O nome da moça é Ticiana Vilas Boas faz parte da bancada do Jornal da Band. É bonita, mas não tem o charme, o carisma, para uma apresentadora de um telenotícias, além do que tem uma voz chata com forte sotaque baiano. Isso pouco importa profissionalmente. O que é muito interessante,muito mesmo, é que ela é mulher Joesley Batista, que é nada mais nada menos que o dono do frigorifico Friboi, a maior empresa exportadora de proteína animal do mundo.
Pois bem. Ticiana montou uma produtora para fazer videos institucionais para empresas. O nome, Tanajura Filmes (Tanajura é o sobrenome dela por parte de mãe) e tem como principal cliente, sabem quem? Isso mesmo. A empresa do marido, Friboi
quinta-feira, 13 de março de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
Carnaval de outros tempos
Faz tempo que o carnaval era uma festa autenticamente
popular.
Hoje se trata de um empreendimento industrial/turístico.
Escolas de Samba que tem estrutura empresarial tem trabalho para todo o ano.
Aproveitam-se de oportunistas desejosos em aparecer, da
satisfação para as vaidades pessoais realizadas, entidades públicas e privadas
e homenageando devidamente a quem mais contribuir, a busca de dinheiro em forma
de patrocínio.
Trata-se do carnaval da ostentação, da jactância de famosos,
de celebridades, com orgulho e soberba, atrair a admiração de pessoas na
passarela famosa da Sapucaí.
Riqueza total para satisfação de turistas. Participam das
alas pessoas, brancos caucasianos, sem ginga no pé, mas que pagam por suas fantasias.
Menos despesas para as escolas, que compensam os gastos próprios
com as fantasias dos verdadeiros sambistas pertencentes a comunidade , quem
impõem genuinamente o autêntico samba: integrantes da bateria, a ala das
baianas, os passistas destaques.
Na verdade aquele que ama o Carnaval, da gente simples que
adora o samba sobra para ele as arquibancadas populares ou a telinha da
televisão.
Tempo de antigamente dos blocos carnavalescos quando iam
para as avenidas Rio Branco ou Presidente Vargas, pela manhã ou tarde e
vivenciava a legítima folia do Carnaval, a autêntica manifestação popular. Os
blocos do passado e suas reminiscências. O mais antigo bloco representativo dessa
ascendência festiva e popular é o Cordão do Bola Preta. Cordão porque só
ingressavam no meio do bloco os participantes devidamente fantasiados com a
indumentária branca com bolas pretas.
O cordão separava o grupo dos intrusos. O clube localizava-se
perto da Cinelândia ao lado do Teatro Municipal. O desfile de carnaval acontecia
e acontece sempre no sábado sempre cantando a tradicional marchinha do bloco que
quase todo mundo conhece:
“Quem não chora não mama/segura meu bem a chupeta/lugar
quente é na cama/ou então no Bola Preta”
Hoje, o Bola Preta está mais para sofisticação. Celebridades
e famosos ocupam lugares dos populares.
Ainda nos anos 50 e 60 destacavam-se dois grandes blocos:
Cacique de Ramos e Bafo da Onça. Havia entre eles uma rivalidade proporcionada
unicamente no Carnaval, como por exemplo, quem tinha o maior número de
integrantes.
O Cacique era da zona norte, subúrbio do Rio, bairro de
Ramos e sempre tinha em torno de três mil figurantes. Seus componentes
fantasiavam-se de índios. Tanga para os homens e saiotes para mulheres, ambos
de napa, numa combinação das cores preta e branca. A característica do bloco
era usar tamancos, utilizados muito mais para marcar o ritmo das músicas, do
que servir de calçado.
O Bafo da Onça é um bloco do centro da cidade do bairro
Catumbi. Não havia fantasia determinada, mas as mulheres em sua maioria saiam
de oncinhas.
