sábado, 13 de dezembro de 2014

ELA...A PETROBRAS

Falando da Petrobras, a conversa evidentemente na atualidade deve começar pelos escândalos formados pela corrupção na empresa. Esqueçamos esse assunto por enquanto. Falaremos inicialmente de coisas mais amenas, do corriqueiro, da chamada aparentemente “cultura inútil”, assunto extemporâneo, com detalhes inconseguentes, sem nenhuma relevância em relação ao poderio da petroleira e a produção de petróleo. Petróleo Brasileiro S/A tem a marca de fantasia com a sigla Petrobras, que na verdade inicialmente era Petrobrás, com acento. Duas academias, uma brasileira, outra portuguesa, afirmaram que nenhuma sigla pode ser acentuada na língua portuguesa. Assim, Petrobrás virou Petrobras sem nenhuma influência na produção do petróleo brasileiro ou que possa ter contribuído com a corrupção.
O pior é de que uma privilegiada  “inteligência” sugeriu que a empresa trocasse o nome para Petrobrax, o que seria uma maneira mais apropriada de convivência com a língua inglesa, facilitando a comunicação. A tolice não foi à frente.
A Petrobras sempre foi envolvida por discórdias. Já em seu começo, na sua fundação polêmicas foram formadas.  De um lado grupo de pessoas, influentes empresários e políticos, apelidados de entreguistas, desejavam que a exploração do petróleo fosse feito por empresas estrangeiras. Do outro lado, também influentes personalidades, chamados de nacionalistas, desejavam que o petróleo a ser explorado fosse propriedade do governo. Esse grupo, os nacionalistas, obtinha maior repercussão em suas ações de protestos, principalmente a partir da descoberta do petróleo na Bahia.
Começou então a campanha do petróleo, com o lema denominado “O petróleo é nosso”, campanha que acabou vitoriosa. Em 1953, Getulio Vargas criou a estatal Petrobras e com ela a exploração do petróleo, escândalos e corrupções.  
Ah...sim, não esqueci o assunto. Como não falar da corrupção na Petrobras. Tem agora essa escandalosa roubalheira envolvendo diretores da estatal, políticos, donos de empreiteiras. Isso parece novidade na petroleira, mas não é. É coisa antiga.
Governo Itamar Franco, 1989. O jornalista Ricardo Boechat ganhou um prêmio Esso de jornalismo por ter denunciado falcatruas, roubalheira na Petrobras.
Governo Fernando Henrique Cardoso, 1994. O jornalista Paulo Francis denuncia uma maracutaia em contratos realizados pela Petrobras, sem necessidade de licitação.
Três escandalosas casos de corrupção denunciados pela imprensa. E os outros? Muito provavelmente aconteceram e o jornalismo investigativo não descobriu.
                                                            *** ***  
A RBS é um poderoso conglomerado empresarial de multimídia no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. São dois canais de televisão aberta e dois fechados (RS e SC), nove rádios e oito jornais. Com esse poderio midiático realmente o grupo é um forte formador de opinião entre gaúchos e catarinenses. No Rio Grande domina em 80% a comunicação social (os outros 20% é divido entre a Rede Bandeirantes, Record e Pampa) e por isso tem forte influência e domínio sobre a opinião pública dos gaúchos. Não à toa que o grupo já elegeu três comunicadores como senadores (Zambiasi, Ana Amélia e Lasier), deputados e até um que era um simples anunciador do clima.
                                                         *** ***
Com as decisões do governo na área econômica de fato o PT atucanou. Esse neologismo significa que o PT e PSDB é a mesma coisa, irmãos no liberalismo, ideologicamente à direita. Falam ainda que o PT é da esquerda. Bobagem. Dilma na verdade é o Aécio de saia. O conservadorismo econômico dos petistas e tucanos é igual em seus propósitos, que tanto faz Joaquim ou Armínio como Ministros da Fazenda.  
                                                          *** ***
O futuro governador José Ivo Sartori deverá encerrar as atividades da estatal, Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) o que significa dizer que os pedágios voltarão a ser privatizados. Não está descartada nem a hipótese do retorno do pedágio em Farroupilha. É bom lembrar que esse mesmo pedágio foi instalado pelo governador Antonio Brito do PMDB.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Petrobras a gatunagem: todo mundo mete a mão

