quarta-feira, 23 de abril de 2014

50 Melhores municípios do Rio Grande do Sul (IDESE)

IDESE - Índice de Desenvolvimento Socioeconômico é um índice que serve de comparação para classificar os municípios do Rio Grande do Sul, apontando distorções e inconstâncias. O IDESE está dividido em três blocos. Para cada uma das variáveis componentes dos blocos é calculado um índice entre zero (nenhum desenvolvimento) e 1 (desenvolvimento total).
Considera-se a classificação do indicativo como ALTO acima de 0,800; como MÉDIO, entre 0,500 e 0,799; BAIXO, a baixo de 0.499.
Os 50 melhores municípios gaúchos segundo o IDESE.

     Município                       Idese               Município           Idese              Município            Idese
1º) Carlos Barbosa              0,847        11º) Porto Alegre     0,8068    21º) Veranopolis        0,796
2º) Aratiba                          0,834         12º) Lajeado            0,8063    22º) Arroio do Meio   0,795
3º) Nova Araça                   0,833         13º) Nova Brescia    0,804     23º) Três Arroios       0.794
4º) Garibaldi                        0,826        14º) Ivoti                  0,802      24º) Picada Café         0,7934          5º) Lagoa dos Três Cantos  0,825        15º) Ipiranga do Sul  0,801     25º) Vila Maria           0,7935
6º) Vista Alegre do Prata     0,8167      16º) Selbach             0,7998 
7º) Bento Gonçalves            0,8163      17º) Parai                 0,7997
8º) Nova Bassano               0,8156       18º) Capivari do Sul  0,7995    
9º) Não Me Toque              0,8153       19º) Marau               0,7991 
10º)Nova Prata                   0,808         20º) Horizontina       0,797


     Município                       Idese                 Município                 Idese             Municipio            Idese
26º) Teutonia                      0,7928     
27º) Santa Cruz do Sul       0,7921        37º) Nova Padua                0,7828    47º) Encantado      0,777
28º) Barra Funda                0,790          38º) Fagundes Varela         0,7823    48º) S. A.Palma   0,7758        29º) Estrela                         0,7896        39º) Tucunduva                  0,7819   49º) Flores da Cunha 0,7577
30º) Ibiruba                         0,7892        40º) Harmonia                    0,7813    50º) Victor Graeff    0,7753
31º) Serafina Correa            0,7891        41º) Erechim                      0,7807
32º) Caxias do Sul               0,7879        42º) Farroupilha                 0,7806
33º) Montauri                       0,7878       43º) Salvador das Missões  0,7802
34º) Dois Irmãos                 0,7874         44º) Rondinha                     0,7800
35º) Ijui                                0,786          45º) Fortaleza dos Valos    0,7789
36º) Casca                           0,785          46º) Nova Alvorada           0,7783

