na desfaçatez, na desonestidade, em meio aos conluios, atos anticonstitucionais. Assim o brasileiro não pode e nem poderá acreditar no país do futuro. O certo é que o sonhado país do futuro não aconteceu, permaneceu como uma promessa sem futuro. A frase permanece como uma promessa não cumprida no passado, nem no presente, pode ser esperança para o futuro.     
O gigante adormecido em berço esplêndido precisa acordar, o futuro de repente torna-se passado.
O Brasil, no ranking mundial no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) com 0,699 ocupa o 73º lugar.  No ranking do PIB (Produto Interno Bruto) entre 42 países está na 40ª posição. Pior ainda na qualidade de educação, entre os mesmos 42 países, o Brasil ocupa o penúltimo lugar. País do futuro ???  
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A Coreia do Sul, na década dos anos de 1950/1970, portanto a mais ou menos há 50 anos, era um país miserável, onde imperava a pobreza. Naquela época, no ranking global, o Brasil aparecia na frente dos coreanos. A renda anual dos brasileiros era duas vezes maior do que a dos coreanos. De lá para cá, a partir do ano de 1980 a Coreia Sul transformou-se num espetacular país. Entre os anos de 1980 a 1993, seu PIB cresceu 9,1%. Seu IDH é um dos melhores do mundo, 0,877, 12ª colocação. É um dos Tigres Asiáticos, pelas poderosas empresas ali estabelecidas
Verdadeiramente, a Coreia do Sul já alcançou o seu predestinado futuro. Quanto ao Brasil, bem...

                                 


quarta-feira, 15 de maio de 2019

UM POUCO DE TUDO

Domingo desses pela manhã dirijo-me a Porto Alegre pela ERS-122. Ando devagar com redobrada atenção, desviando de buraquinhos, buracos, buracões, esses conhecidos também como “crateras”. Passando pela conhecida “curva da morte”, acreditando que após aquele local a estrada esteja em melhores condições. Alívio, menos preocupação, busco a tranquilidade. Ledo engano. Ao aproximar-me do viaduto da estrada para Carlos Barbosa, aconteceu. Encoberto pela água da chuva lá estava uma proeminente abertura no asfalto. Foi ali o ocorrido. Senti o baque na direção, pneu estourado. Encosto na lateral e mais um drama. Não há acostamento, local tem mato, situado num declive, chuvisca, um transtorno a mudança do pneu.
                                                    *** ***
Adiante um borracheiro. Indaga se eu estava descendo a serra. Digo que sim. Ele afirma que o fato é costumeiro, e que não pode se queixar; o faturamento aumentou sensivelmente.
                                                     *** ***
A ERS-122 é uma verdadeira calamidade pública. A antiga praça de pedágio foi demolida, em parte. Sobrou muito entulho, serviço que começou e não terminou, ocasionando mais um contratempo. Bem defronte ao posto da Polícia Rodoviária, sentido Caxias do Sul à Farroupilha, a pista dupla se transforma numa única passagem, resultado: em hora de “pique” uma intensa fila de veículos estendendo-se até o trevo em Forqueta.
                                                     *** ***
Quem assiste o futebol europeu com jogos da Liga dos Campeões da UEFA (os quatro jogos recentes foi um show de técnica, tática e emoção) e da Premier League (campeonato inglês), fica completamente decepcionado com os jogos do campeonato brasileiro. Pode se comparar ao futebol varzeano, ou aquelas peladas entre amigos em final de semana ou um rachão entre casados e solteiros.
                                               *** ***
No primeiro jogo na Catalunha: Barcelona 3x0 Liverpoo
Domingo desses pela manhã dirijo-me a Porto Alegre pela ERS-122. Ando devagar com redobrada atenção, desviando de buraquinhos, buracos, buracões, esses conhecidos também como “crateras”. Passando pela conhecida “curva da morte”, acreditando que após aquele local a estrada esteja em melhores condições. Alívio, menos preocupação, busco a tranquilidade. Ledo engano. Ao aproximar-me do viaduto da estrada para Carlos Barbosa, aconteceu. Encoberto pela água da chuva lá estava uma proeminente abertura no asfalto. Foi ali o ocorrido. Senti o baque na direção, pneu estourado. Encosto na lateral e mais um drama. Não há acostamento, local tem mato, situado num declive, chuvisca, um transtorno a mudança do pneu.
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Adiante um borracheiro. Indaga se eu estava descendo a serra. Digo que sim. Ele afirma que o fato é costumeiro, e que não pode se queixar; o faturamento aumentou sensivelmente.
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A ERS-122 é uma verdadeira calamidade pública. A antiga praça de pedágio foi demolida, em parte. Sobrou muito entulho, serviço que começou e não terminou, ocasionando mais um contratempo. Bem defronte ao posto da Polícia Rodoviária, sentido Caxias do Sul à Farroupilha, a pista dupla se transforma numa única passagem, resultado: em hora de “pique” uma intensa fila de veículos estendendo-se até o trevo em Forqueta.
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Quem assiste o futebol europeu com jogos da Liga dos Campeões da UEFA (os quatro jogos recentes foi um show de técnica, tática e emoção) e da Premier League (campeonato inglês), fica completamente decepcionado com os jogos do campeonato brasileiro. Pode se comparar ao futebol varzeano, ou aquelas peladas entre amigos em final de semana ou um rachão entre casados e solteiros.
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No primeiro jogo na Catalunha: Barcelona 3x0 Liverpoo

