Tem pessoas que ficam profundamente irritadas com certas coisas expostas, opiniões publicadas. Há interpelações pessoais ou virtualmente através de mensagens por e-mail.
Desta feita foi a turma da direita delirante, que idolatra aquela famigerada revista semanal, da qual muitos se tornam lacaios do seus preceitos ideológicos por sua postura editorialista ou por extremados colunistas.
Parecer emitido nesse espaço é uma questão de idiosincrasia, o jeito de ser de cada pessoa, do temperamento de cada um como do cronista e assim sendo, evidentemente não seja de agrado a todos, principalmente quando o assunto são fatos políticos, o que causa celeuma, podendo satisfazer aos leitores pelo pensamento comum, como também pode contrariar a outros pelo ponto de vista divergente.
A menção das homenagens com títulos de doutor Honoris Causa por diversas universidades e assemelhadas ao Lula foi tratada como uma informação. Respeito Lula por sua perspicácia e por ser sagaz em termos políticos. Nada mais que isso. Não sou apóstolo de suas convicções e atitudes políticas. Lula foi perspicaz buscando votos junto a classe menos favorecida, os chamados excluídos, famélicos da indigência, os sustentados pelo programa Bolsa Família. Na outra ponta do social os magnatas da indústria e comércio, banqueiros, usados pela sagacidade de Lula que, com suas valiosas contribuições, ajudaram-no a buscar votos naquela outra extremidade social referida. Acredito que fui bem explicito com a delirante direita.
*** ***
Primeiro chamava-se Arena, partido de sustentação no “Congresso” da ditadura militar. Na abertura política, na formação de novos partidos Arena transformou-se em PDS, cujo maior lider é Paulo Maluf que passou incólume pela Justiça brasileira com vários processos, principalmente de corrupção, mas que não pode sair do país, pois no exterior a Interpol o prenderá. Sem formação partidária consistente, o partido de Maluf e de seus correligionários, passou a ser PPR, depois PPB e agora é PP, até quando não se sabe.
O Partido Progressista tem sua força política em pequenos municípios de zonas rurais. O PP nacionalmente tem quatro senadores e 44 deputados federais. Como partido da base de sustentação política de Dona Dilma, foi abocanhado com o Ministério das Cidades. No Rio Grande com a eleição de Ana Amélia para senadora o seu nome já foi lançado para o governo do Estado. A fome de poder do PP é intensa, é o que acontece em Farroupilha, quando pretende vencer a próxima eleição municipal. Só que esse projeto não será fácil. Terá que vencer o poder político e administrativo do PMDB.
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- Comentário categórico de um prócer progressista: “A coligação com o PMDB continuará, desde que o PP seja cabeça de chapa na eleição majoritária”.
- Quando o político coloca seu nome a disposição do partido para a eleição, trata-se de um eufemismo que significa dizer: “Eu sou candidato”.
- Assim o PMDB tem dois candidatos: Ademir Bareta e Sergio Rossi. Dois? Haverá alguma prévia no partido? Ou será jogo político? Quem sabe início de um racha?
terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
O poder
O poder atrai seduz, enebria, extasia. O poder nunca ficará vazio, jamais estará desocupado. Sempre haverá lugar para quem quer que seja, mais especificamente, para aquele que deseja o poder por ser algo inerente aos seus desejos ou que seja delegado por outros. Sempre estará alguém no poder, claro um somente. Jamais dois poderosos ocuparão ao mesmo tempo um mesmo espaço. Poderá haver vários poderosos em poderes divididos secundariamente, no entanto o poder soberano e total será de um único poderoso. O poder não é dado como um presente, a não ser o poder político nos tempos de período medieval, que era concebido como um presente divino. Enfim definitivamente o poder tem que ser conquistado.
Pode ser por merecimento, competência e capacidade, o que acontece em conglomerados, corporações, enfim em empresas.
Existe o poder conquistado pela força, poder alcançado por lutas e guerras, a conquista do poder de um país sobre o outro.
Há ainda a conquista do poder político. Esse pode ser conseguido por revoluções, pela força militar, pela ditadura imposta. Pode ser conseguido pela revolta popular.
Pode ser conquistado democraticamente por delegação do povo, pelo voto secreto e soberano do eleitor. Porém nada impede que esse poder político seja conquistado pela sutileza, pela astúcia, de forma ardilosa ou pérfida. Pela conquista do poder o que era bom ontem politicamente não serve hoje. O companheiro de governo hoje, de poder absoluto, amanhã na eleição, será adversário. A coligação partidária unida em eleição passada não serve mais, pela luta do poder será desarticulada. Ratifica-se. O poder político essencialmente é de uma única pessoa. Há somente um presidente, um governador, um prefeito. Há o poder secundário que é do vice, como o do vice-prefeito, em busca da oportunidade, satisfazendo o ego pelo desejo de ter o poder primeiro e único como prefeito.