Falando da Petrobras, a conversa evidentemente na atualidade deve começar pelos escândalos formados pela corrupção na empresa. Esqueçamos esse assunto por enquanto. Falaremos inicialmente de coisas mais amenas, do corriqueiro, da chamada aparentemente “cultura inútil”, assunto extemporâneo, com detalhes inconseguentes, sem nenhuma relevância em relação ao poderio da petroleira e a produção de petróleo. Petróleo Brasileiro S/A tem a marca de fantasia com a sigla Petrobras, que na verdade inicialmente era Petrobrás, com acento. Duas academias, uma brasileira, outra portuguesa, afirmaram que nenhuma sigla pode ser acentuada na língua portuguesa. Assim, Petrobrás virou Petrobras sem nenhuma influência na produção do petróleo brasileiro ou que possa ter contribuído com a corrupção.
O pior é de que uma privilegiada  “inteligência” sugeriu que a empresa trocasse o nome para Petrobrax, o que seria uma maneira mais apropriada de convivência com a língua inglesa, facilitando a comunicação. A tolice não foi à frente.
A Petrobras sempre foi envolvida por discórdias. Já em seu começo, na sua fundação polêmicas foram formadas.  De um lado grupo de pessoas, influentes empresários e políticos, apelidados de entreguistas, desejavam que a exploração do petróleo fosse feito por empresas estrangeiras. Do outro lado, também influentes personalidades, chamados de nacionalistas, desejavam que o petróleo a ser explorado fosse propriedade do governo. Esse grupo, os nacionalistas, obtinha maior repercussão em suas ações de protestos, principalmente a partir da descoberta do petróleo na Bahia.
Começou então a campanha do petróleo, com o lema denominado “O petróleo é nosso”, campanha que acabou vitoriosa. Em 1953, Getulio Vargas criou a estatal Petrobras e com ela a exploração do petróleo, escândalos e corrupções.  
Ah...sim, não esqueci o assunto. Como não falar da corrupção na Petrobras. Tem agora essa escandalosa roubalheira envolvendo diretores da estatal, políticos, donos de empreiteiras. Isso parece novidade na petroleira, mas não é. É coisa antiga.
Governo Itamar Franco, 1989. O jornalista Ricardo Boechat ganhou um prêmio Esso de jornalismo por ter denunciado falcatruas, roubalheira na Petrobras.
Governo Fernando Henrique Cardoso, 1994. O jornalista Paulo Francis denuncia uma maracutaia em contratos realizados pela Petrobras, sem necessidade de licitação.
Três escandalosas casos de corrupção denunciados pela imprensa. E os outros? Muito provavelmente aconteceram e o jornalismo investigativo não descobriu.
                                                            *** ***  
A RBS é um poderoso conglomerado empresarial de multimídia no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. São dois canais de televisão aberta e dois fechados (RS e SC), nove rádios e oito jornais. Com esse poderio midiático realmente o grupo é um forte formador de opinião entre gaúchos e catarinenses. No Rio Grande domina em 80% a comunicação social (os outros 20% é divido entre a Rede Bandeirantes, Record e Pampa) e por isso tem forte influência e domínio sobre a opinião pública dos gaúchos. Não à toa que o grupo já elegeu três comunicadores como senadores (Zambiasi, Ana Amélia e Lasier), deputados e até um que era um simples anunciador do clima.
                                                         *** ***
Com as decisões do governo na área econômica de fato o PT atucanou. Esse neologismo significa que o PT e PSDB é a mesma coisa, irmãos no liberalismo, ideologicamente à direita. Falam ainda que o PT é da esquerda. Bobagem. Dilma na verdade é o Aécio de saia. O conservadorismo econômico dos petistas e tucanos é igual em seus propósitos, que tanto faz Joaquim ou Armínio como Ministros da Fazenda.  
                                                          *** ***
O futuro governador José Ivo Sartori deverá encerrar as atividades da estatal, Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) o que significa dizer que os pedágios voltarão a ser privatizados. Não está descartada nem a hipótese do retorno do pedágio em Farroupilha. É bom lembrar que esse mesmo pedágio foi instalado pelo governador Antonio Brito do PMDB.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Gandhi o grande