Famoso é o samba de histórico relacionamento com o bloco:
“Nessa onda que eu vou/olha a onda Iaiá/é o Bafo da Onça que
acabou de chegar/olha a rapaziada/vem dizendo no pé/as cabrochas gingando oba,
oba/e como tem mulher/vejam todas presentes/olha a empolgação/esse é o Bafo da
Onça/que trago guardado no meu coração/é o bom, é o bom, é o bom.
No passar do tempo mais blocos surgiram, muitos elitizados
com componentes dos bairros burgueses, principalmente Ipanema, Leblon, Jardim
Botânico. São populares, mas nem tanto. De repente elitizados, burgueses, podem
fazer com o dinheiro uma preferência, como acontece na capital baiana. Em
Salvador atrás do Trio Elétrico só não vai quem já morreu. Nem tanto, até se
paga. No Carnaval há divisão de classes, segregação social (um dos motivos da
perda de popularidade). Na Bahia que vai atrás do Trio Elétrico com algum
conforto paga 800 reais na compra do abadás.
Na sofisticada Zona Sul do Rio blocos burgueses famosos como
a Banda de Ipanema, Sovaco de Cristo, Simpatia é Quase Amor, não cobram nada,
por enquanto.
Carnaval de
antigamente autêntico, popular, hoje sob o poder econômico
quinta-feira, 6 de março de 2014
A gostosa e burrinha advogada
Sala de espera no foro da Justiça do Trabalho. Diversas
pessoas no aguardo para audiências. Estão ali em situação desconfortável. O
calor é quase insuportável. Não há ventilação alguma. O vento fornecido pela
Natureza não tem condições por ali circular.
Auxilio mecânico, um simples ventilador, para amenizar o
calorento ambiente, inexiste.
O desconforto é sentido também no descanso. Aquelas
criaturas humanas, esperam sentadas em duros bancos de madeira, a ocasião de serem
atendidas.
Cidadãos: jovens, gente de meia-idade, idosos. Cada um deles
tentado resolver suas questões, buscando seus direitos junto a Justiça
trabalhista.
Homens e mulheres. Mulheres. Lá está uma delas. Um
espetáculo. Não merecia estar naquele ambiente por se tratar de uma deusa, uma
rainha.
Merecia estar num templo ou num palácio possuído por
climatizador, com temperatura agradável, refestelada em macias poltronas de
couro vermelho.
O espetáculo é a advogada ali presente. Ela prende a
atenção, atrai a vista. Dessa forma é contemplada, ser protagonista de olhares
embevecidos.
É uma figura deslumbrante, chega a turvar os olhos de
mulheres invejosas.
Sedutora, é a expressão da sexualidade. Poderosa, altaneira,
porque não gostosa, tem a química do encanto, da sensualidade explicita, inspiradora
de desejos.
Portentosa, tem a consciência de sua força manipuladora.
Em pé, observou-se não ser muito alta. A simetria do rosto é
arredondada. A anatomia do semblante tem uma disposição harmônica bem
semelhante. As maçãs do rosto são rosadas e salientes. Os olhos esverdeados bem
configurados. Cabelos castanhos, lisos, por sobre os ombros lembra Jennifer
Lopez. A boca parecida com a de Julia Roberts. Os lábios carnosos, pintados com
batom de vigorosa cor escarlate semelhantes aos de Angelina Jolie. Um belo,
fascinante e espetacular conjunto artístico.
O decote acentuado, por
isso magnânimo aos olhares, faz o imaginário pensar em lindos seios. As mãos
bem delicadas, os dedos finos e alongados. Unhas pintadas mais vermelhas que a
camisa colorada. O vestido é colante, justo ao corpo. Curto, deixa amostra, as
pernas roliças, longelineas. Tem na mão o smartphone, Não se sabe o que ela procura
ou tenta descobrir.
Na sua busca, impacientemente cruza e descruza as pernas.
