terça-feira, 30 de abril de 2019

WILLIAM, JORGE , MIGUEL E SHAKESPEARE

Dia 23: William é um nome comum especialmente no Reino Unido e nos Estados Unidos. Nome de imperadores, reis, e outras tantas personalidades famosas, inclusive o mais celebre, príncipe do reino inglês William. No Brasil, também é um nome corriqueiro. Um dos mais famosos é o William do Jornal Nacional. Na verdade há muitos “williams” mundo afora. William significa “protetor corajoso”. O nome é muito mais significativo quando vem à lembrança um afamado sobrenome: Shakespeare. Possuído de uma criação esplendorosa, qualificado como o melhor escritor da língua inglesa, o mais influente dramaturgo de todos os tempos, autor de peças teatrais inauditas, inesquecíveis, populares, encenadas durante séculos.  Além disso suas obras literárias foram adaptadas inúmeras vezes para o cinema e televisão. Comprovam-se esses dados quando afirma-se que as peças de Shakespeare foram representadas mais do que qualquer outro dramaturgo. Sua volumosa criação compreende autoria de comédias, tragédias, dramas históricos. É dele a mais famosa e eterna frase: “Ser ou não ser, eis a questão”. Shakespeare faleceu, 23 de abril 1616, aos 52 anos
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Dia 23: dia do santo guerreiro São Jorge, proeminente santo militar. Sua história é confusa, cheia de controvérsia, cercada por lendas.  Esse destemido guerreiro, além de padre foi também um soldado romano, venerado como mártir cristão. Há muita polêmica envolvida com a sua existência. Em razão disso o papa Paulo VI nos anos 1960, com reforma do calendário da celebração dos santos, retirou São Jorge  do panteão dos santos oficiais da Igreja Católica. Por esta razão a memória do guerreiro passou a ser facultativa. Para essa peremptória atitude, os argumentos do Vaticano estavam nas origens difusas e na precariedade de registros. Essa drástica atitude, não teve importância alguma aos devotos de São Jorge que continuaram a fieis a devoção. A popularidade do santo guerreiro é imensa no Rio de Janeiro. Em sua homenagem há um feriado estadual, dia em que realiza-se monumental procissão, com São Jorge no andor, com sua armadura militar, montado em cavalo branco, cravando a espada no dragão.
Santo da Igreja Católica, São Jorge tem também devoção dos umbandistas. Para eles São Jorge corresponde a Ogum, orixá da guerra, muitas vezes invocado para abrir caminhos.
Desse modo é possível encontrar fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas, fato entendido como sincretismo.
São Jorge morreu em 23 de abril de 303 d.C
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Dia 22: um dia antes da morte Shakespeare, em 22 de abril de 1616, faleceu outro majestoso e venerável protagonista da literatura mundial, poeta, dramaturgo, novelista, o espanhol Miguel de Cervantes, considerado um dos maiores escritores da literatura espanhola, autor da obra-prima, o livro “Dom Quixote de La Mancha”, clássico da literatura ocidental, sendo considerado o primeiro romance moderno.  Em sua ficção realista, satiriza o estilo literário da época, através do personagem Dom Quixote de La Mancha, montado em seu cavalo Rocinante, acompanhado de seu fiel companheiro Sancho Pança e a dama Dulcineia, sua amada. Episódio marcante é o dos Moinhos de Vento, metáfora da loucura de Dom Quixote.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

