segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Não dou vadio

Sou servidor público, professor da rede de ensino do estado. Um funcionário, trabalhador em educação e tenho o honrado sentimento e a consciência tranquila de sempre cumprir o meu dever, possuo dignidade profissional e dessa forma não tolero, não admito e acho até mesmo um ultraje que me qualifiquem como vadio. Sinto-me ofendido no momento em que me chamam de vagabundo, sinônimo do individuo vadio. Durante mais de 30 anos, tendo como a escola minha repartição pública, sempre tive retidão em minhas funções em todo esse tempo e se alguém tiver alguma dúvida, a minha idoneidade é comprovada pelos meus diretores e todos meus alunos. Nessas três décadas convivi no mesmo espaço de trabalho com dezenas e dezenas de colegas e decididamente nunca encontrei no magistério alguém que pudesse ser adjetivado como vadio, por serem corretos profissionais compenetrados, dedicados no cumprimento de suas obrigações.
Desde os professores, passando por simples auxiliares administrativos, até autoridades policiais e do poder judiciário, colocar o cognome de vadio é um insulto ao servidor, afronta injuriosa ao cidadão.   
Pensando bem, tem razão quem afirma existir vadios no serviço público. A prática de vadiagem por determinado grupo de servidores é comprovada, aqueles apadrinhados e apaniguados assessores nomeados por deputados que nem comparecem e até desconhecem o local de trabalho, o gabinete do chefe, o deputado Vossa Excelência e que ganham salários em dia sem qualquer parcelamento.
Refletindo mais profundamente, na verdade não se trata de vadiagem, casos assim é falta de decência, um atentado a moral, insulto ao contribuinte que paga os salários daqueles verdadeiros vadios, mais que isso, algo assim pode até incidir, conforme o Código Penal, como crime de usurpação ou estelionato.
Por ter gente que generaliza o servidor público como vadio e para evitar que haja vadiagem, com vadios efetivados no serviço público, há o pensamento tacanho, opiniões anacrônicas, teses bizarras e retrógradas de que concurso para o serviço público deveria ser extinto. Então, não haveria mais concursos, processos seletivos em que verdadeiramente o candidato ao serviço público comprova ser competente.
Se assim não for, será um deleite em forma de farra, verdadeiro deletério. O político, de acordo com os interesses eleitorais vai nomear cabos eleitorais, cupinchas, militantes partidários.
Nomeações desde o servente de serviços gerais, passando por professores e até designações de alguém para delegado da cidade e o advogado que se tornaria juiz de direito da comarca.
Certamente como consequência  estaria formado o caos organizacional de governo, a baderna do sistema. A cada novo governo, novos apaniguados, novas nomeações.
E de acordo, como agem nomeados assessores de políticos, de deputados, que não trabalham, teríamos então sim, uma infinidade de vadios.
O pensamento preconceitual de algumas pessoas coloca os professores como os mais vadios dos servidores. Pensa assim quem é analfabeto, quem nunca teve professor. Criticam a licença prêmio que é legal para qualquer servidor. Por ser beneficiar da lei, que é facultativa, não significa que o professor seja vadio. Mentira de quem diz que metade dos professores está em licença.
Mais uma informação para quem é mal informado. Afirmar que numa sala de aula de escola privada a média de alunos é 23 e o da escola pública 12 é meia verdade. Importante dizer que lá onde o Judas perdeu as botas, nos quintos dos infernos, nos cafundós, tem escolas com meia dúzia de alunos e são necessárias. Educação é para todos. Assim a média comparativa fica prejudicada.