Nesse movimento um dos rapazes presente aposta que a cor da calcinha é azul. O
outro ao seu lado não tem tanta certeza. Um senhor aprecia e é um dos
deslumbrados contempladores da beleza exposta a sua frente, relembrando saudoso
seu passado de jovem. Ahhh... se pudesse.
Três idosas, com causas semelhantes em juízo aguardam e
cochicham.
- Matilde, olha só que pouca-vergonha. Que indecência de
roupa.
- Isso é um acinte, um verdadeiro desaforo aos bons
costumes, diz indignada Eufrásia.
Mais radical Maria das Graças demonstra sua repulsa.
- Essa sirigaita
deveria ser proibida de freqüentar esse local.
Vamos deixar de intrigas. A bacharela em Direito, por seu
comportamento pode estar buscando sua própria afirmação por ser limitada pela
timidez.
É a vez dela e o seu constituinte serem atendidos.
Levanta. Puxa, num mecânico e desnecessário movimento o
curto vestido para baixo não se sabe o por quê. Adentra ao recinto da
audiência.
Juíza presente. À sua frente a mesa retangular e em cada um
dos lados os oponentes em juízo. Empregador de um lado e seu representante. Do
outro, a dita cuja advogada e seu cliente, o empregado. A ação trabalhista tem
a fase inicial buscando uma conciliação.
A advogada mencionada e descrita inicia sua oratória.
- Excelência. Digníssima meretriz.
O ambiente ficou pesado. Presentes entreolharam-se apalermados,
abobalhados.
Explica-se. Não se trata de ofensa, de desacato ao tribunal.
Trata-se de uma feiúra ignara dentro de um belo porte físico: é a estupidez
pelo desconhecimento de linguagem ao confundir meritíssima com meretriz.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
ANO DE 1930, 1º de Janeiro - Feliz Ano Novo
A foto pertence ao arquivo do senhor Zilco Ornaghi (90 anos). A foto é do ano de 1930, tarde do dia 1º de janeiro, comemoração do Ano Novo, há 84 anos.Na antiga Nova Vicenza, 2º distrito de Caxias do Sul. As pessoas estão à do Café Central, depois Café América, hoje edificio Pedro Emilia no centro da cidade de Farroupilha. Somente duas pessoas não foram identificadas. As identificadas, a saber, da esquerda para a direita na foto:O menino Vicente Farinon de boné, atrás um menino mais baixinho de boné não identificado menino não identificado. Mais atrás perto da árvore também de chapéu o Zaniol. Ainda na frente na primeira linha, o menino baixinho de chapéu Zilco Ornaghi. Atrás dele de chapéu preto o também menino Orlando De Nardi (mais tarde adulto tornou-se pai do general do exercito José Carlos De Nardi) Voltando à frente um Dalla Riva com o chapéu preto sobre a perna.A sua costa em pé com a garrafa na mão o garção Augusto. No fundo, junto a janela Antão de Jesus Batista. De retorno a linha da frente, sentado junto a mesa o Toloti. Atrás em pé, de chapéu Abel Dala Riva, ao seu lado de boné Albino Bender. Entre os dois a menina Lia filha de Ângelo Venzon Neto, dono do café. De novo na frente. Sentado junto a mesa, de chapeú, roupa clara Constantino Gomes, ao seu lado com o copo na mão, chapéu sobre a perna o Toloti. Atrás de Gomes,em pé Severo Zambon, a sua direira de chapéu escuro o negro Borges. Bem atrás junto a porta Jorge Zanata, quem está ao seu é desconhecido. Um poucoà frente de roupa escura Remigio Tartarotti. Junto a árvore o guarda-chave da VFRGS. Na frente da árvore, com suspensórios e gravatinha borboleta Angelo Venzon Neto (Joanin). Finalmente ao seu lado de boné o menino Valdomiro MIlesi, atras o Carelli.
,
Jornalistas não fazem greve. Salários satisfatórios ou medo?