SEMANA SANTA

Domingo é o primeiro dia da semana, dia gracioso, do descanso, do relaxamento, do lazer, do gosto de nada fazer, dormir até mais tarde, libertar-se das obrigações, a não ser os católicos com a obrigação de assistir a santa missa.
Domingo, exprimido entre o sábado e a segunda-feira. Sábado pela manhã, bem cedinho tem a satisfação de saber que o dia seguinte é o domingo. Que felicidade.
Fim do domingo. Pensar que no dia seguinte é uma segunda-feira. O começo das obrigações, do cotidiano habitual, a fundamental vivência do dia a dia, esperando domingo.
É o domingo. Início da Semana Santa. Nesse tempo atual, repete-se as cerimônias históricas daquele tempo, tradição religiosa que ocorre durante séculos, geração a geração no meio da comunidade católica, fundamento transmitido de forma oral ou escrita, as duas apregoando a fonte da história divina.
No calendário existe um domingo especial para católicos, o de ramos - celebrado antes do domingo de Páscoa - comemoração da entrada de Jesus em Jerusalém, montado num jumentinho, símbolo da humildade, virtude caracterizada pela simplicidade.
É ovacionado pelo povo. Aplausos para “aquele que vem em nome do Senhor”. Na entrada triunfal em Jerusalém a multidão o recebe. Como verdadeiro ídolo, Jesus é aclamado, com hosanas, brados e folhas de palmeiras estendidas, sacudidas pela emoção, sem ser um presidente, general ou capitão do exército romano
Domingo de ramos. Não importa. Como acontece em todos os domingos, o dia seguinte é uma segunda-feira, começo da rotina semanal. Na Semana Santa a segunda-feira, para o simples mortal, começo do cotidiano.
Para os católicos segunda-feira santa a contemplação da caminhada de Jesus rumo ao calvário.
Terça-feira, para homo sapiens, obrigações. Para cristões um dia em que Jesus anuncia sua morte, transtornos ao fiéis seguidores, seus discípulos.
Quarto dia da semana, quarta-feira santa, encerra-se o período 

segunda-feira, 15 de abril de 2019

APOCALIPSE: SERÁ?

Na escritura bíblica do Antigo Testamento está escrito, no livro sagrado do cristianismo, o Apocalipse.
Apocalipse, segundo as diversas traduções na língua portuguesa, torna a significação da palavra dúbia, sendo na interpretação do laico o temeroso e amedrontante fim do mundo. Os leigos têm o raciocínio baseado em narrativas apocalípticas, profecias do inevitável fim da vida terrestre.
Com o fim do mundo a Terra será destruída? Pode ser. Há evidências nas escritura, segundo algumas compreensões que assim acontecerá.
Para os crentes em teorias de conspiração, os adeptos de fantasias, o fim do nosso planeta seria no ano de 2012. Mais recentemente em 2018. Pelas profecias de Nostradamus o mundo há muito tempo já estaria dissipado, a Terra teria desaparecido, quem sabe, enterrada no Buraco Negro.
Nada aconteceu, a Terra majestosa continua girando em torno do sol.
Nesse mundo existe uma civilização egoísta, individualista, mercantilista. Vive-se em ambiente de delírio, paranoia pelos bens materiais. Pessoas que fazem tudo pelo bem material não importando se irão prejudicar outrem. O importante é a conquista pelo dinheiro, obter o indefectível êxito. Ser sempre o primeiro, os demais não interessam. Retrato da incivilidade na sociedade.  
Além desses aspectos humanos concernente a moral, a vida materialista, existem ainda na visibilidade da humanidade as tragédias do cotidiano, a bestialidade pela violência em casa, nas ruas. Fome, desgraça, ameaças de uma guerra nuclear. As atitudes preconceituosas, o racismo. Toda essa fatalidade, o destino programado, não são insinuações, advertências, questionamento, para o fim do mundo?
Além disso o mundo tem enfrentado periclitantes situações. 

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Em Brasília: continência obrigatória