Enfim a todos colegas ditos “vadios” a minha solidariedade. 

sábado, 5 de setembro de 2015

Garanto...Eu não sou vadio

Sou servidor público, professor da rede de ensino do estado. Um funcionário, trabalhador em educação e tenho o honrado sentimento e a consciência tranquila de sempre cumprir o meu dever, possuo dignidade profissional e dessa forma não tolero, não admito e acho até mesmo um ultraje que me qualifiquem como vadio. Sinto-me ofendido no momento em que me chamam de vagabundo, sinônimo do individuo vadio. Durante mais de 30 anos, tendo como a escola minha repartição pública, sempre tive retidão em minhas funções em todo esse tempo e se alguém tiver alguma dúvida, a minha idoneidade é comprovada pelos meus diretores e todos meus alunos. Nessas três décadas convivi no mesmo espaço de trabalho com dezenas e dezenas de colegas e decididamente nunca encontrei no magistério alguém que pudesse ser adjetivado como vadio, por serem corretos profissionais compenetrados, dedicados no cumprimento de suas obrigações.
Desde os professores, passando por simples auxiliares administrativos, até autoridades policiais e do poder judiciário, colocar o cognome de vadio é um insulto ao servidor, afronta injuriosa ao cidadão.   
Pensando bem, tem razão quem afirma existir vadios no serviço público. A prática de vadiagem por determinado grupo de servidores é comprovada, aqueles apadrinhados e apaniguados assessores nomeados por deputados que nem comparecem e até desconhecem o local de trabalho, o gabinete do chefe, o deputado Vossa Excelência e que ganham salários em dia sem qualquer parcelamento.
Refletindo mais profundamente, na verdade não se trata de vadiagem, casos assim é falta de decência, um atentado a moral, insulto ao contribuinte que paga os salários daqueles verdadeiros vadios, mais que isso, algo assim pode até incidir, conforme o Código Penal, como crime de usurpação ou estelionato.
Por ter gente que generaliza o servidor público como vadio e para evitar que haja vadiagem, com vadios efetivados no serviço público, há o pensamento tacanho, opiniões anacrônicas, teses bizarras e retrógradas de que concurso para o serviço público deveria ser extinto. Então, não haveria mais concursos, processos seletivos em que verdadeiramente o candidato ao serviço público comprova ser competente.
Se assim não for, será um deleite em forma de farra, verdadeiro deletério. O político, de acordo com os interesses eleitorais vai nomear cabos eleitorais, cupinchas, militantes partidários.
Nomeações desde o servente de serviços gerais, passando por professores e até designações de alguém para delegado da cidade e o advogado que se tornaria juiz de direito da comarca.
Certamente como consequência  estaria formado o caos organizacional de governo, a baderna do sistema. A cada novo governo, novos apaniguados, novas nomeações.
E de acordo, como agem nomeados assessores de políticos, de deputados, que não trabalham, teríamos então sim, uma infinidade de vadios.
O pensamento preconceitual de algumas pessoas coloca os professores como os mais vadios dos servidores. Pensa assim quem é analfabeto, quem nunca teve professor. Criticam a licença prêmio que é legal para qualquer servidor. Por ser beneficiar da lei, que é facultativa, não significa que o professor seja vadio. Mentira de quem diz que metade dos professores está em licença.
Mais uma informação para quem é mal informado. Afirmar que numa sala de aula de escola privada a média de alunos é 23 e o da escola pública 12 é meia verdade. Importante dizer que lá onde o Judas perdeu as botas, nos quintos dos infernos, nos cafundós, tem escolas com meia dúzia de alunos e são necessárias. Educação é para todos. Assim a média comparativa fica prejudicada.

Enfim a todos colegas ditos “vadios” a minha solidariedade. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Estimativa da população brasileira 2015

O modelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para projetar a população emprega metodologia desenvolvida onde se observa a tendência de crescimento populacional entre dois censos demográficos contínuos.
Dessa forma, a população de Farroupilha atualmente, conforme divulgação tem a estimativa de 68.562 habitantes, aumento de 532 (0,8%) em relação ao ano de 2014 que tinha a estimativa de 68.030 habitantes.
O censo de 2010 revelou a população farroupilhense de 63.635 habitantes, um crescimento populacional em relação a estimativa de 2015 de 4.927 habitantes, percentual de 7,2%.
Um total de 1.364 (24,5%) municípios apresentou taxas de crescimento negativas, ou seja, redução populacional de 2014 para 2015.
2.930 municípios, mais da metade (52,6%), apresentaram crescimento que variou entre 0,0% e 0,9% e 271 municípios (4,9%) apresentaram crescimento igual ou superior a 2,0%. Apenas 65 municípios apresentaram crescimento acima de 3,0%
Farroupilha é a 30ª cidade de maior população no estado, a terceira na região.
Ainda, com respeito a região, Caxias do Sul com 474.853 habitantes é 46ª cidade brasileira mais populosa, Bento Gonçalves com 113.287 habitantes é a 267ª no ranking nacional. A população brasileira projetada nesse ano é de um pouco mais de 204,5 milhões de habitantes. No Rio Grande do Sul estimada em 11 milhões e 207 mil habitantes, o quinto estado em população atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.
O Rio Grande foi o estado que menos cresceu com sua população no país, taxa de 0,36.
Porto Alegre com 1.476.867 habitantes é a 10ª capital em população no país.
A região metropolitana de Porto Alegre é a quarta no país com 4.258.962 habitantes atrás de das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.


As cidades da região serrana de maior população
  Posição
Cidade
População
       1ª  
            Caxias do Sul
      474.853
       2ª
            Bento Gonçalves
       113.287
       3ª
            Farroupilha
          68.562
       4ª
            Vacaria
          64.857         
       5ª
            Canela
          42.411
       6ª
            Gramado
          34.605
       7ª
            Garibaldi
           33.131
       8ª
            Flores da Cunha
           29.196
       9ª
            Nova Prata
           25.057
      10ª
           Veranópolis
           24.686
      11ª
           S. Francisco Paula
           21.551
      12ª
            São Marcos
           21.204
      13ª
            Nova Petrópolis
           20.416
      14ª
            Antônio Prado
           13.285
      15ª
            Bom Jesus
           11.797

Os municípios de menores populações na Serra são Pinto Bandeira 2.824 habitantes; Campestre da Serra 3.392; Vila Flores 3.363; São José dos Ausentes 3.470.

Os 30 municípios gaúchos mais populosos
      Posição
              Município        
     População
           
          Porto Alegre
   1.476.867
           
          Caxias do Sul
      474.853
           
          Pelotas
      342.873
           
          Canoas
      341.343
           
          Gravataí
      272.257      
            6ª 
          Santa Maria
      276.108
           
          Viamão
      251.978
           
          Novo Hamburgo
      248.694
            9ª
          São Leopoldo
      228.370
          10ª
          Rio Grande
      207.860
          11ª
          Passo Fundo
      196.652
          12ª
          Sapucaia do Sul
      138.357
          13ª
          Uruguiana
      129.652
          14ª
          Santa Cruz do Sul
      126.084
          15ª
          Cachoeirinha
      125.975
          16ª
          Bagé
      121.749
          17ª
          Bento Gonçalves
      113.287
          18ª
          Erechim
      102.345
          19ª
          Guaiba
        99.029
          20ª
          Cachoeira do Sul
        85.712
          21ª
          Esteio
        83.984
          22ª
          Santana do Livramento
        82.968
          23ª
          Ijui 
        82.833
          24ª
         Sapiranga
        79.560
          25ª
         Santo Ângelo 
        78.976
          26ª
          Lajeado 
        78.846
          27ª
          Alegrete
        78.499
          28ª
          Santa  Rosa
         72.240
          29ª
          Venâncio Aires
         69.859
          30ª
          Farroupilha
         68.562

Os municípios brasileiros menos populosos
- O município brasileiro de menor população é Serra da Saudade (MG) estimada em 818 habitantes.
- Outros dois municípios têm população inferior a mil habitantes: Borá (SP) com 836 habitantes e Araguainha (MT) com 976 moradores.
- No Rio Grande do Sul o de menor população é de André da Rocha com 1.283 habitantes, o décimo município com menor população no país.
- Mais dois municípios gaúchos estão entre os 15 de menor população: Engenho Velho, 1.397 habitantes é o 13º e União da Serra, 1.413 habitantes, o 15º no ranking nacional.