*** ***
A delirante extrema-direita, conservadora e reacionária ideologicamente, com o delírio paranóico, sua aversão extremada, o ridículo ranço, o posicionamento de caráter antiquado contra Lula - parte daquela turma de leitores de uma famigerada revista semanal – deve estar bufando de ódio e raiva: como pode um analfabeto funcional receber um sétimo título de doutor Honoris Causa, desta feita de uma instituição de renome mundial como o Instituto de Estudos Políticos de Paris. Lula foi o primeiro latino-americano a receber a homenagem e o segundo chefe de Estado. Foi a 16ª personalidade que recebeu a láurea desde a fundação da instituição em 1871.
Por falar em famigerada revista semanal sua editoria anda bajulando a presidenta Dilma. Elogios não faltam, como por exemplo, informar que ela está emagrecendo em razão de suas caminhadas diárias, como se o problema maior do país fosse sua gordura. Dona Dilma gosta de sentir seu ego massageado. Pela adulação há a retribuição. Então nas páginas, vez por outra, aparece publicidade de empresas estatais: Caixa, Banco do Brasil, Petrobras e claro, a quantidade de propaganda corresponde à adulação recebida.
Pode ser por merecimento, competência e capacidade, o que acontece em conglomerados, corporações, enfim em empresas.
Existe o poder conquistado pela força, poder alcançado por lutas e guerras, a conquista do poder de um país sobre o outro.
Há ainda a conquista do poder político. Esse pode ser conseguido por revoluções, pela força militar, pela ditadura imposta. Pode ser conseguido pela revolta popular.
Pode ser conquistado democraticamente por delegação do povo, pelo voto secreto e soberano do eleitor. Porém nada impede que esse poder político seja conquistado pela sutileza, pela astúcia, de forma ardilosa ou pérfida. Pela conquista do poder o que era bom ontem politicamente não serve hoje. O companheiro de governo hoje, de poder absoluto, amanhã na eleição, será adversário. A coligação partidária unida em eleição passada não serve mais, pela luta do poder será desarticulada. Ratifica-se. O poder político essencialmente é de uma única pessoa. Há somente um presidente, um governador, um prefeito. Há o poder secundário que é do vice, como o do vice-prefeito, em busca da oportunidade, satisfazendo o ego pelo desejo de ter o poder primeiro e único como prefeito.
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A delirante extrema-direita, conservadora e reacionária ideologicamente, com o delírio paranóico, sua aversão extremada, o ridículo ranço, o posicionamento de caráter antiquado contra Lula - parte daquela turma de leitores de uma famigerada revista semanal – deve estar bufando de ódio e raiva: como pode um analfabeto funcional receber um sétimo título de doutor Honoris Causa, desta feita de uma instituição de renome mundial como o Instituto de Estudos Políticos de Paris. Lula foi o primeiro latino-americano a receber a homenagem e o segundo chefe de Estado. Foi a 16ª personalidade que recebeu a láurea desde a fundação da instituição em 1871.
Por falar em famigerada revista semanal sua editoria anda bajulando a presidenta Dilma. Elogios não faltam, como por exemplo, informar que ela está emagrecendo em razão de suas caminhadas diárias, como se o problema maior do país fosse sua gordura. Dona Dilma gosta de sentir seu ego massageado. Pela adulação há a retribuição. Então nas páginas, vez por outra, aparece publicidade de empresas estatais: Caixa, Banco do Brasil, Petrobras e claro, a quantidade de propaganda corresponde à adulação recebida.
sábado, 1 de outubro de 2011
A festa
Festa grande a começar por um lauto jantar. No amplo salão três mesas imensas estavam ali postas, todas preparadas para o ágape, apresentando variadas e saborosas iguarias. Pelas feições dos rostos, pelos largos sorrisos, cada um dos comensais mostrava-se farto e bem nutrido, esperando o momento maior de alegria, o baile.
O conjunto musical, conhecido assim no passado, que agora se denomina banda, enche de som com seus acordes o salão de baile. Começa com música dolente, baladas, alguns blues e até saudosos boleros. Ritmos para o casal dançar de forma romântica, agarradinho, apertadinho, juntinho.