Classe de trabalhadores bem organizada através de eficientes e bem conduzidos sindicatos, tem a capacidade de efetivação de uma greve, caso de metalúrgicos, professores, petroleiros e motoristas de ônibus entre tantas outras categorias.
Os profissionais jornalistas são pessoas dotadas de inteligência como redatores, a facilidade da comunicação. Muitos enfrentam graves adversidades, perigosas situações, na função do jornalismo principalmente investigativo. Muito desses profissionais, aqueles do chão da sala de redação, os repórteres de rua, tem salários bem inferiores aos grandes figurões. Vejamos a base salarial mensal em tão somente três estados determinados através do chamado salário normativo, aquele fixado por sentença normativa resultante de um processo de dissidio coletivo (ações ajuizadas em Tribunal para solucionar conflitos entre partes coletivas que compõem uma relação de trabalho, patrão/trabalhador).
São Paulo: assessor de imprensa R$ 2.627,00; jornais e revistas da capital e interior (jornada de cinco horas) R$ 1.937,00; rádio e tv da capital (jornada de cinco horas) R$ 1.824,00; no interior (mesma carga horária) salários variam entre R$ 1.155,00 a R$ 1.180,00.
Rio de Janeiro: redator com carga horária de cinco horas R$ 1.205,65; repórter R$ 9876,09 também com cinco horas; redator com carga horária de sete horas R$ 1.804,16; repórter com também jornada de sete horas R$ 1.483,63.
Rio Grande do Sul: sem definição de jornada de trabalho: capital R$ 1.690,00; interior 1;425,00
Nunca se ouviu falar em greve de jornalistas. Dedução:
a) Ganham bem, satisfeitos com os salários, não há necessidade de greve
b) Tem medo de seus superiores. Os chefes de reportagem, de redação, editores que ganham bons salários e não querem se comprometer com os aqueles do chão de redação. E tem mais. Falar em greve pode ser motivo de demissão.
c) Funciona os corporativismo entre as organizações e empresas jornalísticas. Jornalista grevista pode mudar de profissão. Jamais achará emprego em rádio, jornal e televisão.
Os profissionais jornalistas são pessoas dotadas de inteligência como redatores, a facilidade da comunicação. Muitos enfrentam graves adversidades, perigosas situações, na função do jornalismo principalmente investigativo. Muito desses profissionais, aqueles do chão da sala de redação, os repórteres de rua, tem salários bem inferiores aos grandes figurões. Vejamos a base salarial mensal em tão somente três estados determinados através do chamado salário normativo, aquele fixado por sentença normativa resultante de um processo de dissidio coletivo (ações ajuizadas em Tribunal para solucionar conflitos entre partes coletivas que compõem uma relação de trabalho, patrão/trabalhador).
São Paulo: assessor de imprensa R$ 2.627,00; jornais e revistas da capital e interior (jornada de cinco horas) R$ 1.937,00; rádio e tv da capital (jornada de cinco horas) R$ 1.824,00; no interior (mesma carga horária) salários variam entre R$ 1.155,00 a R$ 1.180,00.
Rio de Janeiro: redator com carga horária de cinco horas R$ 1.205,65; repórter R$ 9876,09 também com cinco horas; redator com carga horária de sete horas R$ 1.804,16; repórter com também jornada de sete horas R$ 1.483,63.
Rio Grande do Sul: sem definição de jornada de trabalho: capital R$ 1.690,00; interior 1;425,00
Nunca se ouviu falar em greve de jornalistas. Dedução:
a) Ganham bem, satisfeitos com os salários, não há necessidade de greve
b) Tem medo de seus superiores. Os chefes de reportagem, de redação, editores que ganham bons salários e não querem se comprometer com os aqueles do chão de redação. E tem mais. Falar em greve pode ser motivo de demissão.
c) Funciona os corporativismo entre as organizações e empresas jornalísticas. Jornalista grevista pode mudar de profissão. Jamais achará emprego em rádio, jornal e televisão.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Sentinela dos pampas
Quero-Quero
A figura em destaque é chamada também de tetéu,
terém-terém, pertence a ordem dos charadriformes, da família dos charadriidae e
que tem a denominação científica de vanellus chilensis, que habita os campos e
a orla marítima.