terça-feira, 30 de abril de 2019

WILLIAM, JORGE , MIGUEL E SHAKESPEARE

Dia 23: William é um nome comum especialmente no Reino Unido e nos Estados Unidos. Nome de imperadores, reis, e outras tantas personalidades famosas, inclusive o mais celebre, príncipe do reino inglês William. No Brasil, também é um nome corriqueiro. Um dos mais famosos é o William do Jornal Nacional. Na verdade há muitos “williams” mundo afora. William significa “protetor corajoso”. O nome é muito mais significativo quando vem à lembrança um afamado sobrenome: Shakespeare. Possuído de uma criação esplendorosa, qualificado como o melhor escritor da língua inglesa, o mais influente dramaturgo de todos os tempos, autor de peças teatrais inauditas, inesquecíveis, populares, encenadas durante séculos.  Além disso suas obras literárias foram adaptadas inúmeras vezes para o cinema e televisão. Comprovam-se esses dados quando afirma-se que as peças de Shakespeare foram representadas mais do que qualquer outro dramaturgo. Sua volumosa criação compreende autoria de comédias, tragédias, dramas históricos. É dele a mais famosa e eterna frase: “Ser ou não ser, eis a questão”. Shakespeare faleceu, 23 de abril 1616, aos 52 anos
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Dia 23: dia do santo guerreiro São Jorge, proeminente santo militar. Sua história é confusa, cheia de controvérsia, cercada por lendas.  Esse destemido guerreiro, além de padre foi também um soldado romano, venerado como mártir cristão. Há muita polêmica envolvida com a sua existência. Em razão disso o papa Paulo VI nos anos 1960, com reforma do calendário da celebração dos santos, retirou São Jorge  do panteão dos santos oficiais da Igreja Católica. Por esta razão a memória do guerreiro passou a ser facultativa. Para essa peremptória atitude, os argumentos do Vaticano estavam nas origens difusas e na precariedade de registros. Essa drástica atitude, não teve importância alguma aos devotos de São Jorge que continuaram a fieis a devoção. A popularidade do santo guerreiro é imensa no Rio de Janeiro. Em sua homenagem há um feriado estadual, dia em que realiza-se monumental procissão, com São Jorge no andor, com sua armadura militar, montado em cavalo branco, cravando a espada no dragão.
Santo da Igreja Católica, São Jorge tem também devoção dos umbandistas. Para eles São Jorge corresponde a Ogum, orixá da guerra, muitas vezes invocado para abrir caminhos.
Desse modo é possível encontrar fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas, fato entendido como sincretismo.
São Jorge morreu em 23 de abril de 303 d.C
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Dia 22: um dia antes da morte Shakespeare, em 22 de abril de 1616, faleceu outro majestoso e venerável protagonista da literatura mundial, poeta, dramaturgo, novelista, o espanhol Miguel de Cervantes, considerado um dos maiores escritores da literatura espanhola, autor da obra-prima, o livro “Dom Quixote de La Mancha”, clássico da literatura ocidental, sendo considerado o primeiro romance moderno.  Em sua ficção realista, satiriza o estilo literário da época, através do personagem Dom Quixote de La Mancha, montado em seu cavalo Rocinante, acompanhado de seu fiel companheiro Sancho Pança e a dama Dulcineia, sua amada. Episódio marcante é o dos Moinhos de Vento, metáfora da loucura de Dom Quixote.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