Verdades Secretas: homens e mulheres rigorosamente nus e muito sexo

O inesquecível Nelson Rodrigues, cronista e dramaturgo, tem como paradigma em sua obra a infâmia, o trágico do cotidiano, o dia a dia envolvendo protagonistas da escória social, a sexualidade, imoralidade e obscenidade.
Um de seus personagens em suas crônicas chama-se Palhares.
Trata-se de um canalha. Palhares de lascivos desejos tem uma ignóbil atração sexual por sua cunhada, mulher do seu irmão.
Para o patife Palhares não há o decoro familiar, depravado desrespeita a linha de demarcação da moralidade, prevalece o erotismo pecaminoso. Situação abjeta, típica do trabalho literário de Nelson Rodrigues.
Com a novela Verdades Secretas seu autor Walcyr Carrasco parece ser contemporâneo do anjo pornográfico (assim intitulava-se Nelson).
O indômito tarado sexual Palhares na novela é representado por um também cafajeste chamado de Alex, renomado e riquíssimo empresário.
Pervertido sexualmente trama uma situação imoral e passa a transar com duas mulheres consangüíneas: mãe e filha.
No início Alex, pelo famigerado  “book rosa”, para uma noite de amor, para satisfazer seu instinto sexual lhe é apresentado uma jovem modelo. Os encontros de ardentes cenas de sexo de repente terminam e assim a jovem modelo sai de sua vida.
Alex apaixonado, não desiste de seu amor. Para reconquistar a jovem descobre quem é sua mãe e trama um encontro. Revela seu amor, se diz profundamente apaixonado e realiza o casamento com a coroa, de olho na jovem, que assim passa a ser sua enteada. É formado um infame triângulo amoroso. Alex transa com a mãe e a enteada.
Enquanto o sequioso Palhares tinha ardentes desejos com a cunhada e se satisfazia com um roubado beijo no pescoço, a satisfação de Alex é em dose dupla na cama. 
A novela apresenta fogosas cenas de sexo. Erotismo em profusão. Dois atores despertam a libido feminina caminhando nus mostrando a região glútea, carnudas nádegas. O folhetim trata ainda de discutível assunto social e moral, procedimento cínico descrito como “book rosa”, modelos que se prostituem atendendo uma freguesia especial formada por magnatas, riquíssimos homens de negócios.  
Afora as tórridas cenas de sexo, o acerto familiar para transar, modelos que buscam felicidade pelo dinheiro, praticando o “book rosa”, Verdades Secretas mostra outro mais grave problema social, o drama do mundo miserável dos dependes de drogas, a  fictícia cracolândia na novela que não esconde nada da realidade da venda e consumo de substâncias alucinógenas.  
Cenas chocantes do mundo sinistro que envolve o composto químico conhecido por craque, patéticos viciados na desgraça, o ser humano desnudo sem qualquer resquício de dignidade, dominado por diabólico. Cenas fortes e cruciantes em preto e branco para mostrar a indigência de uma parte da humanidade destruída.
Assim Verdades Secretas enreda por temas fortes, pelo mundo fashion, pela sofisticada sociedade de alternâncias com devassas e libertinas atitudes - sociedade dos palhares e todos os alex -; vivência do jovem cafetão que explora a coroa dona da agência de modelos; o universo da prostituição requintada; o submundo da decadência humana pelo vício, esfera social submissa à exploração de traficantes, coitados viciados perdidos em logradouros denominados pelo execrável nome de cracolândia. Enfim o másculo, machão, bonitão, vaidoso, conquistador, o desprezível Alex, que faz do sexo seu maior prazer, que atende a mulher e a enteada, terá enorme decepção. Vai descobrir que seu filho é gay , magoado por outra desilusão quando soube que sua riquíssima filha, sem necessidade de dinheiro fez o “ book rosa “. Como diria o imortal Nelson Rodrigues: “A vida como ela é”.