Em determinado momento a banda muda de ritmo. O som é de rock ou qualquer coisa parecida. É o momento da moçada se esbaldar. Os pares ficam soltos, largados. A dança se caracteriza pelo uso do corpo, um modo de expressar emoções do interior do ser humano, naquela hora mais do que nunca. Não importa se obedece ou não aos passos cadenciados de determinado ritmo. O que vale é que os dançarinos, soltos, largados, libertos se divertem. Uns, com passos ritmados de acordo com a música. Outros, desajeitados, simplesmente balançam o corpo num rebolado desengonçado. Mas o melhor para a rapaziada está para acontecer: surgem as dançarinas animadoras de palco, bem a vontade, umas de coxas grossas, diríamos, para não ser indelicado, coxas rechonchudinhas. A turma vibra, se extasia defronte ao palco. A moça ao lado do rapaz não gosta da frescuragem, puxa-o para um lado neutro, afastado.
E a moça de shortinho branco. O shortinho era tão curto que se notava aquela salientada dobradinha na junção das nádegas e as coxas. Sucesso entre a rapaziada, ali, bem à frente, na fila do cacarejo. A moça causa frisson. As moças, namoradas e parceiras dos rapazes, sentem-se ultrajadas por aquele shortinho branco, causando intensas cenas de ciúmes. Uma delas, não muito disfarçadamente, puxa o parceiro pela ponta do paletó e murmura ao pé do ouvido: “Vamos parar de galinhagem”. Com a reprimenda o rapaz se mantém contido. O show da moça do shortinho branco curtinho termina.
O show prossegue com a apresentação de três jovens rapazes. Não que eles possam despertar com o público feminino o mesmo sucesso do shortinho branco com o masculino. Três baixinhos e como acontece com todos os baixinhos, são revigorados por corpos delineados em razão de exercícios de musculação. Não agradam a mulherada, mas é o momento da vingança, rebolativas vão à frente do palco se fresquear. Desagradam aos parceiros. O ciúme é do outro lado. Um deles comenta; “Deixa pra lá. Dos três, nenhum Rodrigo Santoro”. O outro rapaz, para dar um aparente desinteresse, uma esnobação diz: “Eles tem até jeito de gays”.
Acabou o show, a festa continua e desacertos esquecidos, desentendimentos entendidos, superados entraves de somenos importância. Todos enfim, potenciados pelo prazer de dançar, ação dançante que permite intenso prazer, intensiva alegria. Assim se passou uma gostosa noite de plena festa.
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O conjunto musical, conhecido assim no passado, que agora se denomina banda, enche de som com seus acordes o salão de baile. Começa com música dolente, baladas, alguns blues e até saudosos boleros. Ritmos para o casal dançar de forma romântica, agarradinho, apertadinho, juntinho.
Em determinado momento a banda muda de ritmo. O som é de rock ou qualquer coisa parecida. É o momento da moçada se esbaldar. Os pares ficam soltos, largados. A dança se caracteriza pelo uso do corpo, um modo de expressar emoções do interior do ser humano, naquela hora mais do que nunca. Não importa se obedece ou não aos passos cadenciados de determinado ritmo. O que vale é que os dançarinos, soltos, largados, libertos se divertem. Uns, com passos ritmados de acordo com a música. Outros, desajeitados, simplesmente balançam o corpo num rebolado desengonçado. Mas o melhor para a rapaziada está para acontecer: surgem as dançarinas animadoras de palco, bem a vontade, umas de coxas grossas, diríamos, para não ser indelicado, coxas rechonchudinhas. A turma vibra, se extasia defronte ao palco. A moça ao lado do rapaz não gosta da frescuragem, puxa-o para um lado neutro, afastado.
E a moça de shortinho branco. O shortinho era tão curto que se notava aquela salientada dobradinha na junção das nádegas e as coxas. Sucesso entre a rapaziada, ali, bem à frente, na fila do cacarejo. A moça causa frisson. As moças, namoradas e parceiras dos rapazes, sentem-se ultrajadas por aquele shortinho branco, causando intensas cenas de ciúmes. Uma delas, não muito disfarçadamente, puxa o parceiro pela ponta do paletó e murmura ao pé do ouvido: “Vamos parar de galinhagem”. Com a reprimenda o rapaz se mantém contido. O show da moça do shortinho branco curtinho termina.
O show prossegue com a apresentação de três jovens rapazes. Não que eles possam despertar com o público feminino o mesmo sucesso do shortinho branco com o masculino. Três baixinhos e como acontece com todos os baixinhos, são revigorados por corpos delineados em razão de exercícios de musculação. Não agradam a mulherada, mas é o momento da vingança, rebolativas vão à frente do palco se fresquear. Desagradam aos parceiros. O ciúme é do outro lado. Um deles comenta; “Deixa pra lá. Dos três, nenhum Rodrigo Santoro”. O outro rapaz, para dar um aparente desinteresse, uma esnobação diz: “Eles tem até jeito de gays”.