SEMANA SANTA

Domingo é o primeiro dia da semana, dia gracioso, do descanso, do relaxamento, do lazer, do gosto de nada fazer, dormir até mais tarde, libertar-se das obrigações, a não ser os católicos com a obrigação de assistir a santa missa.
Domingo, exprimido entre o sábado e a segunda-feira. Sábado pela manhã, bem cedinho tem a satisfação de saber que o dia seguinte é o domingo. Que felicidade.
Fim do domingo. Pensar que no dia seguinte é uma segunda-feira. O começo das obrigações, do cotidiano habitual, a fundamental vivência do dia a dia, esperando domingo.
É o domingo. Início da Semana Santa. Nesse tempo atual, repete-se as cerimônias históricas daquele tempo, tradição religiosa que ocorre durante séculos, geração a geração no meio da comunidade católica, fundamento transmitido de forma oral ou escrita, as duas apregoando a fonte da história divina.
No calendário existe um domingo especial para católicos, o de ramos - celebrado antes do domingo de Páscoa - comemoração da entrada de Jesus em Jerusalém, montado num jumentinho, símbolo da humildade, virtude caracterizada pela simplicidade.
É ovacionado pelo povo. Aplausos para “aquele que vem em nome do Senhor”. Na entrada triunfal em Jerusalém a multidão o recebe. Como verdadeiro ídolo, Jesus é aclamado, com hosanas, brados e folhas de palmeiras estendidas, sacudidas pela emoção, sem ser um presidente, general ou capitão do exército romano
Domingo de ramos. Não importa. Como acontece em todos os domingos, o dia seguinte é uma segunda-feira, começo da rotina semanal. Na Semana Santa a segunda-feira, para o simples mortal, começo do cotidiano.
Para os católicos segunda-feira santa a contemplação da caminhada de Jesus rumo ao calvário.
Terça-feira, para homo sapiens, obrigações. Para cristões um dia em que Jesus anuncia sua morte, transtornos ao fiéis seguidores, seus discípulos.
Quarto dia da semana, quarta-feira santa, encerra-se o período 

segunda-feira, 15 de abril de 2019

APOCALIPSE: SERÁ?