Toda essa prosopopéia, demonstração de cabedal cientifico
sobre a fauna, tudo isso desnecessário, pouco interessante para quem conhece o
simplesmente quero-quero que tem esse nome popular em razão de uma derivação
onomatopaica de seu grito.
Por um motivo, pela aventura envolvendo o também conhecido
espanta-boiada, e o autor desse, pertinente ao vertebrado ovíparo com o corpo
coberto de penas pode ser até um elogio: a capacidade de proteção dos seus
domínios, a vigilância constante, o alarme ao primeiro intruso que se aproxima.
Acrescente-se e por isso, é um tremendo bandidão, um ferrenho defensor de seus
interesses, e também por isso, um sem-vergonha, arrogante e autoritário
mau-caráter.
O alarme para quem não sabe é o grito estridulo, de som
agudo e penetrante, profundamente rechinante.
Pois bem. Ano passado numa praia do Atlântico sul, caminhava
pela areia, exercício que faz parte de minha atividade física. Para maior
conforto e melhor equilíbrio costumo utilizar o tênis. Em determinados momentos
para evitar molhar o calçado tenho que saltar por sobre pequenas correntes de
água. Em alguma oportunidade se encontra um fluxo de água maior, mais largo. Impossível
superá-lo com um salto. Nesse caso se busca alternativa. A cem metros da areia a
estrada com uma ponte é a minha opção.
Nessa direção, a meio caminho, três meninos brincando por
ali, me avisam: “Tio, cuidado com os queros-queros”. Agradeço e vou em frente.
Fui mal.
Repentinamente o grito estridente, sinal de alarme de um
ataque.
O bicho vem em minha direção em alta velocidade, em vôo rasante,
parece um kamikaze japonês. É o macho protegendo o ninho nas imediações, na
função de guardião dos filhotes, algo natural na paternidade. Pelo instinto de
defesa me atiro no chão. Penso. Deus me livre, se algum esporão do bicho me
atinge. Acredito, repenso que o perigo passou. Dedução errada. Lá vem outra vez
o quero-quero. De novo me atiro no chão. E assim aconteceu por mais duas vezes.
Tive que sair dali, como se diz, de quatro, engatinhando que nem criança.
Enquanto isso os três meninos se divertiam, riam de modo
acanhado, até com algum respeito, da minha situação hilária, do meu comportamento
numa conjuminância do bizarro e constrangimento.
Agora, acreditem. Nesse ano, na mesma praia, na mesma
situação, sofrendo mais ataques de queros-queros e mais uma vez, em defesa de
minha integridade física, outra vez me arrastando na areia, de quatro,
engatinhando.
Desta vez não tinha nenhum menino, ninguém por perto para
rir de minha pândega situação, das minhas vexatórias atitudes, do inusitado, do
prosaico, do vulgar.
Porém, mais do que ninguém, descobri porque o quero-quero é
conhecido pela alcunha de Sentinela dos Pampas, no meu caso Sentinela da Praia.
*** ***
Continuo andando por aí. A comunicação é fácil pela
internet, por isso os textos são atuais. Por duas ou três semanas vou andar por
mais longe, percorrer caminhos inóspitos, o desconhecido, onde gato perdeu as
botas, pelos “mares nunca dantes navegados”, lugares de comunicação difícil. O
meu blog: falasimpatia.blogspot.com desde
a sua criação já foi visualizado milhares de vezes, mas algo muito modesto, uma
micharia perto de cronistas célebres e articulistas famosos. Pois nesse blog
três colunas foram as mais acessadas e na minha ausência elas serão
reproduzidas nesse espaço.