Os civis, os paisanos educados cumprimentam-se afetuosamente, dependendo do horário, com um bom-dia, boa-tarde, boa-noite. Importante na convivência pessoal, favorece a interação social, as relações interpessoais tornam-se mais amistosas. O ato denota entre tantos afetos, a amizade, estima e carinho.
Normalmente a saudação é manifestada pela fala. Em outras circunstâncias com um cordial aperto de mão.
Continência é cumprimento tipicamente dos militares, conhecida também “bater continência”. É uma das formas mais antigas de respeito nas forças armadas. É a maneira pela qual se manifesta a obediência aos superiores na hierarquia militar. Afirma-se ser um ato de subserviência. Na verdade militares dizem que se trata de uma ação de apreço, consideração, deferência, reverência.
A continência visa o uniforme com a insígnia, sinal que determina o posto hierárquico do militar. A continência é praticada do menos graduado ao seu superior. Para ser realizada há necessidade da posição de sentido, com toda rigidez, coluna ereta, mantendo a necessária postura corporal. Os braços esticados ao longo do corpo. A palma da mão, com os dedos unidos, apontado para o chão, junto a parte exterior perna. Elevar o braço direito com mão aberta, dedos estendidos e unidos, na posição inclinada, com a extremidade do dedo indicador tocando a “cobertura”, quepe, gorro ou bibico. (a continência atualmente ode ser feita sem cobertura). O olhar em direção à pessoa deve estar fixado e acompanhando seu superior. O movimento deve ser vivaz e decidido, bem definido.  Realizar a continência de forma exagerada ou preguiçosa pode significar zombaria.
Caso deseje informar ao oficial, algum fato, o subalterno tem que se identificar, claro com continência: “Senhor, cabo Ruschel”, pelotão tal. Fiz meu serviço militar no exército
Pois bem, dito isso, em Brasília o cumprimento é “bater continência”. Pode ser, afinal mais ou menos cem militares ocupam cargos de destaque no governo federal. Começa, por um capitão, o presidente, um vice-presidente general, ainda, fazem parte do primeiro escalão três generais, um almirante, um tenente-coronel, dois capitães.
Os principais cargos de segundo e terceiro escalões são ocupados por 14 generais, 13 coronéis, todos do exército, 4 brigadeiros (na aeronáutica corresponde a general), 1suboficial, 1 almirante (na marinha corresponde a general), capitão-tenente 3, (correspondendo a coronel do exército). A maioria está na reserva, nomeados como cargo de confiança (CC), os da ativa ganham como função gratificada (FG)
No poder legislativ0 a força do “bolsonarimo” (PSL) elegeu 72 deputados. Na eleição de 2014 eram apenas 18. Nas assembleias legislativas o fenômeno foi o mesmo, eleitos muitos militares.
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O Partido Social Liberal (PSL) anteriormente um partido nanico, fundado em 1994. Na eleição de 2018 passou a ser o segundo partido do país com eleição de 52 deputados. No entanto, com o troca-troca no início do ano ganhou mais três cadeiras.   

terça-feira, 26 de março de 2019

Fenômeno equinócio


O fenômeno equinócio ocorreu na quarta-feira. Isso significa que o verão acabou, agora o prelúdio do outono. Verão. Não temos mais o brilhante sol, a acariciante brisa. Fim do tempo inefável da natureza resplandecente, de inebriante prazer A plena liberdade proporcionada pela estação de agitar, brincar, alegria e plena euforia. Se foi a época da cantoria da passarinhada. O canto do macho em conquistar a fêmea. A preparação dos ninhos, a procriação. Não se houve mais o tilintar dos canarinhos, belos, com variadas cores, embelezando qualquer ambiente. A cantoria envolvente esvaziou-se. Pardais, espertos e ativos, tem seus bandos diminuídos.  Não se escuta mais eles chilreando animadamente, com pressa, sem cessar, de voos rápidos. Barulheira intensa. Toda essa passarada em tempo de estio. Mal o dia clareia, compõe uma sinfonia que parece desencontrada, de diferentes sons, mas gostosa de se ouvir. Particularidades do mundo ornitólogo
Período de férias, de veraneio, do descanso, do lazer, à beira-mar ou, em regiões serranas. É verdade, que nem sempre todo o tempo de verão é aquele que se deseja, dos atraentes informes publicitários, do encantamento de peças literárias.
Tempo dos homens usarem bermudas, chinelos de dedo, camisas regatas. Mulheres calçam havaianas, vestem shorts. Ao longo de três meses a satisfação do amanhecer bem cedinho, a demora em chegar a noite. Tempo suficiente para meditar, para necessárias reflexões. Desprezar a tristeza, esquecer o que de ruim aconteceu, enaltecer as coisas boas. Prevalece o sentimento de alto-astral, agradável e estimulante, proporcionando momentos esfuziantes e vivazes de bem-estar.
Enfim terminou verão. Parece que tudo ficou mais triste. O real no verão, agora somente devaneio.
O fenômeno equinócio prossegue. Determinou o fim de uma estação, o começo de outra. Outono. Período de transição do verão ao inverno. O sol gradativamente diminui sua energia, sua radiosa força já não é a mesma. A iluminação solar enfraquece. Assim, as noites são mais longas, a claridade dos dias é curta, predomina o tom cinza o céu. O período outonal caracteriza-se também pelas ventanias, nevoeiros, chuva em demasia, a umidade do ar diminui. A mudança de clima, a diminuição da luz solar, o fenômeno da fotossíntese enfraquece. As folhas despencam dos galhos, caídas no chão tem a tonalidades vermelhas e amarelas, tornam-se folhas mortas. Os frutos maduros espalham-se também pelo chão. As árvores perdem o viço, ficam indefesas, nuas. Estação da melancolia.  
Outono, as pessoas ficam mais retraídas, nostálgicas.
Não sejamos radicalmente críticos. Como toda estação é tempo de perdas e ganhos. O ruim mesmo é de que o outono precede o inverno
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Trata-se de uma falácia quando muitas pessoas afirmam “o ano só começa depois do carnaval”. Indaguem aos industriários, comerciários, operários de modo geral. Para esses o início do ano é exatamente em janeiro.