segunda-feira, 14 de abril de 2014

corpo esgualepado

O moço é um desses inúmeros comunicadores de uma rádio qualquer do interior.
O nome dele é Jair. Pela foto postada na internet trata-se de um rapaz de boa aparência, boa pinta. Deve fazer sucesso entre as mulheres. A cor dos seus olhos não se sabe, estão escondidos atrás das lentes escuras de um par de óculos conhecido pelo modelo “aviador”. Bem aquele tipo de óculos de sol, usado à noite por celebridades, principalmente quando vão a velórios de alguma outra celebridade.
Jair faz sucesso com o seu público e não é só de mulheres. Os homens também o escutam, até o Chico. Na tarde de sexta-feira passada Jair “ao vivo” apresentava seu programa. Programação definida, músicas escolhidas, a serem tocadas na ordem desejada. Corria tudo bem quando o telefone toca com um pedido musical. A solicitação é o sucesso de Xirú Missioneiro, Corpo Esgualepado.
Jair diz que a música é inadequada ao tipo de programação. O pedinte da música, dizem o tal de Chico, revoltado e indignado, pelo pedido não atendido, armado com uma adaga encara um Jair amedrontado, demonstra sua ira com uma sequência raivosa de algumas pancadas sobre a mesa do estúdio com a genérica da espada.
A situação dramática, periclitante, terminou com a interferência da polícia graças ao microfone aberto, o que tornou a cena prosaica, mas temerosa, pública. O programa do Jair nada tem a ver com o tipo de música solicitada, música do cancioneiro gauchesco. Além de que Corpo Esgualepado é uma música chamativa, apelativa, desbocada, esculachada, que invoca um erotismo pejorativo, de mau gosto com humor, como diz o gaúcho, bem bagaceira.
A música retrata um gaúcho esquisito, avariado, judiado, escangalhado, cansado, doente, enfim um corpo esgualepado, que a cada dia que passa surge sintomas de coisa ruim, resultado de uma dura vida campeira, da tropiada, da esquila, da doma e por isso vai buscar solução para os seus males com uma consulta médica.
Toda essa situação ele descreve a um parceiro. Conta os percalços, o incômodo e o transtorno da consulta junto a uma médica.
Inicia: “Sinhá dotora aresorva meu drama”. Prossegue no seu arrazoado ao companheiro, descrevendo os fatos da consulta.
“A dotora me atô pelo meu braço/Apertando uma bola medindo a pressão/Fez respiração boca a boca/Bateu chapa do meu coração/Atracou um apareio na luz/Que ela apelidou de tar computação/Viu minha carcaça toda esbodegada/E ela me amostrando minhas peça estragada/retratando na televisão.”
Conta ainda que a tal “dotora” lhe explicou:
“A tua vida tá muita atrasada/Os teu bofe não existe mais/A bebida de arco diluiu a buchada/Teus purmão tá igual a foles de gaita/Tua bexiga esgualepada”.
A consulta prosseguiu: “Me fez uriná em frente dela/Meio contrariando tive que mijá”.
O guasca diz ainda ao companheiro que naquele momento da consulta, de repente “a tar dotora” começou a rir muito.
“A dotora então dava de ri/Esse teu tareco de fazer xixi/ Tá sem serventia/ Já não serve pra mais nada”. No entanto, o otimismo, a satisfação: “Depois exigiu que eu sacasse a minha roupa/A dotora apertando os pertence, disse/A tua doença eu já sei o que é/Tua situação já muito agravada/Então pra te cuidá arruma duas muié”.
Conta ainda o esgualepado que a “dotora”, sem rir, muito séria e preocupada, diagnóstica: “Teu culesterol tá em quinhentos/As tuas veia tão tudo trancada/tua coluna afrouxou os quarto/A tua espinha tá descornotada”.
Assim termina a história de um corpo esgualepado, de um final de consulta médica, porém gaúcho macho, cheio da libido, ainda com muita energia pelo instinto sexual, diríamos chega ao seu epitáfio.
“A dotora já me desenganou/E já que eu tô virando um bagaço/Me agarrei nela e um pedido fiz/A última coisa que te pede um infeliz/Então me permita que eu morra em seus braços.”
  

 