Nos dias de hoje, nesse mundo em que predomina a intolerância, em que a maioria das pessoas se mostra intransigente, quando falta o respeito mútuo, quando existe a dificuldade em reconhecer as diferenças de crenças e opiniões, quando ofensas verbais chegam às agressões físicas, há necessidade de que alguém tenha a capacidade de ser paciente, desfrutar de algum momento de resignação. Ter como resposta às ofensas, a perspicácia, serenidade e sutileza.  
Há personalidades inolvidáveis, presentes eternamente na história. Figuras perenes, perpetuadas em nossa memória. Pessoas marcantes por suas ações pela paz, pelas atitudes em benefício de defesa dos direitos humanos, defensoras da não agressão, pela forma de não violência de protesto.
Entre essas valiosas e veneráveis celebridades está o sereno e tranquilo Mahatma Gandhi, sábio espiritual e humanista, erudita como comprova suas notáveis frases, iluminados pensamentos. Inteligente, foi aluno culto de Direito numa universidade inglesa. Com a faculdade do pensamento fácil se mostrava espirituoso, de mordaz ironia. Comprova esse estilo de ser de Gandhi num dialogo sarcástico entre ele e um professor arrogante e recalcado que sempre provocava o seu aluno.
Um dia o dito professor almoçava no refeitório. Ao seu lado um lugar vago e onde se sentou o aluno Gandhi. O professor intrigante, orgulhoso e insolente, diz ao aluno:
- Senhor Gandhi não compreende que por natureza um pássaro e um porco não sentam juntos para comer.
Gandhi, impassível e escarnecedor, respondeu:      
- Fique a vontade professor...Estou “voando” para outro local e daquele lugar saiu.
O professor ficou possesso, possuído de uma raiva quase incontida. Instigante buscava a represália quando ocorreu a oportunidade. Programou uma prova. Gandhi de forma inteligente se conduziu brilhantemente no teste respondendo acertadamente a todas as perguntas. Irritadíssimo com o acerto do pupilo, incitado ainda mais pelo sentimento da vingança, fez uma pergunta descabida, completamente fora do contexto naquele momento:
- Senhor Gandhi, se por acaso, caminhando pela rua encontrasse uma sacola contendo grande quantia em dinheiro e a sabedoria, ficaria com o quê?
Gandhi não titubeou, sem hesitação afirmou que ficaria com o dinheiro.
Resposta plena de satisfação para o professor. Pensou... - “Pode ser um aluno inteligente, mas não há dúvida que é ambicioso, veemente sujeito ganancioso, dominado pela cobiça. Porém, poderia ser qualquer um, jamais um ser humano de total humilde e simplicidade, de profunda espiritualidade, despojado de qualquer bem material como Gandhi.
A resposta serviu apenas para mostrar o seu lado espirituoso. O professor alegre, com sorriso zombeteiro, cheio de escárnio, mostrando superioridade intelectual disse que ficaria com a sabedoria.
Foi nesse momento que Gandhi, de forma espirituosa fez uso da ironia:
- Pois bem professor, cada um fica com aquilo que não tem.
O professor mostrava-se cada vez mais impaciente e desaforado, possuído de uma raiva histérica, com as insolentes, inteligentes e satíricas respostas do aluno Gandhi.
Por isso prosseguia em suas provocações diretas, nada insinuantes.
Num texto escrito por Gandhi, corrigido e devolvido pelo professor, o mesmo aproveitou sua continuada insatisfação para com o aluno e em letras grandes e chamativas escreveu “idiota”.
O professor de maneira insultuosa e desafiante, senhor de si, perguntou a Ghandi se ele tinha recebido de volta o trabalho, com a clara intenção de sentir a reação talvez indignada do ofendido aluno.
O jovem Ghandi disse que recebeu sim a folha e claro chamou sua atenção o “idiota”, quando disse, em resposta ao professor:
-  Notei  que o senhor não colocou a nota, embora tenha assinado a folha.
Não a dúvida que o mundo seria bem melhor com a sabedoria, percepção,  clarividência, descortino e lucidez de Mahatma Gandhi.