terça-feira, 19 de março de 2019

O GRANDE GOLPE


Não... Decididamente não... Nada será comentado sobre algum golpe militar ou golpe de estado. O golpe a ser abordado é corriqueiro, sem exagero, trata-se de uma ação criminosa que faz parte do cotidiano, a vigarice com o mais conhecido de todos os golpes, o golpe do bilhete premiado. A ação desonesta de enganar alguém tem sempre como alvo os idosos.
Esse tipo de trapaça está inserido na crônica policial invariavelmente, de forma sistemática, muito semelhante, com um, ou outro detalhe, de somenos diferença.
A tentativa do golpe, ocorrida dias atrás, foi narrado pela própria pessoa assediada por três vigaristas. Trata-se de uma sexagenária, professora aposentada, o que demonstra que para os ardilosos velhacos pouco importa a condição de formação em nível superior. Aos fatos:
A senhora, objetivo dos meliantes, caminha pela rua Tiradentes, por volta do meio-dia, hora de almoço, evidentemente pelo horário, a movimentação de pessoas e veículos é reduzida. Começa a trama criminosa. À frente da escolhida vítima anda alguém com dificuldade. Quando a possível vítima vai ultrapassá-lo, quando está lado a lado, com voz mansa, com jeito finório, demonstrando ingenuidade, o dito sofrente descaradamente se faz de vítima e com simplicidade proposital conquista a simpatia e a confiança da senhora. Pede ajuda. “A senhora sabe onde fica essa malharia?  A resposta foi simples: “Não, não sei”. Nesse momento surge o segundo safado. Bem apessoada aproxima-se dos dois envolvidos. Prestativo, gentilmente pergunta se pode ajudar. Ele também não sabe onde fica a tal malharia. Então, aquele infeliz, somente na aparência revela que iria procurar na malharia uma pessoa para verificar um bilhete da mega-sena. O calhorda bem vestido, dizendo-se advogado, oferece ajuda. Com o celular diz ligar para a lotérica para conferir os números, o que é falso. O esquema está montado. Euforia, o bilhete está premiado. De imediato o sujeito faz mais uma ligação telefônica, desta para feita para a Caixa, para saber como proceder para retirar o prêmio. Nesse interim um terceiro punguista aparece. Ele se diz corretor de imóveis, solícito também oferece ajuda. O fajuto dono do bilhete se diz analfabeto e sem documento A essa altura a senhora, a vítima, está em confusão mental, parece estar hipnotizada, está sendo ludibriada. O pilantra, dono do bilhete, promete uma excelente recompensa. Em bonito carro, convidam a vítima para ir ao banco “fazer negócio”. Eles lhe dariam, na divisão do prêmio, atraente valor. Dentro do carro um comparsa, para mostrar que está bem de vida abre uma maleta com inúmeras notas de 100 reais, certamente falsas. Pedem 30 mil reais a vítima como parte da tramoia. Cliente do Banrisul queriam que o dinheiro fosse depositado no Banco do Brasil, certamente alguém de nome falso. Dentro do banco, sempre vigiada, a professora começa a desconfiar – dinheiro em maleta porque não no banco. Começa a se livrar do êxtase, do estado de torpor. Telefona para uma amiga. Os bandidos desconfiam. Desaparecem do mapa.