Vale a oportunidade. O blog é visualizado em sua maioria por
brasileiros, depois pelos americanos e na Europa acessado na Alemanha, Russia,
Ucrania, Bielorúsia, Franca, Reino Unido, Polônia, Austria e por aí a fora. Até
na Malásia e de Bahrein. Pois bem pelo blog
ou pelo e-mail ruschel_gomes@hotmail.com desejava ter contato com essas pessoas.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Eu sou assim
Eu!!! Eu também sou...
Sou caucasiano, de pele clara a morena, cabelos castanhos
finos e lisos.
Sou brasileiro de descendência diversa. Por parte de avô
paterno pertenço a um grupo étnico europeu de fala castelhana. Pelo lado de
minha avó, também paterno, há uma porção de nacionalidade belga, da família dos
Debelauprez, fronteiriços a França.
Na descendência materna predomina a raça germânica, de
alguns alemães disciplinados, rígidos e arrogantes, mas de muita gente alegre das
festas do oktoberfest.
Sou de coração multifacetado em
termos de raça, diversificado em origens étnicas.
Já fui um rapaz,
latino-americano, sem dinheiro no banco...caminhando meu caminho, como cantaria
Belchior.
Sou do leste brasileiro, do Rio
de Janeiro e naturalmente carioca. Faz parte da minha fala o sotaque dos
“erres” carregados, ou os “esses” chiados.
Tenho saudade das praias, do por
do sol entre as montanhas, pertinho da cidade.
Saudade da cidade maravilhosa.
Saudade transformada em nostalgia, sem queixas, um simples de estado de
espírito provocado em alguns momentos pelas reminiscências.
Recordações. Tardes de domingo no
velho Maracanã para ver o Botafogo
jogar. Quem nasce na praia do Botafogo, não poderia torcer para outro time.
Na música, sem querer ser um
esnobe intelectual, um sofisticado musicista, simplesmente sou um apreciador da
música erudita, dos compositores clássicos e por isso, vez por outra frequentava
um lugar no mezanino do glorioso e tradicional Teatro Municipal, na avenida Rio
Branco, pertinho da Cinelândia, defronte a estupenda Biblioteca Nacional.
Avenida Rio Branco, perto da
Praça Mauá, onde trabalhei alguns anos.
De lá vim embora. Aqui também,
como agora, nessa época há um verão de dias longos, intensos, claríssimos,
maravilhosos.
Em contraposição, com estoicismo,
resignado, mas intrépido, no inverno enfrento a adversidade das baixas
temperaturas, as maldosas e insuportáveis intempéries hibernais deixando-me entorpecido,
quase em estado letárgico.
Faz parte. Da alegria do verão a
tristeza vaga, o sombrio do inverno.
Saí da cidade grande, de sua
intensa movimentação passei a viver adequadamente e tranquilamente na cidade
pequena. Sem magoas.
Sou filho dos anos... não sei,
esquece. Mas não me esqueço que sou do período analógico e na convivência da
modernidade me acostumei ao digital.
Fui um filho, criado no
provincianismo, mas como pai de filhos, estou globalizado.
Sintético, não sou. Nada
resumido, em síntese, nunca. Sou expansivo, às vezes exagero no prolixo, mas
assim eu sou.
Tenho orgulho da coragem, do
denodo dos meus ancestrais vindos da velha Europa em busca de uma vida melhor.
Admiro profundamente esse espírito aventureiro.
De aventuras é também minha vida.
Dos caminhos e descaminhos andados, das peripécias da infância, das vicissitudes
da juventude, dos momentos periclitantes, das perdas, das vitórias obtidas
entre eventuais fracassos.
Continuo lutando, buscando
vencer, até um dia inapelavelmente ser vencido pelo destino certo de todos nós:
a morte. Sou assim corajoso, frio,
realista.
Porém, mais do nunca, sou alegre
e feliz com a vida.
*** ***
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