 


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Sofridos deputados. Imaginem corruptos suicidando-se

Os dois deputados reeleitos após eleição se encontram.
- Como vai colega? Conseguiu reeleição.
- Consegui, mas não foi fácil. Arrancar, esse é o termo atual, o voto do eleitor está muito difícil. Tem muita concorrência entre candidatos, muita sacanagem, prefeito que promete voto e não cumpre a promessa, assessores incompetentes, eleitores na base do “é dando que se recebe”. Está difícil a campanha eleitoral.
- Tem toda a razão, amigo. São inúmeras as dificuldades. Gastos altos, bastante dinheiro empregado, bater perna, andar de um lado para o outro, gastar sola de sapato, caminhar daqui, ali e acolá. O voto está muito dificultoso.
- Você sabe companheiro, tem colegas de procedimentos sacanas. Invadem, desrespeitam as bases eleitorais. Tem mais. A gente arranja uma grana através de emenda parlamentar para determinada prefeitura, o prefeito se oferece como cabo eleitoral prometendo boa votação e no resultado da apuração das urnas decepção total, a quantidade de votos é uma merreca.
- Tem toda a razão. Além dessa rafuagem descabida, de muitos constrangimentos, nos temos que se sujeitar na busca de votos, a abraçar a velhinha desdentada e receber aquele beijo babado. Segurar no colo aquele neném todo mijado e cagado, apertar as mãos sujas do povão. É um sacrifício ganhar votos.
- Eu aperto mão de todo o mundo, mas tenho sempre comigo o álcool gel, uma prevenção antisséptica para evitar qualquer contaminação. O ruim mesmo é frequentar almoços e jantares. Ter que comer galinha a molho pardo, como aconteceu. Saborear, entre aspas, aquela galinha caipira cujo molho é o próprio sangue dela quando degolada. O pior, o acompanhamento, quiabo ensopado, aquela leguminosa cheia de gosma. A outra opção, ensopado de jiló.
- Não é fácil companheiro, encarar junto com o povão aquela comida horrorosa de feijão aguado, arroz empapado e duro, enfim comida de pobre, o chamado PF em restaurante popular.
- Sabe parceiro, quando você pensa que irá comer melhor, por exemplo, um churrasco, uma carne de ovelha, o candidato pode se enganar. De repente, uma ovelha mal preparada, gosmenta, mal passada. Há outra opção uma costela de gado dura de segunda. Na busca de votos, vale o sacrifício.
- É isso ai colega. O que fazer. Daqui a quatro anos mais sacrifício.                   
                                                             *** ***
Passaram-se as eleições e acabaram-se as sensacionalistas capas de famigerada revista no período de campanha eleitoral. Na Tv a exploração de denúncias infundadas, como no caso do escândalo da Pronaf, em que um dos denunciados, deputado federal, Elvino Bohn Gass (PT), foi acusado injustamente, conforme deliberou por sua inocência o TSE. Por falar em escândalos, especificamente da Petrobras, está sendo muito usada para melhor investigação, a delação premiada que é um benefício legal concedido ao criminoso delator, o que lhe pode num julgamento abrandar sua pena. Irônico esse recurso, legalmente chamado de “delação premiada”. O sujeito “entrega” outro ser igual e é premiado. Delator é o adjetivo de fineza para designar a elite, a classe superior na prática de falcatruas (empresários) ou a gente fina da bandidagem, do logro (políticos). E essa gente da delação, portanto, evidentemente chama-se de delatores. Na marginalia da periferia esse pessoal é conhecido como dedo-duro, alcagüete ou X9 e por ser assim entre eles, há a retaliação, a vingança.
Ainda com a corrupção na Petrobras. No Japão, o político envolvido em corrupção, pela situação criminosa e vergonhosa passada, busca como retratação ao seu ato indevido, o suicídio. Imagine-se essa extrema atitude da cultura japonesa no Brasil. No caso da Petrobras quantos suicídios poderiam haver?