Acabou o show, a festa continua e desacertos esquecidos, desentendimentos entendidos, superados entraves de somenos importância. Todos enfim, potenciados pelo prazer de dançar, ação dançante que permite intenso prazer, intensiva alegria. Assim se passou uma gostosa noite de plena festa.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Injustiça social
Pois bem. Está feito. Não há mais discussão, esta decidido, é definitivo: 15 vereadores.
Ao cofre público municipal, provido, estabelecido e estruturado com o dinheiro do contribuinte, será uma despesa a mais com os cinco novos vereadores somente em salário mensal, um total de 13.500 reais mensais, no ano 162 mil – fora algumas outras vantagens agregadas - considerando-se o salário do vereador (R$2.700,00) na atualidade. Evidentemente, que na próxima legislatura, em 2013, os salários deverão estar devidamente majorados em 10% a 20%, sabe-se lá quanto, talvez vencimentos em torno de R$3.200,00. O contribuinte, pagador de impostos, desejaria que esse dinheiro tivesse outra finalidade, de fato de interesse público, por exemplo, para a saúde.
Salários de políticos são determinados por eles mesmos, por lei, elaborada por eles mesmos, a partir de seus próprios interesses, principal deles, como não, salários excelentes. Nessa dimensão salarial da classe política se encontra absurdos, desrespeito a chamada justiça social, no caso salarial. Há muitos exemplos. Um. Deputado federal entre vencimentos e vantagens perfaz um total de rendimentos de mais de 50 mil reais com expediente na terça, quarta e quintas-feiras. Assim é em Brasília.
Por aqui, em Farroupilha e muitas outras Câmaras Municipais a ganância salarial é a mesma. O vereador farroupilhense tem ordenado de R$2.700,00 mensais para trabalhar cinco horas semanais, 20 horas por mês. A comparação salarial com um trabalhador de salário mínimo (No Rio G. Sul R$610,00) com carga horária de oito horas diárias, 40 semanais ou 160 mensais chega a ser um desaforo, um despropósito, uma insolência desagregadora socialmente. O operário de salário mínimo para alcançar os R$2.700,00 em 20 horas por mês de um vereador, terá que trabalhar aproximadamente quatro meses e 10 dias. Como já foi dito 85% da população desejava que a Câmara Municipal se mantivesse com 10 vereadores, dessa forma podemos afirmar que 85% dos eleitores em potencial não queriam 15 vereadores. Na atual Câmara Municipal um dos 10 vereadores se elegeu com o meu voto e evidentemente de outros tantos eleitores, como os outros nove foram eleitos por outros milhares de votos.
Na verdade, no conjunto da obra, com toda aquela encenação, a tola discussão de 10, 11 e 13 vereadores, que deu 15, todos os vereadores foram arremetidos para um imenso e mesmo balaio. Assim, todos ficam em situação igual – todos queriam 15 vagas - e o meu vereador, eleito com o meu voto, como qualquer um dos outros nove, não merecerá meu voto na próxima eleição. Assim diante desse raciocínio pessoal, outros 85% de eleitores com o mesmo posicionamento e boa memória, nas urnas do próximo ano, a atitude do ato de votar não será diferente. Cabe a reflexão e a pergunta: o vereador eleito com o meu voto merecerá o meu voto na próxima eleição?
Ao cofre público municipal, provido, estabelecido e estruturado com o dinheiro do contribuinte, será uma despesa a mais com os cinco novos vereadores somente em salário mensal, um total de 13.500 reais mensais, no ano 162 mil – fora algumas outras vantagens agregadas - considerando-se o salário do vereador (R$2.700,00) na atualidade. Evidentemente, que na próxima legislatura, em 2013, os salários deverão estar devidamente majorados em 10% a 20%, sabe-se lá quanto, talvez vencimentos em torno de R$3.200,00. O contribuinte, pagador de impostos, desejaria que esse dinheiro tivesse outra finalidade, de fato de interesse público, por exemplo, para a saúde.
Salários de políticos são determinados por eles mesmos, por lei, elaborada por eles mesmos, a partir de seus próprios interesses, principal deles, como não, salários excelentes. Nessa dimensão salarial da classe política se encontra absurdos, desrespeito a chamada justiça social, no caso salarial. Há muitos exemplos. Um. Deputado federal entre vencimentos e vantagens perfaz um total de rendimentos de mais de 50 mil reais com expediente na terça, quarta e quintas-feiras. Assim é em Brasília.