Na escritura bíblica do Antigo Testamento está escrito, no livro sagrado do cristianismo, o Apocalipse.
Apocalipse, segundo as diversas traduções na língua portuguesa, torna a significação da palavra dúbia, sendo na interpretação do laico o temeroso e amedrontante fim do mundo. Os leigos têm o raciocínio baseado em narrativas apocalípticas, profecias do inevitável fim da vida terrestre.
Com o fim do mundo a Terra será destruída? Pode ser. Há evidências nas escritura, segundo algumas compreensões que assim acontecerá.
Para os crentes em teorias de conspiração, os adeptos de fantasias, o fim do nosso planeta seria no ano de 2012. Mais recentemente em 2018. Pelas profecias de Nostradamus o mundo há muito tempo já estaria dissipado, a Terra teria desaparecido, quem sabe, enterrada no Buraco Negro.
Nada aconteceu, a Terra majestosa continua girando em torno do sol.
Nesse mundo existe uma civilização egoísta, individualista, mercantilista. Vive-se em ambiente de delírio, paranoia pelos bens materiais. Pessoas que fazem tudo pelo bem material não importando se irão prejudicar outrem. O importante é a conquista pelo dinheiro, obter o indefectível êxito. Ser sempre o primeiro, os demais não interessam. Retrato da incivilidade na sociedade.  
Além desses aspectos humanos concernente a moral, a vida materialista, existem ainda na visibilidade da humanidade as tragédias do cotidiano, a bestialidade pela violência em casa, nas ruas. Fome, desgraça, ameaças de uma guerra nuclear. As atitudes preconceituosas, o racismo. Toda essa fatalidade, o destino programado, não são insinuações, advertências, questionamento, para o fim do mundo?
Além disso o mundo tem enfrentado periclitantes situações. 

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Em Brasília: continência obrigatória


Os civis, os paisanos educados cumprimentam-se afetuosamente, dependendo do horário, com um bom-dia, boa-tarde, boa-noite. Importante na convivência pessoal, favorece a interação social, as relações interpessoais tornam-se mais amistosas. O ato denota entre tantos afetos, a amizade, estima e carinho.
Normalmente a saudação é manifestada pela fala. Em outras circunstâncias com um cordial aperto de mão.
Continência é cumprimento tipicamente dos militares, conhecida também “bater continência”. É uma das formas mais antigas de respeito nas forças armadas. É a maneira pela qual se manifesta a obediência aos superiores na hierarquia militar. Afirma-se ser um ato de subserviência. Na verdade militares dizem que se trata de uma ação de apreço, consideração, deferência, reverência.
A continência visa o uniforme com a insígnia, sinal que determina o posto hierárquico do militar. A continência é praticada do menos graduado ao seu superior. Para ser realizada há necessidade da posição de sentido, com toda rigidez, coluna ereta, mantendo a necessária postura corporal. Os braços esticados ao longo do corpo. A palma da mão, com os dedos unidos, apontado para o chão, junto a parte exterior perna. Elevar o braço direito com mão aberta, dedos estendidos e unidos, na posição inclinada, com a extremidade do dedo indicador tocando a “cobertura”, quepe, gorro ou bibico. (a continência atualmente ode ser feita sem cobertura). O olhar em direção à pessoa deve estar fixado e acompanhando seu superior. O movimento deve ser vivaz e decidido, bem definido.  Realizar a continência de forma exagerada ou preguiçosa pode significar zombaria.
Caso deseje informar ao oficial, algum fato, o subalterno tem que se identificar, claro com continência: “Senhor, cabo Ruschel”, pelotão tal. Fiz meu serviço militar no exército
Pois bem, dito isso, em Brasília o cumprimento é “bater continência”. Pode ser, afinal mais ou menos cem militares ocupam cargos de destaque no governo federal. Começa, por um capitão, o presidente, um vice-presidente general, ainda, fazem parte do primeiro escalão três generais, um almirante, um tenente-coronel, dois capitães.
Os principais cargos de segundo e terceiro escalões são ocupados por 14 generais, 13 coronéis, todos do exército, 4 brigadeiros (na aeronáutica corresponde a general), 1suboficial, 1 almirante (na marinha corresponde a general), capitão-tenente 3, (correspondendo a coronel do exército). A maioria está na reserva, nomeados como cargo de confiança (CC), os da ativa ganham como função gratificada (FG)
No poder legislativ0 a força do “bolsonarimo” (PSL) elegeu 72 deputados. Na eleição de 2014 eram apenas 18. Nas assembleias legislativas o fenômeno foi o mesmo, eleitos muitos militares.
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O Partido Social Liberal (PSL) anteriormente um partido nanico, fundado em 1994. Na eleição de 2018 passou a ser o segundo partido do país com eleição de 52 deputados. No entanto, com o troca-troca no início do ano ganhou mais três cadeiras.