  

ANA JÚLIA a formosa criatura


Verão. Andei por ai. Praias do Atlântico Sul. Sol cintilante, maravilhoso e fascinante, com seu esplendoroso brilho refletido no mar de água transluzente e no romantismo da natureza, parece acariciá-lo.
Diáfana manhã. O vento, na verdade uma brisa, proveniente do mar de deslumbrante cor azul, afagante, de intenso frescor, proporcionando uma sensação prazerosa.
Invariavelmente esse é o panorama do cotidiano praiano, acrescentando mais: sol e mar estão cercados por superabundante vegetação engajadas nas encostas dos morros, com tonalidade predominantemente, tal e qual uma aquarela.
Dia de plena e magnifica luminosidade com as graças do astro rei, mar infinito, sonho lúcido, devaneio. Verão.
Além de desfrutar e apreciar a soberba natureza, tenho como lazer, a caminhada matinal, acompanhado de minha mulher, duração de 40 a 60 minutos, em média cinco quilômetros de andança.
Depois do exercício, mais tarde o sol em intensa resplandecência, abrasador, motivo pelo qual há necessidade de proteção de um guarda-sol.
O segundo lazer, protegido, trata-se de leitura. Reli um livro, lançamento no ano 2.000, “Os cem melhores contos brasileiros”. São 617 páginas do cartapácio, leitura de alguns dias, fácil e muito agradável, conto por conto. São exatamente 100 contos de 100 contistas. Os primeiros contos compreendem o período de 1900 a 1930 (três décadas). Como não poderia ser diferente a primazia do primeiro conto, o melhor de todos os contistas, Machado de Assis, com o conto “Pai contra mãe”. Num desenvolvimento de ordem progressiva, a cada década (dos 40 a 90 anos), os contos publicados compreendem os melhores contistas do seu tempo (a critério da editora foi escolhido o melhor conto de cada um dos contistas). São admiráveis escritores, gênios de diversas estórias, fantasias de variados conteúdos: romanceados, humorísticos, trágicos, espantosos, eróticos.
Paro de ler. Por instante, olhar perdido no horizonte, onde o mar não tem limites.
De repente, pelo barulho, algo me chama a atenção. Um grupo de jovens, em plena algazarra aproxima-se. Descontraída farra com comportamento de total euforia.
No grupo destaca-se graciosa jovem, de olhos amendoados, esplendorosamente azuis, pele parecendo ser sedosa e sedutora. No aspecto físico, diríamos tipo mignon ou petit, altura que corresponde a Tatá Werneck. Com seu jeito jovial, desinibida, em certo momento está frente ao grupo e de modo até engraçado, meio desengonçada corre de costas e o pessoal se diverte pelo seu jeito. Mais adiante, a radiosa formosura, chuta as espumas criadas pela agitação do mar.
Linda e atraente é também charmosa. O seu charme provém de suas atitudes. Cabelo negro, com o penteado tipo rabo de cavalo, preso por elástico. Vez por outra, retira o elástico, cabelos soltos, sacode a cabeça, em seguida com dedo indicador enrola parte do cabelo voltando ao original rabo de cavalo. Outro detalhe charmoso. Na face caem propositadamente alguns fios do cabelo. A cada instante o charme é demonstrado quando uma vez mais, com o dedo indicador enrola os poucos fiapos.
Dizem que a formosa criatura tem o nome de Ana Julia.