Por aqui, em Farroupilha e muitas outras Câmaras Municipais a ganância salarial é a mesma. O vereador farroupilhense tem ordenado de R$2.700,00 mensais para trabalhar cinco horas semanais, 20 horas por mês. A comparação salarial com um trabalhador de salário mínimo (No Rio G. Sul R$610,00) com carga horária de oito horas diárias, 40 semanais ou 160 mensais chega a ser um desaforo, um despropósito, uma insolência desagregadora socialmente. O operário de salário mínimo para alcançar os R$2.700,00 em 20 horas por mês de um vereador, terá que trabalhar aproximadamente quatro meses e 10 dias. Como já foi dito 85% da população desejava que a Câmara Municipal se mantivesse com 10 vereadores, dessa forma podemos afirmar que 85% dos eleitores em potencial não queriam 15 vereadores. Na atual Câmara Municipal um dos 10 vereadores se elegeu com o meu voto e evidentemente de outros tantos eleitores, como os outros nove foram eleitos por outros milhares de votos.
Na verdade, no conjunto da obra, com toda aquela encenação, a tola discussão de 10, 11 e 13 vereadores, que deu 15, todos os vereadores foram arremetidos para um imenso e mesmo balaio. Assim, todos ficam em situação igual – todos queriam 15 vagas - e o meu vereador, eleito com o meu voto, como qualquer um dos outros nove, não merecerá meu voto na próxima eleição. Assim diante desse raciocínio pessoal, outros 85% de eleitores com o mesmo posicionamento e boa memória, nas urnas do próximo ano, a atitude do ato de votar não será diferente. Cabe a reflexão e a pergunta: o vereador eleito com o meu voto merecerá o meu voto na próxima eleição?
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Lamenta-se: são 15
Pareceu ser uma jogada ensaiada, uma farsa política. A reunião dos vereadores ao que parece por seu resultado foi enganosa, uma embromação que serviu de engodo, uma adulação astuciosa, de dúbias participações, na tentativa de confundir a população, embaraçar o eleitor. As propostas, os debates, tinham a única finalidade de mostrar publicamente de que nenhum vereador tinha a intenção de aumentar para 15 o número na Câmara, mas no íntimo e foi passada a impressão, desejavam que assim fosse. Simulação aparente daquilo que não se deseja, mas essencialmente o que se quer, formando um teatro de encenações do sarcástico, da comédia.
Foi bem assim. Determinado grupo se distinguiu em manter o número de 10 vereadores. Alguém ponderou que um número impar seria ideal, 11. Uma outra minoria queria fazer prevalecer 13 vereadores. Como se observa ninguém assumiu publicamente um total de 15 vereadores. Evidentemente nenhum vereador quis ficar mal na foto, mostrar um retrato negativo, no mínimo em preto e branco para o eleitor. Convenhamos. Se os vereadores desejassem de forma inabalável continuar com 10 vereadores, de forma lúcida e incontinenti aprovariam a proposta inicial (10 vereadores).
Diante dessa divisão, que pareceu proposital, vereadores foram obedientes aos preceitos determinados pela lei, então, que ela seja cumprida. Na Lei Orgânica está explicito, determina 15 vereadores. Assim, na próxima eleição, 15 vereadores. Culpa da lei.
Vamos refletir. Políticos são corporativistas e tem interesses pessoais. 15 vereadores era o que queriam. Ficou bem para todos, principalmente para aqueles suplentes que não obtiveram votos para serem titulares, para aqueles outros que se elegeram com votação no limite ou aqueloutros que se elegeram pelo coeficiente eleitoral. Com 15 vagas na próxima eleição trata-se de algo que pode não se tornar tão difícil.
O que não pode existir na egrégia Câmara Municipal é a farsa, o teatro burlesco caracterizado por personagens caricatos, teatro de que quando as cortinas fecham-se os espectadores são abatidos pela tristeza, embora tenham assistido um espetáculo cômico por mais paradoxal e anacrônico que possa ser, proporcionado por maus protagonistas.
Vereadores alegaram que a Câmara precisa de maior representatividade. Representar o quê? Interesses próprios? O que se deseja é de que exerçam o mandato em nome da população de forma efetiva, correspondendo aos anseios de todos.
Representatividade, qual nada. Conforme o site do jornal “O Farroupilha” 85% daqueles que deram sua opinião foram contra em aumentar o número de vereadores. Ninguém, ao que se sabe na Câmara, decididamente representou esses 85%.
Eleição no próximo ano. O eleitor não pode esquecer o embuste, o teatro do absurdo.
Maquiavel em “O Príncipe” expôs as entranhas do poder e desnudou os comportamentos políticos onde não podem deixar de existir as encenações que vão do burlesco as monumentais farsas
Lamenta-se. Agora definitivamente são 15.