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Cadê o governador? Onde foi? A sauna?

Tudo começou algum tempo atrás como boato, mais parecendo ser apenas uma medida intimadora, uma ameaça aos funcionários públicos gaúchos com o parcelamento dos salários, providência desrespeitosa e injusta de cunho social.
Mais. Iniciativa iníqua que revela uma desigualdade funcional. O parcelamento dos salários atinge tão somente o pessoal do poder executivo. Os servidores do poder judiciário e legislativo estão eximidos da retaliação financeira do governo, injustiça que parece ser contrária ao princípio constitucional da igualdade. Enfim, o que parecia ser balela tornou-se verdade; a boataria uma realidade; aquilo que todos os servidores desconfiavam aconteceu: o salário de parte dos funcionários seria parcelado em três vezes. A confirmação dessa apreensiva situação aos funcionários ocorreu de maneira informal numa declaração do vice-governador gaúcho. E o governador? Cadê o governador? Estaria numa festa do Dia do Colono? No dia seguinte a informação oficiosa do vice, foi a vez do secretário da fazenda oficialmente declarar que os funcionários do executivo que percebessem acima de CR$ 2.150,00 teriam seus ordenados decididamente, por irremediável medida, parcelados.
Vice, secretário, anunciando essenciais e consideráveis decisões de intensidade envolvente na vida social, no cotidiano de parcela importante da população gaúcha.
Cadê o governador? Esteve passeando pelo Paraná ou foi à sauna? Num momento político tão relevante negativamente, numa significativa aflita situação de governança, de administração pública de intensa dificuldade, o governante se omitiu. Deveria pessoalmente e necessariamente se pronunciar. Preferiu de certa forma ocultar-se, manifestando-se aos anseios do funcionalismo por redes sociais.
Dito isso, nota-se que o parcelamento dos salários revela outra situação difícil, perto da humilhação: o arrocho salarial do funcionalismo. 47% dos funcionários não receberam os salários do mês de julho no período aprazado. Razão disso, o parcelamento. O motivo - conforme foi dito - eles ganham acima de R$ 2.150,00. Assim configura-se outra conjuntura, lógica dedução: a outra maior parte, mais da metade dos funcionários públicos receberam em dia os salários, ou seja, mais exatamente 53% ganham menos dos valores estipulados de R$ 2.150,00, vencimentos concernentes em maioria ao pessoal de serviços gerais, soldados da Brigada Militar e professores. Comprova-se. Há uma defasagem salarial imensa na comparação dos gaúchos com outros estados. O Rio Grande do Sul é o segundo estado que tem o pior salário pago ao soldado da policia militar. Inferior aos gaúchos, só mesmo a corporação do estado de Roraima. O estado gaúcho paga mal ao magistério. O seu piso salarial está entre piores do país. Pelo parcelamento observa-se: um total de 62% dos professores recebeu em dia seus salários. Não atrasou o pagamento. Beleza! Qual nada !!!
O percentual é prova irrefutável, de forma deprimente, que entre 10 professores da rede estadual de ensino, somente quatro tem salários superiores a R$ 2.150,00. Conjeturas quanto aos próximos pagamentos se fazem importantes e necessárias através de um cálculo futurista salarial. A última parcela dos salários de julho será paga em 25 de agosto. Provavelmente salários de agosto pagos em setembro? De setembro em outubro? Outubro sabe-se lá quando. Novembro, dezembro, 13º, certamente ano que vem, em que mês, mistério.
O pior está para acontecer. Cogita o governo parcelar salários, desta feita, a partir de  R$ 1.000,00. Assim, alguns “privilegiados” receberão em dia: serventes em escolas, professores de 20 horas semanais com salários de um pouco mais de R$ 800,00.