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Depois das eleições: Veja, Globo News, Mainard, Kamel, Merval, Waack, Miriam, Alexandre e os homófobicos Bolsanaro, o racista preconceituoso Heinzel

Aristóteles, afirmava que o homem por natureza é um animal político. Essa é a expressão máxima para uma das bases da Filosofia Política, aforismo para conceituar a natureza do homem como ser humano, pois somente ele – animal político – diferenciado dos animais de modo geral, possui a linguagem indispensável para a Aristóteles, filósofo grego, afirmava que o homem por natureza é um animal político. comunicação humana.
Esse é o raciocínio que se estabelece com tudo o que se diz respeito com as relações sociais, a sociedade em geral, o que se refere a vida comum, as regras de organização social. Outra tendência se relaciona a política com o poder político, conceito de forma coercitiva, mas democrática, de legislar e governar. Por essa propensão o homem mais do que nunca se mostra por natureza o animal político, ocasionada pelas opiniões contraditórias, conflitantes, polêmicas.
As eleições recentes, mais do nunca, foram contestadores, as eleições “do contra”, de contestação, do contra com tudo isso que está aí institucionalizado, protagonizado pelos governos petistas. Decididamente não aconteceu o voto pragmático a favor de um programa de governo, da viabilidade de realizações em benefício do Essa é a expressão máxima para uma das bases da Filosofia Política, aforismo para conceituar a natureza do homem, argumento necessário para a organização política povo.
Mais. Eleições que recalcados perdedores, reprimidos pela derrota eleitoral, tentam dividir politicamente e preconceituosamente o país entre sulistas e nordestinos, nordestinos, propriamente ditos, mais mineiros, cariocas e 46% dos gaúchos.
A eleição proporcional elegeu deputados altamente preconceituosos, racistas e homofóbicos. O federal, tal de Heinze, do PP, deputado mais votado no Rio Grande, declarou em audiência pública, que índios, gays, quilombolas e lésbicas são “tudo que não presta”. Heinze por essa declaração foi “homenageado” com o título de racista do ano pela ONG inglesa Survival. Discriminado por sua aversão irreprimível aos homossexuais o deputado federal pelo Rio de Janeiro Jair Bolsanaro, também do PP, foi o mais votado e reeleito entre os cariocas. Alias o PP de Maluf, da senadora Ana Amélia, tradicionalmente um partido conservador, se mostra pelos deputados Heinze e Bolsanaro, um partido também racista e homofóbico. Em São Paulo o terceiro mais votado para federal foi o pastor Marco Feliciano (PSC), outro que tem total repugnância a turma da LGBT, rigorosamente homofóbico. Eleito também por São Paulo, outro homofóbico, Eduardo Bolsanaro (PSC) filhote do carioca Jair.
Nas eleições desse ano o conservadorismo, a reacionária direita, perdeu. A revista Veja com sua tendenciosa editoria buscou o sucesso em derrotar o petismo. Não conseguiu.
O seu grupo iditorialistas tendo à frente J.R. Guzzo e mais articulistas como Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Lobão e até aquela senhora de origem alemã, com jeito autoritário e arrogante, que vende muito livros de autoajuda, fizeram a lavagem cerebral junto aos seus 1 milhão de leitores, algo insignificante em números quanto à população brasileira.   
De outro modo, a Globo News com o programa Manhattan Connection e outros, com conservadores apresentadores como William Waack, Miriam Leitão e Alexandre Garcia, o que conseguiram foi “fazer a cabeça” de pequena e sofisticada audiência.
Tem gente, articulistas como Diogo Mainard, Ali Kamel (diretor de jornalismo da Rede Globo) Merval Pereira (jornal O Globo), vão continuar vendendo livros, do conjunto de seus artigos, com aquela verborragia insana contra o PT de Dilma e Lula.  