Foi bem assim. Determinado grupo se distinguiu em manter o número de 10 vereadores. Alguém ponderou que um número impar seria ideal, 11. Uma outra minoria queria fazer prevalecer 13 vereadores. Como se observa ninguém assumiu publicamente um total de 15 vereadores. Evidentemente nenhum vereador quis ficar mal na foto, mostrar um retrato negativo, no mínimo em preto e branco para o eleitor. Convenhamos. Se os vereadores desejassem de forma inabalável continuar com 10 vereadores, de forma lúcida e incontinenti aprovariam a proposta inicial (10 vereadores).
Diante dessa divisão, que pareceu proposital, vereadores foram obedientes aos preceitos determinados pela lei, então, que ela seja cumprida. Na Lei Orgânica está explicito, determina 15 vereadores. Assim, na próxima eleição, 15 vereadores. Culpa da lei.
Vamos refletir. Políticos são corporativistas e tem interesses pessoais. 15 vereadores era o que queriam. Ficou bem para todos, principalmente para aqueles suplentes que não obtiveram votos para serem titulares, para aqueles outros que se elegeram com votação no limite ou aqueloutros que se elegeram pelo coeficiente eleitoral. Com 15 vagas na próxima eleição trata-se de algo que pode não se tornar tão difícil.
O que não pode existir na egrégia Câmara Municipal é a farsa, o teatro burlesco caracterizado por personagens caricatos, teatro de que quando as cortinas fecham-se os espectadores são abatidos pela tristeza, embora tenham assistido um espetáculo cômico por mais paradoxal e anacrônico que possa ser, proporcionado por maus protagonistas.
Vereadores alegaram que a Câmara precisa de maior representatividade. Representar o quê? Interesses próprios? O que se deseja é de que exerçam o mandato em nome da população de forma efetiva, correspondendo aos anseios de todos.
Representatividade, qual nada. Conforme o site do jornal “O Farroupilha” 85% daqueles que deram sua opinião foram contra em aumentar o número de vereadores. Ninguém, ao que se sabe na Câmara, decididamente representou esses 85%.
Eleição no próximo ano. O eleitor não pode esquecer o embuste, o teatro do absurdo.
Maquiavel em “O Príncipe” expôs as entranhas do poder e desnudou os comportamentos políticos onde não podem deixar de existir as encenações que vão do burlesco as monumentais farsas
Lamenta-se. Agora definitivamente são 15.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Jaqueline
O leitor que me acompanha já observou que em algumas crônicas a titulação, a inscrição posta no começo, a designação de um assunto ocorre por nome próprio feminino, o nome de uma mulher. Elas merecem. Adoro as mulheres. Qual o homem que não as adora. Todas? Nem todas. Merecem? Não de forma unânime.
Quem gosta da Jaqueline? Claro, todos nós. E a Jaqueline Roriz? Nãããão. Essa, não.
Que maldade não gostar da Roriz. Tão simpática e sofrida. O que há contra ela? Na verdade, tudo. Ela é pura antipatia, conduz a uma aversão espontânea por tudo que é e o que fez. Positivamente não tem nada de sofrimento, porque é cínica, falsa e mentirosa.
Esses atributos, essas peculiaridades, na verdade defeitos, são evidentes pela sua vida pregressa, pelo histórico familiar, pelo passado de pai e mãe.
O pai Joaquim Roriz, envolvido em falcatruas, principalmente pela corrupção, em 2007, renunciou ao mandato de senador para escapar da cassação. Em 2010 temendo um resultado negativo no julgamento do STF (ficha limpa), desistiu de sua candidatura ao governo do Distrito Federal. A mãe, de nome esquisito, Weslian, como oportunista, entrou na vaga do marido. Despreparada, nos debates serviu ao escárnio (quero defender toda aquela corrupção), proporcionando situações constrangedoras.
Jaqueline desdenha as conveniências sociais, desavergonhada é praticante da fraude. É também incongruente com seus atos, incoerente com suas atitudes. Senão vejamos.
Todos lembram da deputada distrital Eurides Brito pega com a boca na botija recebendo aquela propina de 50 mil reais. Pois a dona Eurides foi cassada numa proposição da Jaqueline. A Câmara Legislativa do Distrito Federal é uma das poucas em que não há o voto secreto. Na ocasião, pelo voto aberto, Jaqueline, na época deputada distrital, chamou Eurides de mau caráter. Acrescentou ainda ser ela uma tremenda cara de pau e que as imagens do acontecimento falam por si só.