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Águas de março

Acabou-se o que era doce em referência ao clima, especialmente para aquelas pessoas que gostam do calor, que fazem do verão a melhor estação do ano.
Final do mês de março, calor e verão se foram. Terminou o adorável tempo de estio, acabaram os deliciosos, claros e plenos dias do período estival. Fim da temporada de veraneio dos dias longos, luminosos, das horas bem desfrutadas que deveriam ser intermináveis, das vigílias nunca cansativas, das noites brilhantes com o céu cheio de estrelas espraiadas em todos os cantos do firmamento  estável e inabalável,  em que dormir é o menos que se deva fazer. Quem faz do verão a melhor estação é esperar, aguardar o próximo solstício em dezembro, a expectativa de realizar-se mais um movimento de translação, deixar passar as águas de março e esperar 276 dias. Deixar o tempo passar, o mundo girar. Verão que chegou ao seu fim, outono o começo, na sucessão das quatro temporadas que se repete anualmente, as estações da vida com o frio do inverno e a florida primavera. Aqui pelo sul quando sol alcança o equinócio de março, o tempo muda, o verão acaba, o outono chega o que determina o período sazonal chuvoso e ventoso. Tempo decadente do clima, do triste ocaso, do desaparecimento do sol no escuro horizonte, da chuva chata e miúda e infelizmente das enxurradas, das inundações, formadoras de catástrofes. Dos ventos uivantes que provocam nas esquinas soturnas um assobio de som prolongado, misterioso e amedrontador. Período das árvores ficarem desnudas, dos galhos secos, das folhas de cores vermelhas do plátano e de outras cores mortas pelo chão. Sim, também quando as cigarras não cantam mais.
Há outonos mais tristes, de maior melancolia como o outono de 31 de março de 50 anos atrás, quando as águas de março se transformaram em enxurradas de desrespeito a liberdade, quando uma corrente impetuosa da ditadura, do regime de exceção, do autoritarismo, de um golpe militar, levou de roldão os direitos do povo.
Tempo do pau, da pedra, do fim do caminho, das águas de março de Jobim.
Felizmente outros outonos vieram, novos meses de março surgiram, as águas de março mais amenas, os verões deslumbrantes com a democracia, o povo livre.
Ainda tem gente de mente retrógrada, de princípios cívicos obsoletos, da unilateralidade de governo, que deseja a volta daquele outono, do março antidemocrático, das caudalosas, obscuras, lamacentas e imundas águas de março daquele tempo, de 50 anos atrás.
O mundo deve ser democrático e livre, pois nem tudo é um outono obscuro, dos regimes despóticos, da tirania militar, dos civis a serviço do poder arbitrário e absoluto, outono de um desprezível e maculado trinta e um de março de 1964, data que é uma nódoa, uma mancha infame na história brasileira.
A Natureza á sábia, organizada e disciplinada. Para se chegar às belezas do verão, há necessidade de um inverno para fazer brotar os ramos das arvores, que irão florescer na primavera, tudo iniciado no outono com a fecundidade das sementes.
Na verdade, tem coisas boas derivadas do outono, como a deliciosa composição de Antônio Carlos Jobim Águas de Março. A inesquecível gravação de Nat King Cole, denominada Autumn Leaves, baseada no outono das folhas mortas. Enfim as águas de março fecharam o verão. Agora as folhas que caem, voam pela janela, as folhas dourada e vermelhas de outono. Ate o próximo verão.
                                                                        *** ***
A primeira turma de Educação Física da UCS, vestibular de 1977, formatura em 1981. Daquela turma, 27 professores se reuniram na noite de sexta-feira numa pizzaria de Farroupilha comemorando 31 anos de formatura. Lembranças, recordações, reminiscências.
O encontro bem organizado pelas colegas farroupilhenses Carmem, Dorly e Adriana.





quinta-feira, 20 de março de 2014

Sophia ou Sofia

Andei por aí. Verão de dias ensolarados, de sol brilhante e atraente, de apreciável tempo estival. Período de magnífico amanhecer, de esplendoroso crepúsculo, tempo mais do que nunca delicioso em viver.
Caminhei por praias à beira-mar, pisando em areias alvas e macias. Pelo espírito aventureiro percorri trilhas de piso duro, enlameado e sujo, com dificuldade imensa de locomoção, mas com segurança seguindo experiente guia.
Manhã de verdadeira graça, perfeita lindeza. Desta feita perto do mar. Como parte do meu exercício físico diário o meu percurso programado é de seis quilômetros, ou seja, uma hora de caminhada. O piso areal é agradável e confortável. O mar, em razão de pigmentos amarelos, presentes na matéria orgânica, fazem com que predomine a cor verde, formando um formoso contraste com o brilhantismo da luz solar.
O mar está calmo. Leves ondas delicadamente tocam à areia e em seguida mançamente desfazem-se, depois ao que parece romanticamente beijá-la.
Aquela grande massa de água sossegada parece ser uma imensa piscina e com temperatura agradabilíssima é convidativa para um mergulho.
Caminho. A praia está repleta de banhistas. Senhores e senhoras refestelados em confortáveis cadeiras, verdadeiras espreguiçadeiras. Jovens jogam frescobol. Crianças com o natural e indômito espírito infantil brincam, correm de um lado para outro.
O meu percurso se torna dificultoso. A faixa de areia se torna mais estreita.
Com a ginga do corpo desvio de uma ou outra pessoa. De repente essa ação se torna bem difícil. Vou de um lado para outro. Paro. Tento recomeçar a caminhada. Está difícil. Defronto-me com ela, Sofia. Exuberantemente linda. Cabelos pretos encacheados. Olhos negros amendoados. Pele morena, mais morena do que nunca abençoada divinamente pelo sol. Nos dois titubeamos. Paramos. Um de frente ao outro.
Descubro o nome dela por uma voz masculina e cuidadosa:
- Sofia, olha o tio.
O tio sou eu e Sofia é uma gracinha fofinha entre três ou quatro anos. Delicadamente, mais que isso, amorosamente, digo: “licença Sofia”
Sofia ou Sophia?  De qualquer maneira um bonito nome.
As letras PH, antigamente substituíam o F nas palavras de origem grega. Caso de Sophia. A Sophia com PH é uma figura feminina homenageada como uma deusa da sabedoria pelos gnósticos, que dizem ser ela responsável pela criação do mundo material. O gnóstico faz parte de um grupo religioso e filosófico que afirma ter acesso a um conhecimento secreto que levaria seus membros a salvação e acredita que todos os seres humanos possuem uma centelha divina, predestinados a salvação.
A pequena e bela Sophia é isso: uma divina deusa, a caminho da salvação.
A simplesmente Sofia nos trás à lembrança a misteriosa personagem do livro o Mundo de Sofia, romance filosófico intrigante. A vida de Sofia é perturbada quando aos 14 anos ela recebe mensagens anônimas. Uma delas era a pergunta: “Quem é você ?”.
A outra questionava: “De onde vem o mundo?”. A partir daí Sofia toma conhecimento de sua consciência, de sua condição.
A pequena e bela Sofia, amanhã adolescente, adulta, um dia certamente por sua consciência terá a faculdade da razão para julgar seus próprios atos que serão impostos pelas circunstâncias.
Caminhei até determinado local. No retorno lá está ela. Tomo cuidado para não esbarrá-la. Cumprimento amável: “Oi Sofia”. Ela me responde com um tímido sorriso.  
                                                           *** ***