terça-feira, 11 de novembro de 2014

Perderam PSDB, revista Veja, RBS (filial da Globo)

Eleição realizada. Candidatos eleitos devidamente pelo processo eleitoral altamente democrático, aprovados pelo soberano sufrágio universal, pela vontade maior da população brasileira. Assim, dessa forma, a senhora Dilma Rousseff foi reeleita como presidenta da República Federativa do Brasil. O resultado da votação fez a alegria dos vencedores. As lamentações dos derrotados e não podia ser diferente, na situação inversa. Lamentos originam-se, entre tantos, pela diferença de votos da vencedora, um pouco mais de três milhões, argumento sem fundamento. Se consumasse a vitória por apenas um voto, o processo democrático obrigatoriamente teria que aceitar. A democracia representativa estabelecida há de ser respeitada, caracterizada pela liberdade do ato eleitoral, pela vontade soberana do povo do brasileiro, não somente de nordestino. A derrota, por seus perdedores tucanos, dentro dos princípios democráticos, deve ser aceita, sob pena de transgredir a Carta Magna, a Constituição federativa. Pode e como sempre acontece para os vencidos fazerem contestações ao processo eleitoral colocando em dúvida os procedimentos na eleição. Tolice, argumentos sem justificativa. A votação eletrônica, pela segurança das urnas, torna o ato de votar a garantia ao eleitor e a população  de modo geral, a legalidade, a indevassabilidade do processo eleitoral.   O que não pode são as pessoas radicalizarem com as atitudes antidemocráticas, agir com traços de regime autoritário como fascismo, fazerem conotação golpista, recorrerem a fortuitos argumentos e afoitamente buscam unicamente conflitar a eleição, não ter o mínimo desvelo, o respeito aos princípios constitucionais que comprovadamente são sérios, intocáveis e invioláveis. Numa linguagem própria da gíria, essa gente descontente com a democracia, com as atitudes citadas  “querem jogar farofa no ventilador” ou “jogar tudo para o alto”.
A estrutura social, conhecida como Rede Social, onde pessoas se prenunciam, a maioria se expondo de forma ridícula, com sarcasmo e zombaria, até mesmo de modo ofensivo, tudo permitido pela liberdade de expressão, iniciou a movimentação “Dilma fora”, “impeachment”, “militares na rua”, “auditoria no resultado da eleição”. Por uma razão que parece um arrebatador deletério, um ímpeto delirante, internautas pregoaram a ligação do presidente do TSE Dias Toffoli com o PT como se ele fosse o único ministro responsável por possível fraude. É bom lembrar que o TSE é formado por setes juízes.
O PSDB levado pelo entusiasmo abraçou essa causa: deseja uma auditoria.
O leviano exemplo dos tucanos repercutiu mal, na tentativa de macular o processo eleitoral. O PSDB perdeu a oportunidade de encerrar com elegância sua presença na campanha eleitoral.
                                                              ***

A eleição foi perdida por Aésio e mais outros envolvidos. Perdeu a revista Veja que fez verdadeiro terrorismo eleitoral. Havia a grande possibilidade do PSDB vencer e ter publicidade oficial. A revista ficará mais quatro anos sem publicidade governamental. Derrotada também, a RBS (filial da Rede Globo). Numa reportagem investigativa descobriu fraude no Pronaf envolvendo um deputado do PT com duas reportagens. Jornalismo é assim, investigar e publicar toda espécie de burla. O que chama atenção é que uma das reportagens foi exibida em rede nacional quatro dias antes da eleição do primeiro turno. Na segunda reportagem a matéria foi veiculada também em rede nacional dois dias antes da realização do segundo turno. Deve ter sido uma simples coincidência, ou para o mais fanático petista, terrorismo eleitoral.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Dilma venceu. Não é difícil entender