Jaqueline e seus colegas na Câmara Distrital cassaram Eurides. Jaqueline, que também na maior cara de pau botou a mão em 50 mil - e as imagens do acontecimento falam por si - como deputada federal foi salva por seus colegas, todos eles também tremendos caras de pau, pelo indecoroso voto secreto, espúrio da democracia.
*** ***
Festa burguesa em comemoração ao natalício de 30 anos da deputada Manuela D`Avila. E daí? Nada, caso Manuela não fosse eleita pelo PCdoB, portanto comunista.
Outra festa da elite burguesa, essa em São Paulo. 80 anos de Paulo Maluf. Compareceram, numa estapafúrdia união política, entre outros, Geraldo Alkmim do PSDB e até o comunista Aldo Rabello que levou cacete da policia de Maluf, governador paulista na ditadura militar. Todos eles falaram que é em prol das alianças políticas. Na verdade isso se conhece como promiscuidade política.
Vai ter ainda muita festa, até do voto secreto. A burguesia política se diverte a custa do eleitorado proletário, dos votos da massa ignara.
Quem gosta da Jaqueline? Claro, todos nós. E a Jaqueline Roriz? Nãããão. Essa, não.
Que maldade não gostar da Roriz. Tão simpática e sofrida. O que há contra ela? Na verdade, tudo. Ela é pura antipatia, conduz a uma aversão espontânea por tudo que é e o que fez. Positivamente não tem nada de sofrimento, porque é cínica, falsa e mentirosa.
Esses atributos, essas peculiaridades, na verdade defeitos, são evidentes pela sua vida pregressa, pelo histórico familiar, pelo passado de pai e mãe.
O pai Joaquim Roriz, envolvido em falcatruas, principalmente pela corrupção, em 2007, renunciou ao mandato de senador para escapar da cassação. Em 2010 temendo um resultado negativo no julgamento do STF (ficha limpa), desistiu de sua candidatura ao governo do Distrito Federal. A mãe, de nome esquisito, Weslian, como oportunista, entrou na vaga do marido. Despreparada, nos debates serviu ao escárnio (quero defender toda aquela corrupção), proporcionando situações constrangedoras.
Jaqueline desdenha as conveniências sociais, desavergonhada é praticante da fraude. É também incongruente com seus atos, incoerente com suas atitudes. Senão vejamos.
Todos lembram da deputada distrital Eurides Brito pega com a boca na botija recebendo aquela propina de 50 mil reais. Pois a dona Eurides foi cassada numa proposição da Jaqueline. A Câmara Legislativa do Distrito Federal é uma das poucas em que não há o voto secreto. Na ocasião, pelo voto aberto, Jaqueline, na época deputada distrital, chamou Eurides de mau caráter. Acrescentou ainda ser ela uma tremenda cara de pau e que as imagens do acontecimento falam por si só.
Jaqueline e seus colegas na Câmara Distrital cassaram Eurides. Jaqueline, que também na maior cara de pau botou a mão em 50 mil - e as imagens do acontecimento falam por si - como deputada federal foi salva por seus colegas, todos eles também tremendos caras de pau, pelo indecoroso voto secreto, espúrio da democracia.
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Festa burguesa em comemoração ao natalício de 30 anos da deputada Manuela D`Avila. E daí? Nada, caso Manuela não fosse eleita pelo PCdoB, portanto comunista.
Outra festa da elite burguesa, essa em São Paulo. 80 anos de Paulo Maluf. Compareceram, numa estapafúrdia união política, entre outros, Geraldo Alkmim do PSDB e até o comunista Aldo Rabello que levou cacete da policia de Maluf, governador paulista na ditadura militar. Todos eles falaram que é em prol das alianças políticas. Na verdade isso se conhece como promiscuidade política.
Vai ter ainda muita festa, até do voto secreto. A burguesia política se diverte a custa do eleitorado proletário, dos votos da massa ignara.
domingo, 4 de setembro de 2011
Chuva
Acordo. Levanto da cama e antes de mais nada preciso ter a certeza de uma coisa que há dias está se tornando intolerável: chuva. Aproximo-me da janela. Nada é diferente. Não me enganei, não me iludi. Chove, e como chove. No vidro, componente da janela, pequenas gotas se formam, borbulhas que escorregam delicadamente, deslizam vagarosamente, na parte exterior, inconfundível sinal da chuva. Poderia ser no momento uma visão indelével, uma observação romanesca, um devaneio para o espírito.
Chove e chove muito. As gotículas impertinentes borrifando a substância sólida, dura e transparente da vidraça, por diversos dias, perderam todo o deleite, transformaram-se numa visão maçante, importuna e inconveniente.