quinta-feira, 13 de março de 2014

Zé Dirceu e sua turma. Foi feita Justiça.

"Se fez Justiça" é a expressão usual quando o resultado de um julgamento agrada particularmente a uma pessoa e uma maioria, como há a exclamação do tipo "foi uma injustiça", quando um individuo ou uma coletividade não aceita, sente-se injustiçado, quando um julgamento não satisfez suas aspirações.
Na verdade a Justiça se faz, é obtida após um julgamento de um tribunal onde um juiz e um juri ou ministros de um tribunal superior, condenam ou absolvem indiciados. Dessa forma, mal ou bem, em conformidade com o Direito, decididamente se fez Justiça.
Consequentemente se fez justiça, mediante a absolvição de seis ministros do STF, com José Dirceu e seus companheiros como acusados de formação de quadrilhas, o que significa dizer que Zé Dirceu, Delubio e o outro José, o Genoíno não são quadrilheiros, ou seja, não pertencem a um bando de ladrões, assaltantes ou malfeitores. Zé Dirceu e sua turma dessa mácula estão livres, porque ao pé da letra se fez Justiça, quer queiram ou não queiram, como não queria a direita reacionário comandada por uma extremada revista ideológica conservadora, elitizada, de pensamento direitista totalitário.
Dessa forma os três acusados e absolvidos como quadrilheiros, podem assim serem chamados como componentes de um contradança de salão, ou participarem de uma quadrilha, a dança popular em festas de São João. Em termos de Justiça nunca é demais esquecer a expressão latina"dura lex, sed lex",embora muita gente ache que as vezes a lei não é tão dura assim

Robert Carlos 25 mi; Toni e Fátima somente 3 mi. Injustiça?

Roberto Carlos, conforme as redes sociais, especialmente pela turma de vegetarianos está recebendo inúmeras criticas, uma série incontável de protestos -ele um ex-vegetariano - pela quebra de princípios, pela derrubada dos fundamentos como partidário da comida exclusiva de vegetais.
Dizem que se vendeu por 25 milhões de reais, cachê pago pela presença numa peça publicitária como vendedor de carne para Friboi. Honestamente, convenhamos. Por essa grana toda qualquer um um deixa de ser vegetariano, além de que vez por outra pode saborear deliciosa picanha ou uma costela bem gorda.
Nessa questão de valores publicitários Robert Carlos vale muito mais que outros famosos. Toni Ramos numa mesma propaganda Friboi levou somente- comparado a RC - três milhões de reais.
Fátima Bernardes, estreando como garota propaganda da Seara Alimentos, ganhará também três milhões de reais. Para quem não sabe Seara é do grupo JBS, ou seja do Friboi.
Aliás, esse valores para o grupo JBS é troquinho para quem no ano de 2012 faturou 55 bilhões de reais.
   

Tanajura, mulher do dono da Friboi