Então aconteceu. Pelo raciocínio lógico das pessoas, pelo entendimento racional dos eleitores, por todos aqueles sem o possessivo radicalismo, sem exacerbado partidarismo, sem irado preconceito, na apreciação e na observação comedida, sem paixões, julgando as realizações nesses quatro anos de governo de Dilma Roussef, ela mereceu a reeleição.
Ocorreu a vitória de Dilma premeditada, sua reeleição esperada, enfim a prefiguração concebida eleitoralmente, considerando-se as avaliações por pesquisas realizadas, qualificando seu governo nos conceito ótimo e bom 40 e 45%, regular 35%. Foi atribuída a Dilma, pelo seu governo, a qualificação de excelente e satisfatório (40 e 45%), bem-proporcionado (35%) e assim poderemos reputar por uma conta - somados os conceitos ótimo, bom e regular - justificada, razoável, sensata e moderada definição, um total de 70% de aceitação popular, de aprovação dos brasileiros, pelo seu governo. Dilma retirou da miséria plena, da indigência, miseráveis que passaram a se alimentar com o Bolsa Família. Pobres ascenderam à classe média baixa (C e D). Empresários conseguiram maiores empreendimentos com dinheiro do BNDES. Banqueiros, com seus bilionários lucros, não se queixam da política econômica/financeira governamental.
Por tudo isso Dilma foi reeleita. Poderia ter uma vitória nas urnas superior a 55%, senão fossem as mazelas ocorridas, os desatinos imorais praticados pelo seu partido e outros aliados. Venceu nas urnas e venceu uma devassa situação. Dilma mulher e vencedora. Sobreviveu aos atos desonestos, a ignomínia, a rafuagem proporcionada pelos homens do seu partido (PT). Dilma mulher e presidenta. Superou as falcatruas, o opróbrio de outros homens dos partidos aliados (PMDB e PP), todos eles envolvidos na organização escandalosa de corrupção da Petrobras.  Só mesmo alguém com a fibra de Dilma venceria uma eleição com tantas denúncias de roubalheira. Só mesmo a Dilma de coragem para enfrentar o terrorismo eleitoral de alguns órgãos da mídia.
Dilma demonstra que mulher não é sexo frágil. Dilma é a Amélia: que não tem a menor vaidade, que é mulher de verdade.
                                             *** ***
Redes sociais durante o período pré-eleitoral e pós-eleitoral abusaram em ofensas, ódio disseminado, ira xenófobica, raiva incontida, ofensas que poderiam ser jogadas no lixo, infâmias a ser colocadas em fossa fecal.
As mensagens racistas, os discursos preconceituosos contra nordestinos brasileiros, eles julgados como a escoria da sociedade, eles, a causa da vitória de Dilma e a conseqüente derrota de Aécio.
Nas redes sociais nordestinos xingados de todas formas numa afirmação errônea de que foram eles os responsáveis pela vitória de Dilma.
Ledo engano. Contra fatos não há argumentos. Diante do resultado da eleição, dos números apresentados, chega-se a conclusão de que os eleitores no Rio Grande do Sul são formados por 46% de nordestinos burros (percentual de votos de Dilma no estado), e que 41% dos sulistas são ignorantes nordestinos (Dilma no sul do país fez 41% dos votos).
Os eleitores nordestinos (nove estados) elegeram Dilma com um pouco mais de 20 milhões de votos. No sul e sudeste a votação de Dilma foi de 26.6 milhões de votos. Na interpretação de radicais, no raciocínio de maldosos comentários postados nas redes sociais, as pessoas do sul e sudeste brasileiro - os ricos, alfabetizados, gente séria, honesta e direita, gente da “elite branca”-  certamente entre elas pode se constatar milhões de analfabetos, corruptos, pobres da Bolsa Família, que não sabem ler e não se informam, considerando-se que Dilma somou nas duas regiões (sul e sudeste) 6.4 milhões de votos a mais que a votação nordestina.