Em um mês, choveu quase 20 dias. É um exagero.
Aprendemos. A chuva é um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água no estado liquido. Aprendemos mais que as chuvas podem ser frontais causadas pelo encontro de uma fria e seca, com outra quente e úmida.
Há as chuvas de convecção ou convectivas que são as conhecidas chuvas de verão.
A terceira nomenclatura são as chuvas que tem tudo a ver com a região serrana: chuvas orográficas chamadas também de chuvas da serra ou ainda chuvas de relevo que ocorrem quando ventos úmidos se elevam e se resfriam pelo encontro de uma barreira montanhosa. É a chuva incomodativa por ser persistente na Serra, a qual dificilmente a pessoa se habitua, ressalvando-se aquelas de infinita tolerância.
Chuva é isso tudo pela cultura cientifica que para muitos, no caso, pode ser desnecessária, inútil. Para as pessoas mais sensíveis, de sentimentos românticos, a chuva é poesia. O amante poético adora no dia de chuva olhar na vidraça as borbulhas chuvosas simpáticas e românticas em forma de um pingente grudadas no vidro.
A chuva mansa e branda que cai dá aquela sensação de isolamento. Chuva que cai em silêncio no dia nublado, escuro, claro, sem claridade. Chuva silenciosa para o poeta, cujo gostoso ruído é o encontro com a vidraça ou sobre o telhado.
A chuva em demasia é inconveniente. Na verdade as chuvas não precisam ser mostradas amiúde, quando assim acontece tornam-se persistentes e tristes, causam a sensação de que chove um pouco dentro de nós.
Diante da vidraça os sentidos vagueiam, o olhar se perde no infinito, na contemplação emoções recrudescem. Afora sonhos, mais realisticamente, observa-se a água da chuva escorrendo, esvaindo-se pelo leve declive. Pessoas passam, caminham na rua com o inseparável e protetor guarda-chuva. Outras, menos afortunadas, encaram a intempérie sem proteção. Poesia pela chuva tem limite, dois, três dias. Perde qualquer sentido poético quando a chuva insiste por quase 20 dias. Enche o saco.
Maravilha, sexta-feira, parou a chuva. Sol brilhante e esplendoroso. Ode ao sol.
Chove e chove muito. As gotículas impertinentes borrifando a substância sólida, dura e transparente da vidraça, por diversos dias, perderam todo o deleite, transformaram-se numa visão maçante, importuna e inconveniente.
Em um mês, choveu quase 20 dias. É um exagero.
Aprendemos. A chuva é um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água no estado liquido. Aprendemos mais que as chuvas podem ser frontais causadas pelo encontro de uma fria e seca, com outra quente e úmida.
Há as chuvas de convecção ou convectivas que são as conhecidas chuvas de verão.
A terceira nomenclatura são as chuvas que tem tudo a ver com a região serrana: chuvas orográficas chamadas também de chuvas da serra ou ainda chuvas de relevo que ocorrem quando ventos úmidos se elevam e se resfriam pelo encontro de uma barreira montanhosa. É a chuva incomodativa por ser persistente na Serra, a qual dificilmente a pessoa se habitua, ressalvando-se aquelas de infinita tolerância.
Chuva é isso tudo pela cultura cientifica que para muitos, no caso, pode ser desnecessária, inútil. Para as pessoas mais sensíveis, de sentimentos românticos, a chuva é poesia. O amante poético adora no dia de chuva olhar na vidraça as borbulhas chuvosas simpáticas e românticas em forma de um pingente grudadas no vidro.
A chuva mansa e branda que cai dá aquela sensação de isolamento. Chuva que cai em silêncio no dia nublado, escuro, claro, sem claridade. Chuva silenciosa para o poeta, cujo gostoso ruído é o encontro com a vidraça ou sobre o telhado.
A chuva em demasia é inconveniente. Na verdade as chuvas não precisam ser mostradas amiúde, quando assim acontece tornam-se persistentes e tristes, causam a sensação de que chove um pouco dentro de nós.
Diante da vidraça os sentidos vagueiam, o olhar se perde no infinito, na contemplação emoções recrudescem. Afora sonhos, mais realisticamente, observa-se a água da chuva escorrendo, esvaindo-se pelo leve declive. Pessoas passam, caminham na rua com o inseparável e protetor guarda-chuva. Outras, menos afortunadas, encaram a intempérie sem proteção. Poesia pela chuva tem limite, dois, três dias. Perde qualquer sentido poético quando a chuva insiste por quase 20 dias. Enche o saco.
Maravilha, sexta-feira, parou a chuva. Sol brilhante e esplendoroso. Ode ao sol.
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