Em tempo: aqueles assessores de deputados – alguns que nem comparecem ao trabalho – de salários que variam de R$ 2.700,00 a R$ 14.000,00 não terão parcelamento: poder legislativo.             

domingo, 2 de agosto de 2015

Otário...bobo...panaca

O golpe é conhecidíssimo, manjado por longos anos. O sujeito se mostra com aquela aparência tímida, meio boboca, expressando plena humilde, com jeito de alguém desorientado, parecendo sem instrução. Com um bilhete da loteria federal, evidentemente falsificado, depois de uma espreita, se aproxima de uma pessoa previamente escolhida como personagem de uma trama (sempre um idoso) na saída de um banco depois da retirada de determinada quantia. O encontro e inicia-se a lenga-lenga como isca (não sabe como receber o dinheiro, não conhece ninguém), a conversa fiada, o engodo; a promessa de um bilhete premiado de interessante valor e a possível troca por um interessante valor maior, sempre quantia superior àquela que a vítima retirou da agência bancária. A ganância, a ambição exagerada, facilita a ação criminosa dos meliantes. Tenho meu dinheiro, mas é fácil ter mais. O bilhete falso é trocado por dinheiro verdadeiro.
Essa fraude, a adulação astuciosa, esta na cultura transgressora, também chamada popularmente conto do vigário. Não sou pessoa gananciosa, nem ambiciosa, nem um tolo para ser iludido por uma farsa repetida, batida.
No entanto passei por otário, bobo, pateta, pois fui iludido ingenuamente por um golpe desconhecido completamente por mim.
Um domingo desse qualquer. Almoço em família. Em determinado momento, o som intrometido e inconveniente da campainha acionada lá fora no portão interrompe a refeição. Incomodado, mesmo assim vou verificar do que se trata. A principio acreditei trata-se de pessoa ligada a alguma seita – como vez por outra acontece – doando revistas e a tentativa de me evangelizar. Não foi o caso.
Deparei-me com um sujeito razoavelmente vestido, de razoável aparência.
Antes, porém do fato propriamente dito a ser relatado, é imprescindível dizer que moro por mais de 30 anos no mesmo local e com isso o conhecimento de todos os vizinhos. Algum tempo atrás na esquina da rua onde moro (aproximadamente 100 metros) foi construído um prédio de apartamentos - desvirtuando todo o panorama local em que as residências são casas -, cujos moradores desconheço.
Pois bem, dito isso, vamos ao fato. Indago ao individuo o que deseja. Esbaforido, se mostrando inquieto e ansioso, com aquela fisionomia de “pelo amor de deus, me ajude”, com voz tremula, quase gaguejando, suplica:
- Moro ali naquele prédio. Perdi a chave do apartamento e tenho que chamar um chaveiro e não tenho nenhum tostão. Eu preciso de 35 reais. Poderia me emprestar? 
Meu coração caridoso pronto a cooperar, o meu ser altruísta com intuito de colaborar, o espírito filantrópico de amor ao próximo, prontamente prestou a ajuda e com isso mais um panaca, um imbecil na crônica do cotidiano cômico, idiota e hilário.
Mais. Mais bobeira feita. Não dei somente os 35 reais necessários. Como tinha somente duas notas de 20, doei 40 reais. O individuo vigarista deve ter ficado alegre de felicidade com a minha bondade boba e a estúpida ingenuidade.
Quando forneci a grana ao falso individuo, ficou a promessa de que naquele mesmo dia ele devolveria o valor e até mesmo como garantia ofereceu seu celular (provavelmente roubado).
Por tudo isso, o epilogo do cômico acontecimento, o final da bestial ocorrência não é difícil adivinhar. O sujeito nunca mais voltou, desapareceu como fantasma e deve morar no quintos do inferno